Moses the Black, longa dirigido pela sérvia Yelena Popovic, combina ação de gangues contemporâneas e relato de um santo do século IV para afirmar que ninguém está fora de alcance da redenção. Com estreia marcada para 30 de janeiro de 2026, o filme reúne o rapper Curtis “50 Cent” Jackson como produtor, nomes da música como Quavo e Wiz Khalifa no elenco e o veterano Omar Epps no papel central.
História cruza crime moderno e lenda antiga
Na Chicago atual, Malik (Omar Epps) deixa a prisão disposto a vingar a morte de Sayeed Hodari, amigo e parceiro no crime. O alvo é Straw (Quavo), líder da gangue rival responsável por torturar e assassinar Sayeed.
Antes que os tiros comecem, a avó de Malik entrega a ele um cartão de oração de São Moisés, o Negro — ladrão convertido em monge no deserto egípcio. A lembrança do santo provoca visões, questionamentos e freia o impulso homicida do protagonista, transformando a guerra de facções num dilema espiritual.
Repercussões tão fortes quanto a promessa de perdão
Popovic enfatiza que a graça tem custo alto. O figurino praticamente todo preto funciona como luto permanente, enquanto imagens de trens ecoam caminhos que correm paralelos até um deles descarrilar.
Sangue aparece sem censura; já a cocaína, apenas sugerida. A ideia recorrente é a máxima bíblica “quem vive pela espada, morre pela espada”, reafirmando que a busca por redenção não apaga as consequências.
- Ambientação em Chicago destaca violência urbana realista.
- Visões do santo pontuam a crise de consciência de Malik.
- Simbolismo de trens e roupas escuras sublinha destino trágico.
- Direção evita exibir drogas, mas não poupa o espectador do sangue.
- Mensagem central: nenhum erro é imperdoável, mas o preço é alto.
Elenco mescla veteranos e estrelas da música
A atuação de Epps sustenta o conflito interno do personagem. Cliff Chamberlain vive o policial corrupto Jerry, temperando a trama com acessos de raiva.
Os rappers Wiz Khalifa, Skilla Baby e o próprio Quavo surgem de forma natural em cena, sem destoar do tom sombrio. Já o campeão de boxe Deontay Wilder faz apenas uma breve participação como segurança.
A interação entre criminosos, policiais e figuras religiosas se apoia em diálogos de efeito, alguns próximos da verborragia tarantinesca. Frases como “Se vivemos pela espada, que a vingança divina escolha o lado certo” marcam a tensão moral.

Imagem: Reprodução
Estrutura e bastidores da produção
Além da direção, Popovic assina o roteiro e divide a produção com Alexandros Potter, Nick Mirkopoulos e Brett Hays. O filme tem 110 minutos e classificação indicativa ainda não divulgada.
- Filmagens ocorreram primeiro em estúdios de Belgrado para as cenas internas.
- Sequências de rua foram captadas em bairros históricos de Chicago.
- A pós-produção concentrou-se em efeitos práticos de sangue e no design sonoro, guiado por 50 Cent.
- O lançamento comercial está programado para 30/01/2026, em circuito internacional.
A escolha de mezclar linha do tempo antiga e presente dialoga com outras produções que usam passado como espelho, caso de “Justiça Artificial”, thriller de IA que também reflete dilemas éticos ( confira a crítica ).
Recepção crítica inicial
Primeiras análises estrangeiras atribuem nota 4/10, elogiando o subtexto religioso, mas reclamando de ritmo irregular. Entre os pontos positivos estão a entrega de Epps e a fotografia sombria; entre os negativos, longa duração de algumas sequências de vingança.
A combinação de crime urbano e devoção incomum gerou comparações com dramas que exploram luto ou ansiedade existencial, como “See You When I See You”, citado por críticos ao analisar o peso emocional dos protagonistas ( veja resenha neste link ).
Principais motivos para ficar de olho
- Diretor e roteirista: Yelena Popovic, conhecida por “Man of God”.
- Protagonista: Omar Epps entrega interpretação contida e intensa.
- Participações musicais: 50 Cent, Quavo, Wiz Khalifa e Skilla Baby.
- Temática: redenção versus violência, inspirada em santo do século IV.
- Lançamento global previsto para janeiro de 2026.
Com essa proposta híbrida, Moses the Black promete chamar atenção tanto do público de thrillers de gangues quanto de espectadores interessados em narrativas de fé e transformação.
Serviço: “Moses the Black” chega aos cinemas em 30/01/2026, com 110 min de duração.















