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Geddy Lee credita os Beatles pela primeira música de metal, mas não no óbvio

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Geddy Lee do Rush tem uma opinião controversa sobre a origem do heavy metal: não foi “Helter Skelter”, a canção de destruição apocalíptica que obcecou cultistas nos anos 60. Para o baixista canadense, a primeira música de metal dos Beatles foi “Taxman”, uma composição de George Harrison do álbum Revolver, graças a um truque de gravação que Paul McCartney improvisou no estúdio.

Em conversa com a Amazon Music, Geddy Lee traçou a genealogia de suas influências no instrumento e colocou McCartney como figura central no pré-metal dos Beatles. A questão é simples mas revela como a história do rock é muito menos linear do que parece: quem realmente inventou o som mais pesado e distorcido não é necessariamente quem históricos do gênero costumam apontar.

Por que “Taxman” é heavy metal antes do heavy metal existir?

Geddy Lee ouviu em “Taxman” exatamente o que o heavy metal prometeria anos depois: peso, distorção e irreverência. Mas o detalhe que torna a canção verdadeiramente radical é como foi gravada. McCartney supostamente conectou um pedal de fuzz direto na mesa de gravação, sem amplificadores ou microfones intermediários. O resultado é um som ainda mais cru e distorcido que qualquer amplificador conseguiria produzir na época.

Na entrevista, Geddy Lee elogiou especificamente a linha de baixo de McCartney:

“Paul McCartney foi um baixista muito influente. Se você escuta ‘Come Together’, essa é uma linha de baixo super ousada. E se ouvir ‘Taxman’, isso é heavy metal antes de existir heavy metal.”

A observação de Lee não é apenas curiosidade de músico — é uma leitura técnica. “Come Together” tem uma das linhas de baixo mais inovadoras dos Beatles, mas “Taxman” é o ponto de ruptura sonora. O solo de guitarra é agressivo, visceral, construído por um instrumento empurrado além de seus limites naturais. Não é metal no sentido que Black Sabbath definiria o gênero, mas é o DNA do som que viria.

E “Helter Skelter”? Por que não é a escolha óbvia?

A maioria dos historiadores do rock aponta “Helter Skelter”, do White Album de 1968, como o proto-metal Beatles. A canção foi composta por McCartney em resposta a uma declaração de Pete Townshend (do The Who) sobre como “I Can See For Miles” era a coisa mais barulhenta, crua e suja que sua banda havia gravado.

Ao ouvir a faixa, McCartney achou comportada demais e resolveu fazer algo capaz de superar a descrição de Townshend. O resultado foi caótico: gritos, distorção extrema, uma produção que soava quase primitiva em propósito. “Helter Skelter” conquistou status de quase-mito porque ganhou contornos sinistros através de Charles Manson, que interpretou a letra (originalmente sobre uma atração de parque de diversões) como profecia apocalíptica.

Mas Geddy Lee oferece uma perspectiva diferente: se o metal é sobre a manipulação deliberada da tecnologia para alcançar um som novo e agressivo, “Taxman” é o verdadeiro precursor. Não é apenas barulhento — é engenhosamente distorcido. Há intencionalidade sonora, não apenas volume e caos.

Qual é a real origem do heavy metal, então?

A questão da primeira música de metal é um campo de batalha de opiniões. Black Sabbath é considerado por muitos o ponto de partida oficial do gênero em 1970, com a faixa-título “Black Sabbath”. Mas esse ponto de vista ignora toda uma evolução que começou no meio dos anos 60.

Se você considerar metal como o uso deliberado de distorção, agressividade sonora e estruturas de acordes mais pesadas, então a linhagem passa pelos Beatles sim — mas também por The Who, Steppenwolf (com “Born to Be Wild”) e até mesmo por bandas de blues-rock que experimentavam com amplificação extrema. Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath consolidaram o gênero, mas não o inventaram do zero.

O que Geddy Lee está dizendo é que os Beatles não apenas influenciaram o metal — eles criaram os blocos de construção sonoros que definem o gênero. E “Taxman” é um desses momentos de ruptura onde a tecnologia de gravação encontra a ambição artística em forma de distorção pura.

Para um baixista como Lee, que fez carreira tocando linhas complexas e inovadoras no Rush, reconhecer McCartney como predecessor faz sentido. McCartney não era apenas um compositores melódico — era um experimentador de estúdio que não tinha medo de quebrar as regras da gravação. Isso, no final, é exatamente o que o metal faria pelos próximos 50 anos.

Fonte: rollingstone.com.br

Toy Story 5 já tem ingressos à venda; confira data de estreia e trama

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Os ingressos para Toy Story 5 já estão disponíveis para compra online e nas bilheterias das redes de cinema em todo o Brasil. O novo filme da franquia Disney-Pixar chega aos cinemas brasileiros em 18 de junho de 2026, com sessões antecipadas começando um dia antes. Esse é o quinto longa da série que revolucionou a animação desde 1995, e a venda já começou tanto na plataforma Ingresso.com quanto diretamente nas salas de cinema.

Qual é a história de Toy Story 5?

Toy Story 5 traz um novo conflito para a vida dos brinquedos queridos de Andy. Desta vez, o vilão não é um garoto invejoso ou um boneco maligno — é um tablet futurista chamado Lilypad, que tenta conquistar Bonnie e afastá-la de seus brinquedos antigos. A premissa explora um dilema contemporâneo: como personagens analógicos e amados lidam com a tecnologia moderna que captura a atenção das crianças.

Para enfrentar esse desafio, Woody precisa reunir seus companheiros de aventura e encontrar uma nova forma de se manter relevante na vida de Bonnie. O filme promete equilibrar nostalgia com reflexão sobre mudança e adaptação — temas que ressoam tanto com adultos que cresceram com a franquia quanto com crianças que descobrem agora a história dos brinquedos que ganham vida.

Quantos filmes Toy Story já foram lançados antes do quinto?

Toy Story é uma das franquias mais lucrativas da história do cinema. Desde o primeiro filme de 1995, a série ganhou três sequências diretas que conquistaram bilheteria recorde mundialmente. Toy Story 3 (2010) e Toy Story 4 (2019) ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global, consolidando a saga como fenômeno cultural.

Além das sequências, a franquia também se expandiu com Lightyear (2022), um spin-off que segue as aventuras de Buzz Lightyear antes dos eventos do primeiro filme. O derivado ofereceu uma perspectiva diferente do universo Toy Story, explorando a origem do personagem icônico. Agora, com o quinto filme chegando, a Disney-Pixar aposta em continuar explorando personagens amados e introduzir novos conflitos que mantenham a série relevante para as próximas gerações.

Onde comprar ingressos para Toy Story 5 no Brasil?

  • Ingresso.com — plataforma online oficial de venda de ingressos para cinemas brasileiros
  • Bilheteria das redes de cinema — compra presencial disponível em todas as salas participantes
  • Sessões antecipadas — começam em 17 de junho, um dia antes da estreia oficial em 18 de junho

A venda antecipada é estratégia comum para blockbusters, permitindo que fãs garantam seus lugares para as primeiras exibições e gerando momentum de bilheteria logo no primeiro fim de semana. Para Toy Story 5, a antecipação é especialmente importante considerando o legado de sucesso financeiro da franquia.

O que torna Toy Story diferente de outras franquias de animação?

Desde seu lançamento, Toy Story se destacou por equilibrar humor infantil com narrativa emocionalmente sofisticada. Ao contrário de muitas animações que focam apenas em comédia ou ação superficial, a série sempre trouxe temas universais: amizade, abandono, morte, aceitação da mudança e o significado de ser importante para alguém.

Woody e Buzz não são apenas personagens; eles representam diferentes formas de entender a lealdade e o propósito. Cada filme adiciona camadas a essa reflexão. No terceiro filme, a série explorou o medo da obsolescência. No quarto, a importância de escolher seu próprio caminho. Agora, no quinto, a chegada do Lilypad — um tablet — é menos sobre um vilão tradicional e mais sobre a ansiedade contemporânea de ser substituído por tecnologia.

Essa profundidade é o motivo pelo qual adultos choram em sessões de Toy Story tanto quanto crianças. A franquia respeita seu público em todas as idades, oferecendo camadas de significado que revelam mais sobre nós mesmos quanto sobre os brinquedos fictícios que observamos.

Fonte: rollingstone.com.br

Judas Priest pode continuar com novos membros, diz Ian Hill

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O Judas Priest não desaparecerá mesmo que Ian Hill e Rob Halford saiam da banda, segundo o próprio baixista fundador. Em entrevista recente ao Metal Journal, Ian Hill afirmou que a “marca” Judas Priest é maior que qualquer formação específica, e que novos integrantes poderiam garantir a continuidade da banda que ele ajudou a criar em 1970. A resposta chega num momento delicado: após o afastamento do guitarrista fundador Glenn Tipton em 2018, diagnosticado com Parkinson, a questão sobre a sobrevivência do grupo ganhou peso.

Por que a saída de integrantes clássicos preocupa os fãs do Judas Priest?

Desde sua fundação, o Judas Priest passou por múltiplas trocas de formação. Glenn Tipton, um dos dois guitarristas fundadores, afastou-se das apresentações ao vivo após ser diagnosticado com Parkinson, embora permaneça oficialmente na banda. O produtor Andy Sneap o substitui nos shows. A questão que paira entre os fãs é se um Judas Priest sem Hill e Rob Halford — que ingressou em 1974 e é praticamente sinônimo da voz da banda — conseguiria manter a identidade que definiu gerações do rock pesado.

Quantas vezes o Judas Priest já trocou membros?

Mais do que imagina. Segundo Hill, a banda já passou por cerca de seis ou sete bateristas, quatro guitarristas e dois vocalistas ao longo de sua história. Isso significa que, tecnicamente, apenas Hill permanece como único membro ininterruptamente presente desde 1970. Essa trajetória de substituições mostra que o grupo sempre conseguiu se reinventar sem perder sua essência, criando precedente para possíveis futuras mudanças.

O que Ian Hill disse sobre a continuidade do Judas Priest?

Quando questionado diretamente se conseguia imaginar o Judas Priest seguindo adiante sem ele e sem Halford, Hill foi categórico. “Não há motivo para dizer ‘não'”, respondeu. Sua reflexão expõe uma verdade simples: ninguém é insubstituível. Com décadas de história comprovando que a banda absorveu mudanças antes, por que não absorveria novamente? Hill sugeriu que seus colegas atuais “topariam” se ele ou Rob tivessem que parar, o que indica que há disposição dentro do grupo para uma possível transição.

A declaração é realista e até surpreendente em sua franqueza. Muitos músicos legados relutariam em reconhecer que suas bandas poderiam existir sem eles. Hill, aos 72 anos, demonstra compreender que uma instituição de rock como o Judas Priest transcende qualquer nome individual — a marca existe na audiência, na discografia, na influência cultural.

Qual é o limite para Ian Hill continuar no Judas Priest?

Apesar de abrir a porta para o futuro, Hill deixou claro que não está pronto para sair agora. No entanto, ele identificou um ponto de virada: o desempenho. “Se meu desempenho começar a piorar, é hora de pensar em parar”, disse. Enquanto a banda conseguir dar 100%, o baixista quer continuar. Mas se perceber que está deixando de entregar tudo de si, aí sim consideraria encerrar as atividades.

Essa mentalidade é coerente com a postura de Hill ao longo dos anos — profissionalismo acima de nostalgia. Não é sobre ficar no palco por ficar; é sobre garantir que o que o Judas Priest apresenta ao mundo ainda merece o nome que carrega.

Que novidades há sobre o próximo álbum do Judas Priest?

A gravação do novo trabalho de estúdio está bem avançada. Hill revelou que a maior parte das músicas já foi gravada, incluindo praticamente todas as faixas de acompanhamento. Pode haver uma ou duas músicas ainda para gravar, mas o grosso do trabalho está pronto. O mais importante agora é a gravação dos vocais. Rob Halford esteve em Phoenix, nos Estados Unidos, registrando suas partes nas últimas semanas, segundo Hill.

Essa atualização sugere que o Judas Priest continua criativo e produtivo, reforçando a mensagem de que o grupo não está em modo “turnê de despedida”. Enquanto houver material novo para lançar, há propósito. E enquanto houver propósito, há razão para continuar.

O que o Judas Priest representa para o rock pesado?

O Judas Priest não é apenas uma banda; é um pilar do heavy metal clássico. Com mais de cinco décadas de carreira, influenciou gerações de músicos e consolidou o som do metal britânico. Glenn Tipton e K.K. Downing foram os guitarristas fundadores que definiram o riff do Judas Priest; Rob Halford tornou-se uma figura icônica na cultura metal; Ian Hill foi a coluna vertebral constante.

A abertura de Hill para mudanças futuras não diminui esses legados — apenas reconhece uma realidade que qualquer instituição artística deve encarar: nada é permanente, mas aquilo que importa verdadeiramente transcende nomes. Se o Judas Priest pode fazer boas músicas, boas apresentações e manter a qualidade que seus fãs esperam, a essência da banda permanece, independentemente de quem segura o baixo ou o microfone.

Fonte: rollingstone.com.br

Marcia Lucas, a montadora que moldou Star Wars, morre aos 80 anos

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Marcia Lucas, a montadora que venceu o Oscar por sua edição revolucionária de Star Wars: Uma Nova Esperança, faleceu no último dia 27 de maio aos 80 anos, vitimada por câncer. Sua morte marca o fim de uma carreira que redefiniu a linguagem visual do cinema de ficção científica e consolidou uma das maiores franquias cinematográficas do planeta — tudo através da arte praticamente invisível da montagem.

Quem foi Marcia Lucas e por que sua contribuição para Star Wars foi tão importante?

Marcia Lucas não era apenas a editora de Uma Nova Esperança (1977). Ela foi uma das três montadoras que receberam o Oscar em 1978 pela edição do filme — ao lado de Richard Chew e Paul Hirsch — em um prêmio que reconheceu o trabalho invisível que transformou horas de material bruto em uma experiência narrativa hipnotizante. Na época, a Indústria cinematográfica tinha pouquíssimas mulheres em posições-chave de criação, e Lucas foi pioneira em um ofício onde sua influência moldaria gerações de cineastas.

O papel dela foi absolutamente central: a montagem de Uma Nova Esperança não era apenas cortar e colar cenas. Era ritmo, pacing narrativo, construção emocional. Cada transição, cada corte, cada duração de plano contribuiu para o impacto visceral que transformou o filme de George Lucas em fenômeno cultural. Sem a maestria editorial de Marcia, o sucesso de Star Wars teria sido radicalmente diferente — possivelmente inexistente.

Qual foi o legado de Marcia Lucas além de Uma Nova Esperança?

Antes de Star Wars, Marcia Lucas havia sido indicada ao Oscar por seu trabalho em Loucuras de Verão (1973), dirigido pelo mesmo George Lucas. Esse reconhecimento precoce já sinalizava seu domínio técnico e criativo. Depois de Uma Nova Esperança, ela continuou trabalhando com Lucas em Star Wars: Episódio VI — O Retorno de Jedi (1983), consolidando sua marca na trilogia original que definiu a ficção científica moderna.

Mas o legado de Marcia transcende Star Wars. Ela abriu portas em uma profissão dominada por homens, mostrando que a montagem cinematográfica não era apenas tarefa técnica, mas arte narrativa de primeira ordem. Sua capacidade de criar tensão, ritmo e emoção através da edição influenciou cineastas que vieram depois, mesmo que muitos não soubessem exatamente nomear sua contribuição. A montagem invisível — aquela que o espectador não nota porque funciona perfeitamente — era sua assinatura.

Como Marcia Lucas e George Lucas se separaram profissional e pessoalmente?

Marcia e George Lucas foram casados desde 1969, mas sua relação profissional terminou bem antes da separação formal. Após trabalhar juntos em O Retorno de Jedi em 1983, o mesmo ano de seu divórcio, Lucas se afastou da montagem de Star Wars. George Lucas seria diretor de produção e roteirista dos episódios seguintes, mas outras montadoras assumiriam a responsabilidade editorial — uma mudança que marcou também um afastamento pessoal. O divórcio em 1983 foi amigável, segundo relatos, mas encerrou uma parceria criativa que havia produzido alguns dos filmes mais influentes do século XX.

O que a família de Marcia Lucas disse sobre seu falecimento?

Em comunicado à imprensa, a família de Marcia Lucas declarou: “Marcia será sempre lembrada como uma contadora de histórias brilhante, uma mulher pioneira no cinema. Sua influência é marcante, mas quem a conhecia melhor se lembrará de como ela fazia a vida parecer mais cheia de amor”.

Essa lembrança revela algo importante além das estatísticas de prêmios e filmes. Marcia Lucas não era apenas a profissional que ganhou Oscars — era uma pessoa cuja humanidade iluminava os ambientes em que trabalhava. Seus colegas e amigos certamente sentirão sua ausência em conversas sobre cinema, técnica de montagem e as histórias que moldaram décadas de entretenimento.

Por que a morte de Marcia Lucas importa agora para a cultura pop?

Vivemos em um momento onde Star Wars continua relevante, com novas séries e filmes em desenvolvimento. O interesse pela trilogia original é eterno entre fãs e cineastas. A morte de Marcia Lucas é um lembrete de que os artistas por trás das cenas — montadores, diretores de fotografia, compositores — são tão essenciais quanto atores e diretores. Uma geração inteira de cineastas cresceu reverenciando Uma Nova Esperança sem necessariamente saber o nome de quem editou o filme, mas seu impacto visual e narrativo está em cada frame.

A ausência de Marcia também marca o afastamento de uma era do cinema. Ela trabalhou em uma época quando a ficção científica era rejeitada pela academia e pela indústria como “entretenimento menor”, quando Star Wars era considerado um risco comercial. Que ela recebesse um Oscar por Uma Nova Esperança foi revolucionário — validou a ideia de que não existe cinema “menor”, apenas cinema bem feito ou mal feito. Marcia Lucas fez um cinema extraordinariamente bem feito.

Fonte: rollingstone.com.br

Mestres do Universo enfrenta David vs Golias contra Todo Mundo em Pânico nas bilheterias

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A disputa pelas bilheterias de junho promete surpreender: Mestres do Universo, superprodução de US$ 170 milhões da Amazon, pode perder para Todo Mundo em Pânico, uma comédia que retorna após mais de uma década longe das telas de cinema. Segundo projeções do Box Office Theory, a franquia de horror-comédia sai na frente, com expectativa de arrecadar entre US$ 35 milhões e US$ 52 milhões no primeiro fim de semana, enquanto a adaptação da clássica franquia dos anos 1980 deve ficar entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões.

O cenário revela uma dinâmica rara nas bilheterias contemporâneas: um blockbuster de orçamento colossal sendo ameaçado não por outro espetáculo de ação, mas por uma paródia que aposta em nostalgia e química de elenco. Ambos os filmes chegam aos cinemas brasileiros no mesmo dia, 4 de junho, criando um duelo entre estratégias comerciais completamente diferentes.

Mestres do Universo enfrenta Todo Mundo em Pânico nas bilheterias
(Reprodução / Estúdio)

Por que Todo Mundo em Pânico pode vencer Mestres do Universo nas bilheterias?

A resposta está em dois fatores: nostalgia comprovada e elenco consolidado. O sexto Todo Mundo em Pânico reúne Anna Faris, Regina Hall, Marlon Wayans e Shawn Wayans, nomes que carregam o DNA da franquia e conectam diretamente com o público que cresceu nos anos 2000. Os cinco filmes anteriores já arrecadaram mais de US$ 780 milhões mundialmente, comprovando que a receita de paródia-horror funciona quando mantém o elenco familiar.

A comédia não compete em escala visual, mas em expectativa construída. Fãs que deixaram a franquia dormindo há mais de uma década estão retornando por curiosidade e pela promessa de revisitar personagens conhecidos. É uma força que transcende orçamento: é conexão emocional cristalizada em cinco filmes de sucesso.

Qual é o desafio de Mestres do Universo na bilheteria?

Mestres do Universo enfrenta um paradoxo do cinema moderno. Possui orçamento gigantesco (US$ 170 milhões), elenco internacional de peso com Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes e Idris Elba, e reações iniciais positivas dos críticos. Mas essa combinação não garante retorno em um fim de semana onde uma comédia cult está roubando a atenção.

O filme segue Príncipe Adam retornando a Eternia após 15 anos longe de casa, enfrentando Esqueleto e assumindo o manto de He-Man para salvar seu mundo. É narrativa clássica de herói que ressoa com fãs dos anos 1980, mas a geração atual que frequenta cinemas nos primeiros fins de semana pode não estar tão conectada com essa nostalgia quanto com a de Todo Mundo em Pânico.

He-Man e os Mestres do Universo enfrentam competição nas bilheterias contra Todo Mundo em Pânico
(Reprodução / Estúdio)

Qual é a verdadeira ameaça para o retorno financeiro de Mestres do Universo?

Se Mestres do Universo abrir na faixa mais baixa das projeções (US$ 25 milhões), enfrenta pressão imediata para o retorno. Um orçamento de US$ 170 milhões exige não apenas sucesso doméstico, mas mundial sustentado. O filme precisa competir não apenas contra Todo Mundo em Pânico neste fim de semana, mas contra a queda esperada nas próximas semanas quando outras produções chegarem aos cinemas.

A Amazon apostou em uma superprodução de escala comparável aos maiores lançamentos do ano, mas as bilheterias dos primeiros fins de semana não refletem apenas qualidade ou orçamento. Refletem antecipação gerada, e essa antecipação favor Todo Mundo em Pânico por enquanto.

Como ficam as projeções para as próximas semanas?

A vitória inicial de Todo Mundo em Pânico não garante domínio prolongado. Comédia de paródia tipicamente não sustenta público além de duas a três semanas, enquanto bloqueio de ação pode ter pernas maiores em mercados internacionais. O fenômeno será observado globalmente, especialmente considerando que Mestres do Universo é lançamento internacional simultâneo.

A realidade é que ambos os filmes podem prosperar em nichos diferentes. Todo Mundo em Pânico captura o público nostálgico de comédia; Mestres do Universo pode ganhar espaço em mercados onde a marca He-Man permanece forte (Europa, Ásia). O que parecia ser competição direta nas bilheterias de abertura pode revelar-se como duas estratégias comerciais coexistindo em públicos distintos.

O fato de ambos os filmes chegarem aos cinemas brasileiros no mesmo dia (4 de junho) amplifica essa dinâmica. Será um teste de mercado para entender qual tipo de nostalgia — a dos anos 1980 ou a dos anos 2000 — ainda move bilheterias quando confrontadas diretamente.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

O final de The Backrooms explica os planos secretos da Async no cinema

The Backrooms traz a misteriosa Async para o cinema em 2026, e o final do filme revela muito mais sobre os verdadeiros objetivos da empresa dentro do espaço extradimensional. A empresa que aparecia apenas nos bastidores da série web original de Kane Parsons agora ocupa o centro do conflito do filme de horror, expondo um plano ambicioso que vai além da simples pesquisa científica.

Cena de The Backrooms mostrando os planos secretos da Async no cinema
(Reprodução / Estúdio)

O que é a Async e por que ela explora o Backrooms?

A Async Research Institute é uma organização que começou como fabricante de máquinas de ressonância magnética (MRI) para uso médico, mas mudou completamente de foco após descobrir a existência do Backrooms. Segundo o filme, a empresa se dedica agora a mapear o espaço liminal conhecidamente caótico, enviando equipes equipadas com câmeras e trajes de contenção em expedições contínuas.

O objetivo da Async, porém, não é puramente acadêmico. A série web original de Parsons deixa claro que a empresa tem ambições comerciais. Ela está desenvolvendo o projeto KV31, que envolve um Sistema de Distorção Magnética de Baixa Proximidade — basicamente uma tentativa de criar portais estáveis entre a Terra e o Backrooms. A ideia é usar o espaço extradimensional como uma espécie de rota de navegação para transportar cargas e pessoas rapidamente, revolucionando a logística global. Além disso, a Async quer explorar a “A-SPACE”, um armazenamento potencialmente infinito que resolveria os problemas de superlotação urbana.

O problema? O Backrooms não coopera. Criaturas desconhecidas, espaços que se reconfiguram e uma lógica de realidade completamente diferente da Terra tornam cada expedição uma luta pela sobrevivência.

Como a Async aparece no filme The Backrooms de 2026?

O filme começa em 1990 com uma sequência crucial: um pesquisador da Async é rastreado dentro do Backrooms enquanto documenta sua jornada em uma câmera. A gravação é reproduzida em uma tela, e através dos reflexos, vemos cientistas observando o horror que se desenrola — sugerindo que a empresa já sabia dos perigos e continuava enviando pessoas de qualquer forma.

Ao longo da narrativa, Phil (interpretado por Mark Duplass de The Creep Tapes) aparece monitorando as aventuras de Clark através de câmeras de vigilância. Clark, um proprietário de loja de móveis que acidentalmente encontra um portal para o Backrooms, se torna inadvertidamente um objeto de interesse para Async. Em um momento tenso, ele encontra um crachá de identificação de um funcionário da empresa entre detritos do espaço.

O verdadeiro confronto com Async acontece no terceiro ato, quando Mary (Renate Reinsve), a terapeuta que acompanha Clark, é capturada por uma armadilha da empresa. Funcionários em trajes de contenção a transportam de volta para as instalações da Async, e é ali que o velo cobre os objetivos reais da organização é finalmente levantado.

Cena de The Backrooms mostrando os planos secretos da Async no cinema
(Reprodução / Estúdio)

O que Mary descobre nas instalações secretas da Async?

Dentro das dependências da Async, Mary é interrogada por Phil, que pode ser o mesmo Philip R. Heymann mencionado na série web original. Durante essa conversa reveladora, Phil explica o histórico da empresa: começou como fabricante de máquinas de MRI para diagnósticos médicos, mas após a descoberta do Backrooms, sua missão foi completamente reorientada para mapear o espaço desconhecido.

Mary testemunha um detalhe perturbador: uma sala inteira preenchida com painéis de papelão bilíngues — exatamente como o que Clark encontrou durante sua jornada no Backrooms. Isso revela que a Async não estava simplesmente explorando passivamente; a empresa estava plantando ativamente pistas e objetos dentro do Backrooms, tentando estabelecer contato com as criaturas que ali habitam. É uma estratégia assustadora que sugere que Async vê o espaço não como uma ameaça a ser evitada, mas como um recurso a ser domesticado.

A conexão entre MRI e a estrutura do Backrooms

O filme e a série web revelam uma ironia profunda: as máquinas de MRI foram desenvolvidas para mapear o cérebro humano, uma massa de memórias, padrões neurais e conexões aparentemente caóticas. O Backrooms, por sua vez, funciona de maneira similar — o espaço responde às identidades e memórias das pessoas que o ocupam. Criaturas chamadas “Still Life” aparecem como versões esquecidas de pessoas reais. Corredores e móveis se fundem como memórias pobres ou distorcidas.

Essa semelhança não é coincidência. A progressão da Async de uma empresa de tecnologia médica para exploradora do Backrooms adquire uma dimensão poética e aterradora: a empresa que estudava o cérebro humano agora tenta desvendar um espaço que funciona como um cérebro coletivo distorcido. O paralelo sugere que os objetivos da empresa são ainda mais ambiciosos — não apenas usar o Backrooms como rota comercial, mas potencialmente entender e controlar como funciona a memória, a identidade e a realidade em si.

Por que a Async é crucial para o futuro de The Backrooms

A revelação da Async no filme transforma o Backrooms de um simples labirinto de horror em um campo de batalha onde interesses corporativos colidem com forças incompreensíveis. A empresa não é vilã tradicional — não quer destruir Clark ou Mary por malvadez, mas porque ambos são variáveis incontroláveis em um experimento muito maior.

O confronto entre Clark (um homem ordinário lutando pela sobrevivência) e a Async (uma corporação buscando lucro) estabelece uma tensão que vai além do horror convencional. É sobre quem controla espaços que desafiam a lógica e como o ser humano lida com descobertas que o poder corporativo quer monopolizar.

Fonte: thedirect.com

Como as Backrooms se tornaram o terror mais viral da internet em 2024

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Um escritório vazio e amarelado que começou a circular pela internet anos atrás viralizou para se tornar um dos maiores fenômenos de terror online da última década, culminando no lançamento do filme Backrooms: Um Não-Lugar pela A24 em 2024. Nem todo meme assusta — este não é um meme, é um conceito que transformou a forma como internet consome horror coletivamente.

Corredor das Backrooms com paredes amarelas e iluminação fluorescente criando atmosfera assustadora e viral
(Reprodução / estúdio)

Como tudo começou com uma imagem perturbadora em 2019?

A história das Backrooms começou de forma deceptivamente simples em 2019, quando um usuário publicou uma fotografia inquietante em um fórum do 4chan solicitando imagens “perturbadoras” que provocassem desconforto visual. A resposta veio de outro usuário que transformou aquela foto ordinária em algo extraordinário: a primeira descrição oficial das Backrooms como creepypasta (história curta de terror publicada online). A escrita era objetiva e claustrofóbica: quem “escapasse da realidade” no lugar errado terminaria preso em corredores infinitos, iluminados por lâmpadas fluorescentes piscantes, cercado por carpetes úmidos, paredes levemente deformadas e salas vazias sem propósito aparente.

O que tornava a descrição verdadeiramente perturbadora era sua verossimilhança. Não havia demônios óbvios ou monstros com chifres. Era apenas o vazio amplificado, o familiar tornado alien — e esse era exatamente o ponto.

Por que as Backrooms se enquadram no terror liminar?

As Backrooms não demoraram para se tornar o símbolo máximo do chamado “terror liminar”, um subgênero focado em espaços vazios, não-lugares que parecem simultaneamente familiares e radicalmente perturbadores. Liminares são transições — aquele corredor de shopping no meio da madrugada, uma escada de escritório completamente vazia, o saguão de um hotel sem ninguém. Lugares que você já esteve mas que ganham uma qualidade onírica quando despovoados. É horror sem violência gráfica, apenas estrutural.

A mitologia expandiu rapidamente através de fóruns, Discord servers, páginas Wiki collaborativas e comunidades Reddit. Usuários anônimos criaram uma cosmologia completa: dezenas de níveis com características distintas, criaturas específicas habitando cada andar, sistemas de regras para escapar ou sobreviver dentro das Backrooms. Era ficção colaborativa em seu melhor aspecto — sem nome, sem rosto, apenas criatividade coletiva retroalimentando o terror.

Como a imagem original foi descoberta após mais de 20 anos?

Durante anos, consumidores de horror online ficaram obcecados em descobrir a origem daquela fotografia seminal. A busca se tornou quase arqueológica, com usuários investigando bancos de imagens, fóruns antigos e registros de câmeras. Em 2024, foi finalmente revelado que a imagem havia sido capturada em 2002, durante a reforma de uma loja HobbyTown (loja de hobbies) em Wisconsin, nos Estados Unidos. Uma foto tirada casualmente por alguém durante trabalho de construção, sem qualquer intenção artística, provou ser o gatilho visual perfeito para toda uma mitologia moderna.

Essa demora em descobrir a origem real é reveladora: o desconhecimento alimentava a construção lendária. Quanto mais mistério, mais espaço para imaginação preencher os vazios.

Corredor das Backrooms com paredes amarelas e iluminação fluorescente perturbadora
(Reprodução / estúdio)

Quem levou as Backrooms do 4chan para o YouTube?

O fenômeno ganhou dimensão verdadeiramente global em 2022, quando Kane Parsons publicou no YouTube o curta The Backrooms (Found Footage). Parsons tinha apenas 20 anos quando começou o projeto, mas entendeu intuitivamente o que funcionava no conceito original: transformar a escrita colaborativa em falso documentário visual. O curta combinava a estética de found footage (câmera tremendo, filmagem de baixa qualidade) com design de som claustrofóbico e monstros sutilmente desconfortáveis em vez de explicitamente aterradores. Não havia jump scares baratos — apenas a progressão gradual de dread, aquela sensação crescente de que algo está fundamentalmente errado.

O vídeo viralizou instantaneamente. Hoje soma dezenas de milhões de visualizações e inspirou centenas de videos relacionados, desde análises científicas sobre por que terror liminar funciona psicologicamente até recriações amador. Parsons provou que o conceito podia transcender o texto.

Como a A24 transformou Backrooms em filme de longa-metragem?

O sucesso foi tão monumental que a A24, estúdio distribuidor de cinema independente conhecido por apetite por conteúdo de horror experimental, decidiu transformar Backrooms em longa-metragem. Parsons, o mesmo criador do curta viral, foi escolhido para dirigir. Um jovem de 20 anos que criou conteúdo em sua sala ascendeu para trabalhar com distribuidor cinematográfico profissional — isso é raro em qualquer contexto, mas especialmente em terror.

O filme Backrooms: Um Não-Lugar representa o momento em que fenômeno internet puro se torna produto cultural mainstream, mas sem a dissolução típica que Hollywood causa. A A24 frequentemente preserva o DNA estranho do material original, respeitando o tom e a estranheza que o criou. Neste caso, não se trata de adaptação domesticada, mas de expansão natural.

Por que as Backrooms assustam tanto em 2024?

Décadas de pesquisa em psicologia cognitiva explicam por que espaços vazios e liminares funcionam como horror: o cérebro humano evoluiu para identificar ameaças em ambientes familiares. Quando o familiar é drenado de vida humana — sem pessoas, sem sons naturais, apenas lâmpadas fluorescentes — o sistema nervoso não consegue calibrar adequadamente a ameaça. Não é perigo óbvio. É incerteza estrutural.

Além disso, há componente temporal. A geração que consome Backrooms em 2024 cresceu vendo internet descentralizada se transformar em megacorporações. Há nostalgia pervertida em explorar aquele 4chan dos anos 2010, aquele período pré-algoritmo em que conteúdo podia emergir organicamente sem engenharia de recomendação. As Backrooms, paradoxalmente, são nostalgia de um terror criado colaborativamente — algo impossível em redes sociais atuais.

O fenômeno agora saiu dos fóruns obscuros e discords sussurradores para conquistar cinemas mainstream, mas carrega consigo a marca de suas origens: criação coletiva, desconforto visual sustenido, e a profunda suspeita de que há mais níveis abaixo do que qualquer filme conseguirá revelar.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

Backrooms arrecada recorde de pre-estreia e deve quebrar maior bilheteria da A24

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Backrooms: Um Não-Lugar já quebrou o recorde de pré-estreia da A24 antes de sua estreia oficial nos cinemas, arrecadando US$ 10,4 milhões apenas nas sessões de quinta-feira (28). O desempenho é um indicativo claro de que o filme de horror dirigido por Kane Parsons está no caminho para se tornar o lançamento mais lucrativo da história do estúdio, superando Guerra Civil — o recordista anterior com US$ 25,5 milhões em sua abertura.

O longa já se pagou integralmente seu orçamento de aproximadamente US$ 10 milhões apenas nas pré-estreias, um feito raro que demonstra a força do projeto entre o público. As projeções mais recentes indicam que Backrooms: Um Não-Lugar deve arrecadar entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos — um intervalo que consolidaria seu lugar como maior abertura na filmografia da distribuidora. Para contexto, Guerra Civil de Alex Garland obteve apenas US$ 2,9 milhões em pré-estreias antes de sua abertura, tornando o desempenho de Backrooms significativamente superior.

Pôster do filme Backrooms que arrecada recorde de pré-estreia e promete quebrar maior bilheteria da A24
(Reprodução / Estúdio)

Quem é Kane Parsons e por que o filme viraliza?

O diretor de Backrooms: Um Não-Lugar tem apenas 20 anos e já conquistou a indústria cinematográfica com sua adaptação do fenômeno de horror que criou originalmente no YouTube. A série The Backrooms se tornou viral na plataforma, acumulando milhões de visualizações e consolidando Kane Parsons como uma voz autoral genuína no horror contemporâneo. Essa base de fãs engajados — que migrou diretamente para os cinemas — explica o inusitado número de pré-estreia. O jovem diretor conseguiu fazer algo que poucos conseguem: transformar conteúdo de internet em um fenômeno cinematográfico sem perder autenticidade ou alienar seu público original.

O que Backrooms: Um Não-Lugar conta?

O filme acompanha Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, um dono de loja de móveis que descobre uma passagem interdimensional para os Backrooms — um não-lugar do horror psicológico que desafia toda lógica espacial e temporal. Quando Clark desaparece misteriosamente dentro dessa dimensão, sua terapeuta, Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), entra no labirinto infernal para tentar trazê-lo de volta. O elenco complementado por Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia constrói uma narrativa de tensão crescente onde a única certeza é que os Backrooms nunca devem ser deixados para trás.

Cena do filme Backrooms que arrecada recorde de pré-estreia e deve quebrar maior bilheteria da A24
(Reprodução / Estúdio)

Por que a bilheteria de Backrooms muda o jogo para a A24?

O sucesso de pré-estreia de Backrooms marca um ponto de inflexão importante para a A24. A distribuidora, conhecida por apostar em cinema autoral de baixo a médio orçamento, finalmente conseguiu transformar um desses projetos em blockbuster genuíno. Guerra Civil, até então o maior lançamento do estúdio, custou significativamente mais e contou com Alex Garland — um diretor consolidado — à frente. Backrooms faz algo diferente: prova que uma história viral de horror, dirigida por um realizador extremamente jovem com orçamento contido (US$ 10 milhões), pode competir nos números de grandes estúdios. Isso muda fundamentalmente o cálculo de risco da A24 e abre portas para mais adaptações de conteúdo viral e projetos de diretores autores desconhecidos.

Qual é o contexto de horror no cinema em 2025?

O sucesso de Backrooms não ocorre em vácuo. O mercado de horror vive um momento de renovação, onde o público está saturado de fórmulas previsíveis e busca genuína inovação. O trailer de Backrooms gerou discussão orgânica na internet antes mesmo do lançamento, criando uma antecipação que os estúdios tradicionais raramente conseguem gerar. A mistura de psicologia do horror com construção visual original — uma estética que Parsons já havia refinado no YouTube — oferece something genuinely fresh em um gênero que historicamente se reinventa através de diretores jovens. O fenômeno de Backrooms é assim parte de uma tendência mais ampla onde o horror está se tornando novamente um espaço para experimentação formal.

Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz nos cinemas. O longa tem tudo para conquistar o primeiro lugar nas bilheterias do fim de semana e consolidar a A24 não apenas como distribuidora de cinema de qualidade, mas como força capaz de gerar bilheterias de blockbuster — algo que poucas distribuidoras independentes conseguem fazer com consistência.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

Justiceiro não vai virar herói bonitão em Homem-Aranha: um Novo Dia

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Frank Castle não vai ficar mais dócil só porque está dividindo a tela com Peter Parker. Jon Bernthal, que vem interpretando o Justiceiro desde as séries da Netflix, deixou claro em entrevista que o personagem não será suavizado ao integrar Homem-Aranha: Um Novo Dia. A preocupação dos fãs era legítima: um anti-herói que mata sem dó, que xinga constantemente e vive na escuridão moral absoluta encaixar em um filme do MCU nunca foi algo óbvio.

Justiceiro em cena de ação do filme Homem-Aranha: um Novo Dia
(Reprodução / estúdio)

O Justiceiro vai ser a versão “Netflix” ou uma versão suavizada?

Bernthal respondeu direto: Frank Castle não está procurando redenção. “Frank Castle está perfeitamente em paz em um mundo de escuridão absoluta. Ele não está procurando um parceiro, não está procurando um amigo, não está procurando uma mão para tirá-lo do buraco em que está. Ele está bem vivendo ali. Na verdade, tudo o que ele quer fazer é cavar ainda mais fundo”, explicou o ator em entrevista à Empire. É basicamente uma recusa educada de transformar o personagem em um vilão menos perigoso ou num herói convencional.

O diferencial aqui é que a Marvel não está tentando apagar o que Frank é. Tom Holland entende a ressalva dos fãs e reconhece a dificuldade de botar “um personagem com uma pegada mais para maiores de idade” em um filme do MCU. Mas segundo ele, encontraram o caminho: “a forma como construímos o mundo ao redor dele parece muito autêntica ao Frank Castle que conhecemos”.

Como a Marvel vai lidar com as características violentas do Justiceiro?

Aqui entra a criatividade roteirística. Holland brincou sobre o desafio criativo em tom leve, mas revelador: “Existem formas divertidas de contornar o fato de que ele xinga o tempo todo e mata pessoas”. Ou seja, a equipe reconhece que não pode simplesmente apagar os traços marcantes do personagem. Não dá pra transformar o Justiceiro num personagem que segue regras da Marvel Studios. O que dizem é que criaram um universo narrativo onde Frank funciona — e funciona mantendo sua essência.

Homem-Aranha e Justiceiro em cena de ação do filme Um Novo Dia
(Reprodução / estúdio)

Isso provavelmente significa cenários mais sombrios, conflito moral reforçado entre Frank e Peter, e uma dinâmica onde os dois protagonistas não estão exactamente alinhados eticamente. Peter segue pela responsabilidade e proteção; Frank vive pela vingança absoluta. Essa tensão é o que torna o crossover interessante.

Vai haver reconciliação entre Homem-Aranha e Justiceiro?

Bernthal deixou escapar algo revelador: “Acho que, relutantemente, Frank diria, se tivesse que ser honesto, que se importa com Peter”. Não é amizade no sentido tradicional. É aquele cuidado relutante, aquela proteção não verbalizada que alguém como Frank Castle só admitiria sob tortura. É exatamente o que mantém a dinâmica interessante — não é uma parceria happy-go-lucky, mas uma colaboração forçada onde o Justiceiro, contra seus próprios instintos, se vê conectado a Peter.

Qual é o contexto de Homem-Aranha: Um Novo Dia?

O filme, dirigido por Destin Daniel Cretton, marca um reinício visual e narrativo do personagem. Quatro anos se passaram desde os eventos anteriores. Peter Parker agora é um adulto vivendo completamente sozinho após ter apagado sua identidade das vidas das pessoas que ama. Ele patrulha uma Nova York que não o conhece como superhero público, combatendo o crime em tempo integral.

A pressão desse novo modo de vida desencadeia uma “surpreendente evolução física” que ameaça sua própria existência. Enquanto isso, um novo padrão de crimes emerge, gerando uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. É nesse cenário sombrio que o Justiceiro entra — não como salvador, mas como força de natureza que cruza o caminho de Peter.

O elenco inclui Zendaya como MJ, Jacob Batalon como Ned, Sadie Sink em papel ainda secreto, Mark Ruffalo como Hulk, e Michael Mando retornando como Escorpião depois de 8 anos. Há também rumores sobre a introdução de Lápide como antagonista secundário, sugerindo que Um Novo Dia vai ser um filme repleto de conflitos múltiplos onde a brutalidade do Justiceiro faz sentido narrativo real.

O filme estreia em 30 de julho nos cinemas brasileiros, e segundo Holland, essa história “não parece o quarto filme”, mas sim um “renascimento completo do personagem”. Preservar a essência violenta do Justiceiro é parte essencial desse renascimento — porque Um Novo Dia não é uma continuação morna, é uma reinvenção com dentes.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

Superman 2: James Gunn explica rivalidade entre herói e Brainiac

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Por que Superman e Brainiac se odeiam no novo filme do DCU
James Gunn revela o conflito filosófico por trás da rivalidade entre Superman e Brainiac em Homem do Amanhã. Entenda a dinâmica do novo vilão.
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Superman Brainiac conflito James Gunn
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A rivalidade entre Superman e Brainiac em Superman: Homem do Amanhã não é apenas sobre força bruta — é um choque de filosofias, segundo revelou James Gunn nas redes sociais. O diretor explicou que o conflito central do novo filme do DCU vai muito além de um confronto físico entre herói e vilão, refletindo duas visões de mundo radicalmente opostas que tornam o embate inevitável e ideológico.

Em sua explicação, Gunn sintetizou a essência dessa rivalidade em uma frase que resume tudo: “Brainiac é o que acontece quando a inteligência perde TODA conexão com a humanidade. E o Superman é tão humano quanto qualquer pessoa, então eu entendo por que eles não se dão bem.” Essa declaração não apenas define quem é Brainiac nesta nova versão, mas também reafirma qual será o tema central de Homem do Amanhã — a humanidade como força e virtude.

Superman confrontando Brainiac em cena de ação do filme Superman 2 de James Gunn
(Reprodução / Estúdio)

O que separa Superman de Brainiac segundo James Gunn?

O conflito não é uma questão de poder físico ou capacidades sobrenaturais. Gunn deixa claro que a divisão entre Superman e Brainiac é existencial: um representa a inteligência desconectada da empatia e da compaixão humana, enquanto o outro encarna justamente o oposto — um ser de imenso poder que permanece fundamentalmente humanista. Essa oposição filosófica explica por que não há espaço para negociação ou entendimento entre eles. Superman, ao contrário de muitos heróis que dependem principalmente de força bruta, vence através de sua capacidade de se conectar com a humanidade. Brainiac, desprovido dessa capacidade, representa uma ameaça que não pode ser tocada pela razão ou compaixão.

Como a humanidade de Superman define o confronto em Homem do Amanhã?

Desde o primeiro filme de Superman (2025), a humanidade do personagem tem sido o pilar temático. No filme anterior, durante seu confronto final com Lex Luthor, Superman proferiu um discurso poderoso sobre sua própria natureza humana — não como uma fraqueza, mas como sua maior força. Essa continuidade temática em Homem do Amanhã sugere que Superman enfrentará Brainiac exatamente da maneira que mais amedronta o vilão: através da empatia, da compreensão e da conexão emocional. É a antítese perfeita para uma entidade que vê a inteligência como sinônimo de frieza e cálculo puro.

A escolha de fazer da humanidade o ponto central de confronto é particularmente inteligente em narrativa. Brainiac não é derrotado simplesmente porque Superman é mais forte — ele é uma ameaça porque representa um futuro onde a inteligência divorciada da emoção dominaria tudo. Superman, então, não é apenas um super-herói; é um símbolo de que a evolução verdadeira inclui compaixão.

Superman enfrentando Brainiac em Superman 2, explicação de James Gunn sobre a rivalidade
(Reprodução / Estúdio)

Por que Superman e Lex Luthor precisam trabalhar juntos contra Brainiac?

Uma das reviravoltas mais interessantes de Homem do Amanhã é a aliança entre Superman e Lex Luthor. Na narrativa, os dois serão forçados a colaborar contra uma ameaça muito maior — Brainiac. Essa dinâmica não é novidade nos quadrinhos, onde Lex frequentemente se alia ao Superman quando uma ameaça universal emerge, geralmente culminando em traição e desacordo posterior. No novo filme, essa parceria temporária sugerida por Gunn indica que Brainiac será tão perigosa que até inimigos mortais terão que coexistir.

Segundo Gunn em sua descrição oficial: “É uma história sobre Lex Luthor e Superman tendo que trabalhar juntos até certo ponto contra uma ameaça muito, muito maior. É mais complicado do que isso, mas é uma grande parte. É tanto um filme do Lex quanto do Superman.” Essa estrutura não apenas mantém o foco em Superman, mas também oferece profundidade ao personagem de Lex Luthor (Nicholas Hoult), explorando nuances que vão além do antagonismo simples. O próprio Gunn comentou: “Eu me identifico com o personagem Lex, infelizmente. Eu realmente queria criar algo extraordinário com os dois.”

Quem é Brainiac nos quadrinhos e no novo filme?

Brainiac é um dos vilões mais icônicos e temidos da DC Comics, tradicionalmente retratado como um ser cibernético ou androide alienígena de inteligência superior. Sua característica mais perturbadora é a obsessão patológica por catalogar e preservar civilizações inteiras — um hábito que o levou a miniaturizar cidades inteiras e guardá-las em garrafas como “troféus macabros”. O exemplo mais famoso é a cidade de Kandor, proveniente de Krypton, que Brainiac capturou e preservou, tornando-se um símbolo da crueldade desumana do vilão.

No novo filme, James Gunn parece estar mantendo essa essência — um ser que vê civilizações não como vidas, mas como dados a serem coletados e armazenados. Essa perspectiva fria e coletora é exatamente o oposto da humanidade que Superman defende. Lars Eidinger será o ator por trás da interpretação de Brainiac, trazendo uma presença que promete ser tão aterradora quanto intelectualmente formidável.

Qual é o elenco completo de Superman: Homem do Amanhã?

David Corenswet retorna como Superman, enquanto Nicholas Hoult interpreta Lex Luthor. O elenco ainda inclui Rachel Brosnahan como Lois Lane, Skyler Gisondo como Jimmy Olsen, Adria Arjona como Maxima, Sara Sampaio como Eve Teschmacher, Isabela Merced como Mulher-Gavião, Nathan Fillion como Guy Gardner e Edi Gathegi como Senhor Incrível. Aaron Pierre também participa como John Stewart/Lanterna Verde. Essa montagem de elenco sugere que o filme terá escopo épico, com múltiplos heróis e ameaças convergindo para o confronto central.

Superman: Homem do Amanhã estreia em 9 de julho de 2027 nos cinemas. O primeiro filme está disponível na HBO Max, permitindo que os fãs se preparem para a sequência ao revisitar os temas de humanidade que Gunn promete expandir na continuação.

Fonte: observatoriodocinema.com.br