Depois de sair do Festival do Rio com um troféu debaixo do braço, Herança de Narcisa finalmente chega às salas de cinema. O terror psicológico estrelado por Paolla Oliveira marca a primeira incursão da atriz no gênero e promete uma virada bem diferente do que costuma aparecer em suas novelas.
Com direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias, o longa chega aos cinemas em 9 de julho após construir um percurso em festivais nacionais e internacionais. A produção nacional, feita pela Camisa Preta Filmes, aposta em um terror que mistura assombro sobrenatural com uma ferida bem mais humana: o luto.
Da vitória popular no Festival do Rio à chegada aos cinemas
O caminho até as salas comerciais passou por um reconhecimento importante. O longa-metragem de terror psicológico, estrelado por Paolla Oliveira, levou o Troféu Redentor na categoria de “Melhor Filme” pelo Júri Popular na 27ª edição do Festival do Rio, realizado em outubro de 2025.
A produção conquistou o Prêmio do Júri Popular no Festival do Rio e passou por mostras na China e por festivais dedicados ao gênero nos Estados Unidos, ampliando sua circulação antes da estreia comercial. Entre as paradas do filme também estão a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Fantaspoa, além do Cinequest Film & Creativity Festival, nos Estados Unidos.
Paolla Oliveira interpreta duas gerações da mesma família
Na trama, Paolla Oliveira interpreta Ana, mulher que retorna à casa onde passou a infância após a morte da mãe, Narcisa, uma ex-vedete de personalidade instável. A casa em questão é um velho casarão localizado no bairro do Cosme Velho no Rio, deixado como única herança para Ana e o irmão, Diego, interpretado por Pedro Henrique Müller.
O detalhe que chama atenção é que Paolla não fica só com a protagonista. Pela primeira vez em um filme do gênero, a atriz surpreendeu pela entrega aos dois papéis principais do longa, interpretando mãe e filha, em trama que aborda a ancestralidade feminina e uma herança emocional mal resolvida. Ana e Narcisa, portanto, saem das mãos da mesma atriz.
Um terror que nasce da herança emocional
O reencontro com o imóvel transforma a tentativa de vender a herança em uma experiência marcada por acontecimentos sobrenaturais, misturando suspense psicológico e conflitos familiares. Ao abrir o antigo camarim da mãe, Ana e Diego destrancam também segredos que preferiam deixar enterrados.
Segundo os próprios diretores, o filme não quer só assustar. A produção aposta em uma narrativa que seus criadores definem como “terror terapia”, aproximando o horror de temas ligados à memória, aos vínculos afetivos e às heranças emocionais. Para Paolla, essa camada foi o que mais pesou durante as gravações.
A parte mais aterrorizante é rever o passado e fazer as pazes com ele.
Paolla Oliveira, atriz, ao Imirante.com
Herança de Narcisa chega aos cinemas nesta quinta-feira
Produzido pela Camisa Preta Filmes, em coprodução com a Urca Filmes e o Telecine, o longa tem direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias, que também assinam o roteiro. A estreia comercial acontece nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, nos cinemas brasileiros.
Fora o desafio de encarar um gênero que nunca tinha explorado, Paolla resume bem o que a atraiu para o projeto. Mais do que fantasmas ou maldições, Herança de Narcisa usa o terror como ferramenta para falar de algo que boa parte do público reconhece: o peso de organizar a vida de quem morreu enquanto ainda se está de luto por ela.
Fonte principal: Portal IN. Informações complementares: Imirante, Zappeando, Stereo Pop, Estado de Minas e Feed Salada de Cinema.

