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Por que Amnesiac é tão importante quanto Kid A para o Radiohead

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Amnesiac (2001) foi lançado à sombra de Kid A, considerado uma obra-prima do rock moderno, e durante anos carregou o rótulo injusto de “álbum de sobras”. Mas duas décadas depois, fãs e críticos reconheceram que o disco é bem mais que isso: é um gêmeo tão importante quanto seu irmão, com identidade própria e arranjos que Kid A não possui. O tempo fez justiça a uma obra que sempre mereceu melhor recepção desde o início.

Por que Amnesiac foi visto como álbum de sobras na época?

Os dois álbuns nasceram das mesmas sessões de gravação no final dos anos 90. O Radiohead inicialmente planejava lançar tudo como um disco duplo, mas a densidade do material levou a banda a dividir o conteúdo. Kid A saiu primeiro em 2000, recebendo elogios massivos e sendo saudado como uma obra-prima existencial que capturava o mal-estar da era digital. Quando Amnesiac chegou um ano depois, a percepção crítica automática foi a de que se tratava de “lixo” descartado da sessão anterior.

Essa impressão era completamente infundada, mas grudou por décadas. A realidade é que os músicos fizeram escolhas deliberadas sobre qual material iria para cada disco, criando obras com identidades distintas. Ainda assim, a narrativa de Amnesiac como “irmão menor” permaneceu na cultura pop até o lançamento de Kid A Mnesia em 2021, quando o Radiohead finalmente reuniu os dois trabalhos no álbum duplo que havia imagina 21 anos antes.

Como as sessões de gravação moldaram dois álbuns diferentes?

Depois do sucesso avassalador de OK Computer (1997), o vocalista Thom Yorke estava exausto com rock tradicional. Ele não queria mais guitarras — queria desmontar a própria estrutura da banda. Isso provocou um processo criativo radicalmente diferente no qual Jonny Greenwood (guitarra), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) e Philip Selway (bateria) tiveram que reinventar seus papéis.

A influência veio de lugares inesperados: krautrock alemão dos anos 70 (especialmente a banda Can), música eletrônica, compositores clássicos contemporâneos e jazz. Essas referências criaram duas direções sonoras distintas. Kid A é gélido, minimalista, eletrônico — parece vindo do futuro. Amnesiac é suntuoso, orquestral, quase sensual — usa os mesmos elementos experimentais mas de forma visceral.

Philip Selway, baterista da banda, explicou essa dualidade em entrevista à Rolling Stone EUA em 2001: “Existem dois pontos de vista ali. Uma tensão entre a abordagem antiga de todos nós estarmos no mesmo lugar tocando juntos e o outro extremo de fabricar música no estúdio. Acho que Amnesiac é mais forte no quesito arranjo de banda. Em alguns aspectos, algumas das melhores músicas dessas sessões estão em Amnesiac.”

Quais são as características musicais que diferenciam Amnesiac?

Enquanto Kid A desconstrói o som até o esqueleto, Amnesiac reconstrói tudo com orquestração e nuance. “Pyramid Song” é construída sobre um piano que evoca o jazz modal de John Coltrane — a harmonia foi até comparada à composição “Olé” de Coltrane. “You and Whose Army?” segue no mesmo caminho, suspenso em jazz impressionista.

“I Might Be Wrong” faz o contrário: pega um riff de guitarra grooveado inspirado na banda alemã Can e o transforma em algo hipnótico e perturbador. “Dollars and Cents” é talvez o melhor exemplo de como Amnesiac equilibra tensão e beleza — um groove alemão visceral se entrelaça com uma orquestração feita por Jonny Greenwood e executada pela Orchestra of St. John’s.

O momento mais perverso do álbum é a regravação de “Morning Bell”, que aparecia em Kid A como minimalismo angular. Em Amnesiac, a mesma música vira quase uma cantiga de ninar — mas mantém o desconforto que a torna assustadora, nunca confortável de verdade.

Como as letras de Amnesiac diferenciam o álbum tematicamente?

Enquanto OK Computer era sobre a desumanização causada pela tecnologia e o capitalismo — e Kid A pode ser interpretado como niilista diante disso — Amnesiac toma outro caminho. Thom Yorke explora pequenas resistências, maneiras pessoais de sobreviver à brutalidade da sociedade moderna. É absurdista, não niilista: as coisas acontecem, ruins ou boas, e os personagens seguem em frente.

Em entrevista à Mojo Magazine, Yorke atribuiu especificamente a inspiração de “I Might Be Wrong” à sua companheira Rachel Owen, que repetidamente lhe dizia: “Tenha orgulho do que fez. Não olhe para trás e continue em frente como se nada tivesse ocorrido. Deixe as coisas ruins no caminho.” Essa filosofia permeia todo o disco — não é resignação, é agência pessoal diante do caos.

Como o tempo reabilitou a reputação de Amnesiac?

Durante a década de 2000, Amnesiac era frequentemente menosprezado nas listas “best-of” e discussões sobre o Radiohead. Mas gradualmente, uma fatia crescente de fãs começou a concordar com a opinião que Philip Selway havia expressado lá em 2001: o disco não era um irmão menor, era um gêmeo. Amnesiac possuía coisas que Kid A não tinha — calor, arranjos de banda, humanidade dentro da experimentação.

O momento oficial de reabilitação veio em 2021, quando o Radiohead lançou Kid A Mnesia, uma reedição que reunia ambos os trabalhos como o disco duplo que havia sido imaginado 20 anos antes. A banda não apenas reconheceu que Amnesiac merecia estar ao lado de Kid A, como reformulou toda a narrativa sobre as sessões de 1999-2000. Hoje, é impossível falar de um período do Radiohead sem falar do outro — não como principal e secundário, mas como duas faces da mesma revolução.

Fonte: rollingstone.com.br

Kane Parsons anuncia planos para sequência de Backrooms: um Não-Lugar

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Kane Parsons, criador da série viral Backrooms no YouTube e diretor do filme da A24, confirmou em entrevista que os planos para uma sequência sempre estiveram em seu radar — e que o longa de 2024 é apenas o primeiro capítulo de uma história muito maior. O cineasta revelou que a expansão da franquia foi pensada desde 2022, muito antes do sucesso do longa nos cinemas.

Por que Kane Parsons vê o filme como apenas o começo?

Parsons explicou ao Polygon que o filme atual funciona como um primeiro passo narrativo dentro de um universo concebido para múltiplas produções. “Este filme é a primeira parte do que eu gostaria que fossem vários passos narrativos. Em termos de chegar ao que considero o verdadeiro coração da ideia”, afirmou o diretor. A declaração sugere que o cineasta tinha uma visão clara sobre como expandir a franquia antes mesmo do lançamento do primeiro filme.

O que torna essa ambição particularmente interessante é o reconhecimento de Parsons sobre as limitações do formato. Segundo ele, uma única produção não conseguiria explorar todo o escopo do universo que imaginou. “Eu simplesmente não acho que seja possível chegar lá no tempo que você tem em um único filme”, explicou. Isso revela uma estrutura narrativa bem pensada por trás do projeto — não é uma sequência decidida apressadamente por interesse comercial, mas parte de um plano de longo prazo.

Backrooms 2 sequência anunciada por Kane Parsons
(Reprodução / Estúdio)

Como o diretor chegou à ideia de fazer um longa-metragem?

Interessante notar que o caminho do YouTube para o cinema não foi automático. Parsons admitiu que havia esgotado praticamente todas as possibilidades criativas da série viral. “Fui o mais longe que consegui com a série do YouTube. Fazer um longa-metragem se tornou uma opção”, revelou. Mas por que dar esse passo? Porque a transição oferecia um ritmo narrativo diferente. “Eu achei que seria um caminho muito mais lento para chegar onde estamos agora”, disse o cineasta — sugerindo que o formato cinematográfico permitiria desenvolver ideias que a internet não comportava.

Essa percepção é crucial para entender por que Backrooms: Um Não-Lugar opera de forma tão diferente da série original. O filme não é apenas uma adaptação da web-série, mas uma reinterpretação pensada especificamente para o formato longa-metragem — e essa mudança de estrutura provavelmente influenciará como as sequências são desenvolvidas.

O que muda com a confirmação da sequência?

A declaração de Parsons não apenas confirma que há mais Backrooms vindo, mas reposiciona toda a estratégia da franquia. Diferente de sequências convencionais surgidas do sucesso de bilheteria, esse plano foi gestado desde o início do projeto. Isso significa que a primeira parte foi construída com pistas, arcos abertos e elementos narrativos pensados para conclusão futura — não foi um experimento que virou franquia por acaso.

Para o público e a indústria, isso levanta questões importantes: qual será o intervalo entre os filmes? O universo do Não-Lugar será expandido com novos personagens ou aprofundará a jornada de Clark e Dra. Kline? Parsons manteve essas informações em segredo, mas sua ênfase em “múltiplos passos narrativos” sugere que estamos longe de ver o desenrolar completo dessa história.

O elenco que continua explorando o Não-Lugar

Chiwetel Ejiofor interpreta Clark, o protagonista proprietário de uma loja de móveis que desaparece misteriosamente após encontrar a passagem para os Backrooms. Renate Reinsve atua como Dra. Mary Kline, a terapeuta que entra no local para resgatá-lo. O elenco é completado por Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia, que contribuem para criar o horror psicológico que permeia o longa.

A química entre Ejiofor e Reinsve foi um dos destaques do filme original, funcionando como âncora emocional em meio ao caos visual dos Backrooms. Se uma sequência mantiver esses atores, haveria continuidade natural na narrativa. Caso contrário, novas produções poderiam explorar outras seções do Não-Lugar com personagens diferentes — uma abordagem que alguns franquias de horror adotam com sucesso.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

A série perturbadora de Richard Gadd que vai além do sucesso de Bebê Rena

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Depois que Netflix transformou Bebê Rena em fenômeno global em 2024, Richard Gadd provou que seu talento não é acaso: Pela Metade, sua nova minissérie disponível na HBO Max, mergulha ainda mais fundo no trauma, na sexualidade reprimida e na autossabotagem psicológica. Se você achou Bebê Rena perturbadora, prepare-se para algo ainda mais visceral — uma série que o próprio criador construiu deixando espaços em branco para o espectador preencher com seu próprio desconforto.

Cena de Bebê Rena, série de Richard Gadd que conquistou prêmios Emmy e Globo de Ouro
(Reprodução / Netflix)

O que é Pela Metade e como difere de Bebê Rena?

Criada, escrita, produzida e estrelada por Richard Gadd, Pela Metade segue Ruben, um homem que enfrenta obsessões amorosas, luta contra sua identidade sexual e se vê preso em relacionamentos que o consomem. Enquanto Bebê Rena focava na obsessão de um estranho e suas consequências, esta nova série coloca o foco nos segredos que o próprio protagonista carrega — aquilo que ele não consegue nem admitir para si mesmo.
A minissérie não oferece respostas fáceis. Gadd deliberadamente deixa lacunas narrativas, permitindo que cada cena de intimidade, cada olhar suspeito e cada relacionamento ambíguo fique aberto à interpretação. Isso torna a série muito mais perturbadora que seu antecessor, porque você não consegue descansar em certezas morais ou psicológicas. O desconforto vem justamente daquilo que não é dito.

Por que Gadd escolhe não explicar tudo na trama?

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Richard Gadd explicou sua filosofia criativa: “Acho que algumas coisas são muito mais poderosas se não forem ditas. Deixo muitas coisas sem explicação porque acho que, de muitas maneiras, a arte deveria estar aberta à interpretação”.
Essa abordagem é deliberada. Em relação aos interesses afetivos e românticos de Ruben, há mais camadas do que o espectador consegue apreender na primeira visualização — e isso é proposital. Gadd não quer que você conheça a verdade completa sobre seu personagem. Ele quer que você se sinta tão confuso, tão à deriva quanto Ruben está. A série opera como um espelho que reflete não as respostas, mas as suas próprias ansiedades sobre relacionamentos, sexualidade e honestidade emocional.

Como Gadd transforma experiências pessoais em horror psicológico?

Assim como Bebê Rena, Pela Metade é enraizada em vivências reais de Gadd. Ele revelou que a luta de Niall para aceitar sua sexualidade é inspirada em sua própria jornada. “É apenas algo com o qual posso me identificar e acho que posso escrever sobre isso e honrá-lo”, disse em entrevista. “É uma coisa complicada de se passar… Mas muito disso eram autoprojeções corrosivas ou antecipações de reações que não existiam — a mágoa ou a dor, em termos de como as pessoas reagiriam”.
O que torna isso perturbador é que Gadd não romantiza o sofrimento. Ele mostra como construímos prisões mentais dentro de nós mesmos, pensando demais em reações que nunca acontecerão, em julgamentos que apenas imaginamos. Ruben não é vítima de um perseguidor externo — ele é vítima de si mesmo, de seus próprios medos e mentiras internas. Isso é mais assustador que qualquer antagonista externo, porque nos força a reconhecer nossos próprios mecanismos de autossabotagem.

Onde assistir Pela Metade no Brasil?

Pela Metade está disponível exclusivamente na HBO Max.

  • Criador, roteirista, produtor e ator: Richard Gadd
  • Plataforma: HBO Max
  • Gênero: Drama psicológico

Fonte: rollingstone.com.br

7 filmes de ação ignorados nos streamings que todo fã deveria descobrir

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Existem filmes de ação que ninguém indicou porque ninguém ouviu falar deles — e essa lista traz 7 desses títulos subestimados espalhados pelos streamings que você deveria descobrir agora. Nenhum deles virou fenômeno cultural, alguns levaram críticas frias, outros simplesmente desapareceram na avalanche de lançamentos. Mas todos compartilham uma qualidade inquestionável: assim que você assiste, entende exatamente o que a maioria perdeu.

Há um prazer específico em rolar o catálogo sem expectativa e tropeçar num filme que ninguém te indicou. Sem hype, sem pôster em toda parte, sem campanha bombástica. Só você, a tela e aquela sensação incômoda de “por que ninguém me falou disso antes?”. É exatamente esse o perfil dos filmes aqui.

Qual é o melhor filme de ação escondido da Netflix?

Resgate é provavelmente o título mais conhecido dessa lista — a Netflix tentou transformá-lo em fenômeno e conseguiu em audiência. Mas depois da primeira onda, o debate virou só “é bom ou não é?” e esqueceu completamente das cenas de ação, que são algumas das melhores filmadas em anos.

Cena de ação do filme Entre Montanhas, um dos filmes de ação ignorados nos streamings
(Reprodução / Estúdio)

Chris Hemsworth interpreta Tyler Rake, um mercenário australiano contratado para resgatar o filho de um traficante sequestrado em Dhaka, Bangladesh. A sinopse é intencionalmente simples porque o filme não precisa de complicação narrativa: ele existe para te colocar dentro de um corredor de tiro que não para por quase duas horas. A progressão de cenas de combate é tão bem construída que o filme funciona como um estudo de caso sobre como fazer ação visceral em streaming.

Operação Fronteira, também na Netflix, merece menção especial no mesmo catálogo. Cinco ex-soldados do Delta Force se reúnem para roubar um traficante sul-americano num plano que começa simples mas desaba rapidamente. O elenco é absurdo: Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal dividindo tela num filme de ação moral, tenso e sem um único personagem completamente certo ou errado. Não é um filme sobre heróis — é sobre homens que passaram a vida inteira arriscando tudo pelo país, chegaram na meia-idade sem nada, e o que acontece quando decidem tomar o que acham que merecem.

Outro título subestimado na plataforma é A Noite Nos Persegue, um filme indonésio lançado na Netflix sem barulho comercial no Ocidente. A história começa quando Ito, um ex-assassino da Tríade, decide poupar a vida de uma criança durante uma chacina e vira, de imediato, o alvo de toda a organização. Seu melhor amigo e parceiro de anos, Arian, é enviado para eliminá-lo. As cenas de luta são brutais de um jeito que a maioria dos filmes de ação americanos não tem coragem de ir — é ação sem filtro, sem cinematic universe, sem merchandising à vista.

Polar completa a tríade Netflix da lista. Mads Mikkelsen, o mesmo ator que você conheceu em Hannibal, interpreta Duncan Vizla, mais conhecido pelo codinome Black Kaiser — o assassino mais eficiente do mundo, prestes a se aposentar aos 50 anos. O problema é que a empresa para a qual ele trabalha prefere matá-lo a pagar os oito milhões de dólares de pensão que ele tem direito. Para salvar a própria pele, ele acaba cruzando com uma jovem mulher cuja família inteira ele mesmo eliminou anos antes. É um filme que mistura thriller psicológico com ação refinada, algo raro nos streamings.

Quais filmes de ação estão escondidos no Prime Video e Apple TV?

Matador de Aluguel está no Prime Video e carrega um peso histórico pesado — o original de 1989 com Patrick Swayze tem um lugar especial na memória afetiva de quem cresceu nos anos 80 e 90, então qualquer remake estava fadado a ser comparado. Por isso muita gente nem deu uma chance.

Cena de ação do filme A Noite nos Persegue, um dos filmes de ação ignorados nos streamings
(Reprodução / Estúdio)

Mas o filme é completamente consciente da própria existência: cheio de humor, com brigas bem coreografadas e Jake Gyllenhaal num modo carismático que não se via desde Southpaw. O personagem Dalton, ex-lutador de UFC que vai trabalhar como segurança num bar em Florida Keys, tem camadas que o original nunca teve. Conor McGregor, surpresa do elenco, rouba a cena toda vez que aparece — e não é só por ser celebridade, é porque realmente funciona no contexto da trama.

Entre Montanhas está disponível na Apple TV+ e é basicamente o oposto do que o trailer sugere. A sinopse pareceu anunciar comédia romântica: dois atiradores de elite, um em cada lado de um desfiladeiro misterioso, trocando mensagens à distância e se apaixonando sem nunca se ver de perto. Miles Teller e Anya Taylor-Joy são Levi e Drasa, dois operativos de governos rivais colocados para vigiar o que está escondido nas profundezas daquele desfiladeiro. Ninguém sabe exatamente o que é até que descobrem — e aí o filme muda de tom completamente, misturando thriller de espionagem, ficção científica e cenas de ação intensas que nenhum um esperava.

Qual é o filme de ação mais tenso do HBO Max?

Relay: Contrato Perigoso na HBO Max é um thriller de ação que faz tudo certo e você só percebe quando já não consegue mais tirar os olhos da tela. Ash é um fixer — o tipo de profissional que resolve problemas no submundo antes que virem escândalo. Subornos, negociações, situações que nunca deveriam existir. Ele trabalha com regras rígidas e nunca sai do script.

Até que uma cliente aparece com um contrato que quebra tudo o que ele acredita, e ele precisa decidir de qual lado fica. O clima é espionagem dos anos 90 misturada com paranoia crescente. O filme é ação pensada, não ação por ação — cada movimento tem consequência, cada decisão afeta o que vem depois. É exatamente esse tipo de construção narrativa que transforma um thriller comum em algo memorável.

Por que esses filmes de ação foram ignorados?

A razão mais óbvia é simples: lançamentos blockbuster com marketing bilionário abafam qualquer título que não tenha a máquina promocional por trás. Um filme de ação chegando silenciosamente no catálogo de streaming não compra espaço no feed do Twitter, não invade a timeline do Instagram, não vira papo de happy hour.

Alguns desses títulos também foram vítimas de timing ruim. Sair durante a pandemia, competir com estreias maiores na mesma semana, ou simplesmente estar em plataforma “errada” na percepção do público (aquele filme que “ninguém” assiste). Crítica morna ajuda — quando a imprensa não convida ninguém para conversa, o público descobre sozinho, e sozinho é invisível.

Mas existe um elemento que une todos esses sete filmes: nenhum deles tenta ser outra coisa que não é. Não há cinematic universe por trás, não há merchandising antecipado, não há franquia planejada. São histórias de ação pura, contadas com técnica sólida, elenco empenhado e direção que sabe exatamente o que está fazendo. Isso, paradoxalmente, é exatamente o que os torna invisíveis para a indústria — e valiosos para quem descobre.

Como descobrir filmes de ação escondidos no streaming?

A estratégia mais simples é parar de confiar em algoritmos e recomendações automáticas. Algoritmos otimizam para o que é populoso, não para o que é bom. Algoritmos não têm opinião, têm dados de cliques. Rolar de verdade, ler sinopses completas, conferir elenco — especialmente quando tem ator conhecido que você respeita — faz diferença.

Procurar por listas temáticas fora das plataformas também ajuda. Fóruns de cinéfilos, críticos especializados, comunidades de fãs de gênero — esses espaços ainda funcionam como filtro humano real, não como máquina de recomendação. A avalanche de conteúdo nos streamings significa que coisas boas vão ser enterradas. Sua responsabilidade como espectador é saber cavar.

E quando encontrar um desses filmes perdidos, assista sem expectativa, mas com atenção. O prazer de tropeçar numa boa obra de ação sem spoilers, sem hype preexistente, sem pôster em toda parte — esse é um tipo de experiência cinematográfica que desaparece quando você deixa o algoritmo escolher por você.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

Rock in Rio 2026 fecha line-up com Calvin Harris, Twenty One Pilots e Lola Young

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O Rock in Rio 2026 divulgou os últimos nomes de seu line-up, fechando a programação para a edição que acontece entre 4 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro. A revelação traz headliners internacionais como Calvin Harris, Black Eyed Peas, Twenty One Pilots e Halsey, além de ícones da música brasileira como Barão Vermelho em encontro com formação original e Ivete Sangalo. A programação também inclui Lola Young, que havia ficado de fora do Lollapalooza Brasil deste ano após anunciar pausa na carreira.

Quem são os headliners confirmados para o Rock in Rio 2026?

O festival apresenta uma divisão estratégica entre os palcos principais. No dia 6 de setembro, Calvin Harris e Black Eyed Peas dividem o Palco Mundo com Nelly e Barão Vermelho em um encontro inédito com a formação original da banda. No encerramento do festival, em 13 de setembro, Twenty One Pilots lidera o Palco Mundo ao lado de Halsey, Lola Young e Ivete Sangalo. A presença da cantora britânica marca seu retorno ao Brasil após anunciar recentemente uma pausa na carreira.

Os demais dias ampliam a oferta internacional. Foo Fighters abrem o festival no dia 4, enquanto Avenged Sevenfold e Bring Me the Horizon tomam conta do Palco Mundo no dia 5. O dia 7 é marcado por um encontro geracional com Elton John, Gilberto Gil e Jon Batiste, enquanto o dia 11 traz Stray Kids e Maroon 5 no dia 12 ao lado de Demi Lovato e J Balvin.

Qual é a programação completa dos 10 dias?

O Rock in Rio 2026 funciona em múltiplos palcos, cada um com identidade própria. Além do Palco Mundo, estão confirmados o Palco Sunset, New Dance Order (voltado para eletrônico), Espaço Favela (com foco em rap e trap), Palco Supernova e Global Village. A diversidade de gêneros é estratégia clara: rock, pop, hip-hop, eletrônico, samba e bossa nova compartilham o mesmo espaço.

4 de setembro: Palco Mundo com Foo Fighters, Rise Against, The Hives e Nova Twins. No Palco Sunset, Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos, Hot Milk, Detonautas e Di Ferrero. New Dance Order com Steve Angello e Giu x Carola.

5 de setembro: Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly e Sepultura no Palco Mundo. Sunset com Bad Omens, Poppy e Black Pantera convidando Nervosa. New Dance Order com James Hype.

6 de setembro: Calvin Harris, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho no Palco Mundo. Ne-Yo, Jota Quest (tocando Tim Maia), BaianaSystem e Calema no Palco Sunset. Meduza na New Dance Order.

7 de setembro: Elton John, Gilberto Gil, Jon Batiste e Luísa Sonza convidando Roberto Menescal no Palco Mundo. Laufey, Roupa Nova e Vanessa da Mata no Palco Sunset. Fatboy Slim e Aline Rocha na New Dance Order.

11 de setembro: Stray Kids, Hwasa, Alok e Nexz no Palco Mundo. Jamiroquai, PJ Morton e Os Garotin no Palco Sunset. Neelix & Vegas na New Dance Order.

12 de setembro: Maroon 5, Demi Lovato, J Balvin e Pedro Sampaio no Palco Mundo. Mumford & Sons, João Gomes com Orquestra Brasileira, Gilsons convidando Daniela Mercury no Palco Sunset. Alok na New Dance Order.

13 de setembro: Twenty One Pilots, Halsey, Lola Young e Ivete Sangalo encerram no Palco Mundo. Zara Larsson, Marina Sena convidando Céu, Joelma convidando Viviane Batidão no Palco Sunset. John Summit fecha a New Dance Order.

Qual é a estrutura de palcos do Rock in Rio 2026?

O festival oferece experiências paralelas através de cinco palcos principais, cada um com curadoria específica. O Palco Mundo concentra os maiores nomes nacionais e internacionais. O Palco Sunset prioriza artistas em transição de carreira ou com repertório mais intimista, criando espaço para colaborações e encontros geracionais. A New Dance Order é o reduto do eletrônico, desde house até techno. O Espaço Favela resgata a origem do festival com foco em hip-hop, trap e cultura de rua brasileira. O Palco Supernova oferece bandas emergentes e projetos especiais.

A estratégia revela amadurecimento curatorial: em vez de separar público por gênero, o festival permite que fãs de rock convivam com apaixonados por eletrônico, samba e rap no mesmo espaço. Quem quer Calvin Harris pode sair para Ne-Yo. Quem segue Elton John pode explorar Fatboy Slim.

Quando e onde será o Rock in Rio 2026?

O festival acontece entre 4 e 13 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro. A edição oferece 10 dias de programação contínua, dividida em blocos temáticos conforme o dia. Diferente de outras edições que funcionam apenas em fins de semana, esta abre completamente a semana para experimentação e descoberta.

A confirmação dos últimos nomes encerra o suspense que durou meses. Com mais de 150 artistas já divulgados entre headliners e artistas de palcos secundários, o Rock in Rio 2026 reafirma sua posição como maior festival de música do Brasil e um dos principais eventos da América Latina. O equilíbrio entre veteranos como Elton John e Foo Fighters, estrelas atuais como Halsey e artistas emergentes como Lola Young desenha uma festa para múltiplas gerações.

Fonte: rollingstone.com.br

O MCU em 2026 apos Spider-Noir: 5 lancamentos que vao virar pontos de virada

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A Marvel ainda tem munição pesada guardada para 2026. Depois de Spider-Noir abrir o ano com uma proposta completamente diferente do padrão supererói, o resto do ano está recheado de lançamentos que vão desde séries animadas nostálgicas até o maior evento do MCU desde Vingadores: Ultimato. Separamos os 5 lançamentos que ainda vão sacudir o calendário, e aviso: tem coisa aqui capaz de fazer fã chorar de saudade e outros tantos explodir de empolgação.

Por que Homem-Aranha: Um Novo Dia e o filme mais esperado do primeiro semestre?

Homem-Aranha: Um Novo Dia chega no cinema em 31 de julho com uma promessa que nem os dois filmes anteriores entregaram: Peter Parker tendo que reconstruir tudo do zero sem redes de segurança. Sem os bilhões de Tony Stark. Sem os contatos dos Vingadores. Sem nada além de si mesmo e da responsabilidade que não pediu para carregar.

O que torna esse filme especial não é só o retorno do web-slinger, mas a sinalização que a Marvel faz ao confirmar a presença do Hulk e do Justiceiro na trama. Essas não são aparições aleatórias — são pontas soltas do universo que ninguém sabia que precisavam ser conectadas, e o filme parece dispostas a fazer exatamente isso. É um filme que promete menos grandiosidade e mais humanidade, e após anos de espetáculo inflado, isso ressoa como uma declaração de propósito genuína.

Spider-Noir em novo dia, personagem do MCU em 2026 após lançamentos que marcam pontos de virada
(Reprodução / Marvel Studios)

Quais sao os lancamentos Marvel confirmados para a segunda metade de 2026?

Alem de Homem-Aranha: Um Novo Dia, a Marvel tem cinco outros lançamentos de peso confirmados para 2026. Listar eles em ordem de importancia ajuda a entender como o calendario esta estruturado:

  1. Sua Amizade da Vizinhanca Homem-Aranha (2ª temporada) — Finais de 2026 | Serie animada que divide opinoes mas conquistou renovacao imediata.
  2. X-Men ’97 (2ª temporada) — Segundo semestre | Continuacao da animacao classica que virou fenomeno pela intensidade narrativa.
  3. VisionQuest — 14 de outubro | Serie que finalmente resolve o limbo do Vision apos WandaVision.
  4. Vingadores: Doutor Destino — 18 de dezembro | O maior lancamento Marvel de 2026 e possivelmente a tentativa mais arriscada da decada.

Cada um desses lancamentos marca um ponto diferente do universo Marvel — alguns sao consolidacoes de threads soltos, outros sao apuestas em proposta nova.

O que esperar de Sua Amizade da Vizinhanca Homem-Aranha na temporada 2?

A serie animada dividiu opinioes na primeira temporada, mas ela funcionou bem o suficiente para ganhar renovacao rapida. A segunda temporada absorveu as criticas e vem carregada de mudancas narrativas significativas. A maior delas: Gwen Stacy entra como Fantasma-Aranha, e mais radicalmente, Venom faz sua entrada numa serie voltada para publico mais jovem.

Isso e uma aposta arriscada — colocar um antihero brutal como o Venom numa producao infantil tem potencial para ser um acerto cirurgico ou um desastre marcante. Mas se a primeira temporada provou algo, e que a equipe por tras da serie entende profundamente a mecanica desses personagens. E isso inspira confianca de que a segunda vai expandir em vez de perder o rumo.

Por que X-Men ’97 virou um fenomeno na primeira temporada?

X-Men ’97 chegou como continuacao da animacao classica dos anos 90 e se transformou em uma das experiencias mais intensas que o MCU ja ofereceu em tela pequena. Quem assistiu sabe que a serie nao se contentou em ser nostalgica — ela evoluiu narrativamente, adicionou peso tematico e conectou a historia original com temas contemporaneos de forma que nao sentia forcada.

A segunda temporada chega em 2026 com expectativa enorme, talvez grande demais dependendo de como voce lida com pressao narrativa. Mas a confirmacao de que a mesma equipe continua no comando sugere que essa pressao pode se transformar em qualidade mantida ou ate aprofundada.

X-Men '97 série animada Marvel com personagens mutantes em ação
(Reprodução / Marvel Studios)

Quando e onde sera lancado VisionQuest?

VisionQuest chega no dia 14 de outubro com uma missao clara: resolver o limbo narrativo que o Vision ficou preso desde o final de WandaVision. Nao era morte, nao era vida — era aquela situacao de personagem que a Marvel claramente nao sabia bem o que fazer mas tambem nao queria descartar. E deixar um personagem nesse estado por anos e um desperdicio criativo que finalmente vai ter resposta.

A serie promete retomar a jornada do personagem contra viloes poderosos do MCU com um elenco de apoio que ainda nao foi revelado completamente. Esse misterio, por si so, ja justifica a especulacao. Apos anos engavetado, o Vision finalmente vai ter a historia que merecia desde o comeco.

Por que Vingadores: Doutor Destino e o lancamento mais importante de 2026?

Vingadores: Doutor Destino chega em 18 de dezembro como o grande evento do ano, sete anos apos Vingadores: Ultimato encerrar uma era completa do cinema de super-herois. E nao e um retorno com o mesmo elenco de sempre — a formacao mudou, caras novas entram em cena, e o peso da ausencia de figuras iconicas estara presente em cada frame de forma proposital.

O que realmente coloca Vingadores: Doutor Destino no topo e o que ele representa: a Marvel tentando repetir a facade que parecia impossivel de superar apos uma decada de construcao. Ningem sabe se a studio vai conseguir. Mas o que importa e que dezembro de 2026 vai definir em que direcao o MCU segue para a proxima decada — se consegue renovar o mesmo impacto de Ultimato ou se esta caminhando para esgotamento criativo. E esse e um resultado que o cinema de super-herois inteiro esta esperando para ver.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

Tela Brasil chega como Netflix gratuita do governo com 500 obras brasileiras

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O Tela Brasil estreou no sábado (30) como a resposta do governo federal para democratizar o acesso ao audiovisual nacional: um serviço de streaming completamente gratuito com mais de 500 obras brasileiras já disponíveis. Coordenada pelo Ministério da Cultura, a plataforma marca uma mudança significativa na forma como o Estado trata a distribuição de conteúdo local, especialmente ao incluir produções premiadas internacionalmente ao lado de documentários independentes que circulavam apenas em festivais de cinema.

A celebração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou clara a ambição do projeto: “Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça na rede de TV brasileira. É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira”. A frase sintetiza tanto a meta funcional quanto o simbolismo político por trás da iniciativa — oferecer à população algo equivalente ao acesso que pagantes de serviços privados têm, mas sem custo algum e com foco exclusivo na produção local.

Como acessar o Tela Brasil?

O acesso inicial é simplificado: basta usar sua conta gov.br no site oficial da plataforma para começar a assistir. Não há necessidade de criar cadastros adicionais ou fornecer dados bancários — qualquer pessoa com a conta única do governo consegue entrar. O governo federal também se comprometeu a lançar um aplicativo em até 30 dias após o lançamento, disponível na Google Play Store e na App Store, compatível com smartphones, tablets, notebooks, Smart TVs e Chromecast.

Qual é o catálogo inicial do Tela Brasil?

Os 500 títulos prometidos cobrem uma amplitude que diferencia essa iniciativa de simples repositórios governamentais. Estão inclusos filmes de circulação limitada que só existiam em DVD ou em cópias de festival, documentários com relevância cultural e histórica, além de séries que nunca tiveram distribuição em massa. Essa mistura entre obra consagrada e produção independente é deliberada: o objetivo é ampliar o repertório disponível para quem não tem acesso a assinaturas de plataformas comerciais ou não encontra conteúdo brasileiro em catálogos internacionais.

A estratégia de lançamento com volume elevado — ao contrário de modelos que liberam títulos gradualmente — mostra apetite por construir crítica de massa rapidamente e estabelecer hábito de uso desde o primeiro acesso. Quem entrar encontra material para explorar imediatamente, sem a frustração típica de plataformas incipientes com poucos títulos.

O que muda para o cinema e audiovisual brasileiro?

O lançamento do Tela Brasil representa uma inflexão na relação entre produção audiovisual e acesso público no país. Historicamente, filmes brasileiros independentes ou com orçamento reduzido enfrentam distribuição limitada — muitos nunca chegam ao streaming e poucos ganham cartaz em salas de cinema. Plataformas privadas como Netflix, apesar de catálogo crescente de nacional, selecionam títulos conforme métricas comerciais, deixando de fora produções com menos apelo algorítmico.

O Tela Brasil funciona como compensação parcial a essa lógica de mercado ao garantir espaço permanente para obras que têm valor cultural ou histórico mas sem retorno comercial imediato. Documentários sobre políticas públicas, filmes experimentais de cineastas em início de carreira, e produções regionais ganham plataforma digna e alcance nacional — algo impensável sem intervalo estatal.

Qual é o cronograma completo?

  1. Sábado (30) de março: lançamento da plataforma via web com 500 obras
  2. Até 30 dias após lançamento: disponibilização do aplicativo em Google Play e App Store
  3. Perspectiva futura: expansão do catálogo (número de novas adições não foi informado oficialmente)

Por que o governo criou uma plataforma de streaming própria?

A decisão reflete entendimento de que acesso à cultura é um direito e responsabilidade estatal, não apenas mercado. Diferente de países europeus que financiam plataformas públicas há décadas, o Tela Brasil chega em momento em que streaming privado já domina o consumo audiovisual. Seu papel não é competir direto com Netflix ou Prime Video — é preencher vácuo de acesso para população de baixa renda e oferecer visibilidade para obras que não interessam a algoritmos comerciais.

Há também dimensão de soberania cultural implícita: manter conteúdo audiovisual nacional em infraestrutura própria, controlada pelo governo, garante que esses títulos não desapareçam de catálogos externos conforme mudanças de parcerias comerciais. Streaming privado cancela títulos, remove produções, altera regiões de disponibilidade. Tela Brasil, em tese, oferece permanência.

Qual é o impacto esperado para criadores brasileiros?

Para roteiristas, diretores e produtoras independentes, a plataforma abre oportunidade de monetização indireta — não há informação oficial sobre remuneração direta por exibição, mas presença em serviço federal com alcance massivo gera portfólio, crédito profissional e visibilidade que facilita captação de novos projetos. Documentaristas e cineastas de nicho ganham espaço que não teriam em plataformas comerciais.

O real teste será acompanhar se Tela Brasil mantém atualizações regulares de conteúdo ou se funciona como museu estático de 500 títulos eternos. Plataformas públicas de streaming em outros países evoluem lentamente justamente por dependerem de orçamento governamental anual, enquanto Netflix reinveste lucros continuamente. A sustentabilidade fiscal e operacional do projeto brasileiro será decisiva para seu impacto a longo prazo.

Fonte: rollingstone.com.br

Os Cinco Monstros Still Life que Aterrorizam as Backrooms do Cinema A24

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A produtora independente A24 acertou na mosca com Backrooms, um filme de horror existencial que fugia completamente das expectativas dos fãs sobre qual monstro seria o destaque. Enquanto a maioria esperava pelo icônico Life Form, o diretor e co-roteirista Kane Parsons escolheu focar exclusivamente no Still Life—uma criatura perturbadora que representa as tentativas do Backrooms em replicar pessoas reais. Diferente da entidade mais conhecida, essas cinco cópias ainda vivas revelam os piores e melhores aspectos da natureza humana, funcionando como espelhos distorcidos de quem as pessoas realmente são quando ninguém está olhando.

Qual é a diferença entre Still Life e Life Form no filme?

O Still Life originou-se na série online original de Parsons, especificamente em “Found Footage #3”, e representa uma ameaça bem mais inteligente que o Life Form tradicional. Enquanto o Life Form ataca sem propósito, o Still Life bate em portas, aciona interruptores de luz e caça suas vítimas de forma metódica, comportando-se como um ser humano genuíno. Essa inteligência perturbadora é justamente o que torna as cinco variações do Still Life tão memoráveis no filme: cada uma herda características específicas da pessoa que copia, transformando traços humanos em armas potenciais de horror.

Clark Pirate, monstro still life das Backrooms do cinema A24
(Reprodução / A24)

Cap’n Clark: O Still Life Mais Letal das Backrooms

De longe, a criatura mais perigosa que aparece no filme é a cópia de Clark no uniforme de mascote Cap’n Clark (personagem de Chiwetel Ejiofor, conhecido pelo papel em Doutor Estranho). Desde a abertura de Backrooms, essa monstro é estabelecido como uma ameaça verdadeira quando mata um pesquisador da Async. Mais tarde, arrasta Bobby (interpretado por Finn Bennett, de True Detective) profundamente para dentro do complexo, deixando apenas um rastro de sangue para trás.
O que torna o Cap’n Clark ainda mais aterrorizante é sua natureza paradoxal: em vez de atacar Clark diretamente, a criatura permite que o dono da loja viaje com ela pelas Backrooms por semanas sem sofrer danos. Porém, essa coexistência revela a verdadeira natureza da entidade. Como uma reflexão imperfeita de Clark, o Still Life herda sua raiva reprimida—uma emoção que explode violentamente quando Clark tenta impedi-la de ferir Mary. Esse confronto é tão intenso que rendeu ao filme sua classificação R. Eventualmente, Async consegue subjugar a criatura, permitindo que a organização prossiga com seus planos de mapear as Backrooms, mas esse triunfo é apenas temporário.

Mary: O Novo Predador Emergente

O final de Backrooms sugere uma ameaça completamente nova no labirinto eldritch. Enquanto Async questiona Mary (interpretada pela atriz de A Different Man, Renate Reinsve), a câmera corta para dentro do complexo, onde uma cópia Still Life de Mary permanece sentada, esperando imóvel com rosto e mãos deformados.
Mary não era apenas um personagem secundário carregando traumas psicológicos—ela escondia uma raiva que rivalizava com a de Clark. O filme deixa isso explícito através de seus gritos e xingamentos contra Clark durante as sessões de terapia, culpando-o por tudo que há de errado nele. Essa ira, alimentada por questões não resolvidas com sua mãe mentalmente doente, transbordou literalmente quando ela esmigalhava o adorno da infância de Clark repetidamente na face de sua cópia até cobri-la de sangue.

Criatura assustadora das Backrooms do cinema A24 em ambiente sombrio
(Reprodução / A24)

Ao contrário das outras entidades vistas em Backrooms, o Still Life de Mary poderia ser tão volátil e letal quanto o mascote vivo da loja de móveis. É até possível que, enquanto a Mary real tenha deixado para trás seu luto e ressentimento escolhendo outro caminho, seus sentimentos e raiva tenham sido transferidos para seu Still Life—uma ameaça potencialmente mortal para qualquer um que tropece nela nas profundezas do Backrooms.

A Mulher Ruiva: O Reflexo de Barbara

Clark primeiro encontrou essa criatura quando se separou de sua assistente gerente Kat, vendo-se sozinho em uma sala escura iluminada por uma árvore de Natal perturbadora. O Still Life cambaleou para fora da escuridão em direção a Clark, provocando pânico absoluto. Mas após um salto temporal, essa entidade tornou-se dócil na presença de Clark.
A cena de jantar sugere fortemente que essa mulher ruiva é uma representação rudimentar da esposa de Clark, Barbara, vista apenas uma vez em uma foto antiga dentro da loja, com seu cabelo vermelho como traço mais distintivo. Clark chega ao ponto de arrancar o couro cabeludo do Still Life durante a cena de jantar para presentear Mary com uma peruca para melhor imitar sua esposa.
O detalhe mais perturbador é a reação de medo que esse Still Life demonstra com a chegada iminente da cópia defeituosa de Clark. Isso sugere que o relacionamento de Clark com sua esposa era potencialmente mais abusivo do que havia sido revelado através de suas sessões de terapia. Claro, a criatura era inofensiva apenas para Clark, então não há como saber se ela seria mais propensa a atacar qualquer outra pessoa que vagasse pelas Backrooms.

O Homem Barbado e Archibald Leland Sutter: Os Still Life Inofensivos

De longe, as duas formas Still Life mais inofensivas vistas em Backrooms são o Homem Barbado, essencialmente uma boneca sem vida que Clark pode apunhalar sem que ela demonstre nem um sinal de dor. Ele até a usa como uma fonte repugnante de alimento para o jantar que compartilha com Mary.
Mas então existe o na cadeira de rodas, creditado como Archibald Leland Sutter, que é de alguma forma ainda mais estranho que o Still Life de Clark. Não tem pernas, possui um rosto irregular com óculos, e tem uma lâmpada decorativa acoplada à sua cadeira de rodas que habitualmente aciona para iluminar espaços escuros—algo que Clark aprecia durante o jantar.
A genialidade de Kane Parsons ao criar essas cinco variações está em como cada uma delas funciona como espelho distorcido e exagerado de aspectos reais de seres humanos. Do terror potencialmente letal do Cap’n Clark até ameaças completamente benignas como Archibald, os Still Life refletem tanto a bondade quanto a violência latente em todas as pessoas. O que torna o inevitável sequência tão intrigante é imaginação do que Parsons fará com esses monstros quando expandir ainda mais esse universo de horror conceitual.

Fonte: thedirect.com

Velhos Bandidos, com Fernanda Montenegro, chega ao Prime Video

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Velhos Bandidos, a comédia de ação que conquistou meio milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, agora está disponível no Prime Video para assinantes do serviço de streaming. O filme reúne Fernanda Montenegro, Bruna Marquezine e Lázaro Ramos em uma trama sobre um roubo ousado que mistura gerações de criminosos.

Qual é a história de Velhos Bandidos?

O filme acompanha Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), um casal de criminosos veteranos que planejam um ambicioso assalto a banco. Para concretizar o “roubo perfeito”, eles recorrem a uma dupla de jovens ladrões: Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta). A parceria inesperada entre gerações coloca o grupo em rota de colisão com Oswaldo (Lázaro Ramos), um investigador incorruptível que não descansa até colocá-los atrás das grades.

A dinâmica entre personagens funciona como o motor da narrativa: os veteranos trazem experiência e cinismo, enquanto os jovens adicionam impulsividade e fogo. Essa tensão geracional é explorada com humor ácido e cenas de ação que justificam a distribuição cinematográfica que o filme recebeu antes de chegar à plataforma de streaming.

Quem está no elenco de Velhos Bandidos?

  • Fernanda Montenegro como Marta — a matriarca do roubo, veterana de crimes e mentor da trama
  • Ary Fontoura como Rodolfo — o marido de Marta e parceiro no plano criminal
  • Bruna Marquezine como Nancy — a jovem assaltante que representa a nova geração
  • Vladimir Brichta como Sid — parceiro de Nancy e integrante da dupla jovem
  • Lázaro Ramos como Oswaldo — o investigador determinado a frustrar o roubo
  • Reginaldo Faria — participação especial
  • Vera Fischer — participação especial
  • Teca Pereira — participação especial
  • Tony Tornado — participação especial

O elenco reúne nomes consolidados da televisão brasileira — muitos deles conhecidos por papéis em tramas policiais como Sob Pressão — ao lado de atores que transitam entre cinema e séries. A presença de Fernanda Montenegro em uma comédia de ação é o maior destaque, reposicionando a atriz em um gênero que desafia expectativas sobre sua filmografia.

Quem dirigiu e roteirizou Velhos Bandidos?

Velhos Bandidos foi escrito e dirigido por Cláudio Torres, criador de Sob Pressão, a série policial que marcou presença na televisão brasileira. Torres traz seu domínio de tramas policiais e ritmo ágil para este filme que equilibra ação, crime e humor — um desafio não trivial que o diretor executa com segurança.

Onde assistir Velhos Bandidos no Brasil?

Velhos Bandidos está disponível no catálogo do Prime Video, sem custos adicionais para assinantes do serviço. A migração do filme do circuito cinematográfico para o streaming ocorreu em tempo relativamente curto, sinalizando confiança da produção na penetração da plataforma no mercado brasileiro. É possível assistir ao filme na íntegra através do aplicativo ou site do Prime Video.

Fonte: rollingstone.com.br

A Casa do Dragão temporada 3 estreia em junho com guerra Targaryen intensificada

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A Casa do Dragão retorna com sua 3ª temporada em 21 de junho na HBO Max, trazendo a continuação da guerra civil entre os Targaryen pelo Trono de Ferro. A série derivada de Game of Thrones se aprofunda no caos dinástico que marca a queda da Casa Targaryen, com novos episódios lançados semanalmente a partir dessa data.

Qual é a trama de A Casa do Dragão?

A série se passa aproximadamente duzentos anos antes dos eventos de Game of Thrones, funcionando como prequel que explora os momentos mais críticos da dinastia Targaryen. Adaptada do livro Fogo & Sangue, de George R. R. Martin, a narrativa mergulha em conflitos que definiram a história de Westeros. Na 2ª temporada, Rhaenyra Targaryen e seu irmão Aegon II Targaryen (Tom Glynn-Carney) iniciaram uma guerra aberta pelo Trono de Ferro e o direito de comandar os Sete Reinos — um conflito que a 3ª temporada promete intensificar com consequências devastadoras para toda a linhagem.

O conflito entre irmãos não é apenas político: representa a fragmentação de uma Casa que acreditava ser invencível, repleta de dragões e poder ancestral. A mitologia do dragão permeia toda a narrativa, com as criaturas sendo tanto símbolos de poder quanto instrumentos de destruição em mãos humanas.

Quem é o elenco de A Casa do Dragão?

  • Matt Smith como Daemon Targaryen — príncipe ambicioso cuja lealdade oscila entre os irmãos em guerra
  • Olivia Cooke como Alicent Hightower — a rainha-mãe cuja manipulação política alimenta a guerra civil
  • Rhys Ifans como Otto Hightower — o mestre dos sussurros da coroa
  • Fabien Frankel como Criston Cole — comandante da Guarda Real e figura central nos conflitos
  • Steve Toussaint como Corlys Velaryon — o lorde da frota mais poderosa de Westeros
  • Eve Best como Rhaenys Targaryen — princesa guerreira e dona de dragão
  • Ewan Mitchell como Aemond Targaryen — príncipe mutilado com sede de vingança

O que esperar da 3ª temporada de A Casa do Dragão?

A 3ª temporada promete aprofundar a Guerra Civil Targaryen com consequências cada vez mais graves para ambos os lados. Enquanto a 2ª temporada estabeleceu as linhas de batalha e as alianças políticas, a nova temporada deve focar nas batalhas diretas, perdas de dragões e o custo humano dessa guerra pelo poder. Com elenco consolidado e roteiristas experientes, a série mantém a qualidade narrativa que a tornou fenômeno global.

A renovação para a 4ª temporada já foi oficialmente confirmada, sinalizando que a HBO Max vê potencial de longa duração nesta franquia. Isso significa que a 3ª temporada servirá como ponte narrativa crucial para desenvolver ainda mais os conflitos e preparar o cenário para os eventos finais que levarão à queda total da Casa Targaryen.

Fonte: rollingstone.com.br