Backrooms: Um Não-Lugar já quebrou o recorde de pré-estreia da A24 antes de sua estreia oficial nos cinemas, arrecadando US$ 10,4 milhões apenas nas sessões de quinta-feira (28). O desempenho é um indicativo claro de que o filme de horror dirigido por Kane Parsons está no caminho para se tornar o lançamento mais lucrativo da história do estúdio, superando Guerra Civil — o recordista anterior com US$ 25,5 milhões em sua abertura.
O longa já se pagou integralmente seu orçamento de aproximadamente US$ 10 milhões apenas nas pré-estreias, um feito raro que demonstra a força do projeto entre o público. As projeções mais recentes indicam que Backrooms: Um Não-Lugar deve arrecadar entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos — um intervalo que consolidaria seu lugar como maior abertura na filmografia da distribuidora. Para contexto, Guerra Civil de Alex Garland obteve apenas US$ 2,9 milhões em pré-estreias antes de sua abertura, tornando o desempenho de Backrooms significativamente superior.

Quem é Kane Parsons e por que o filme viraliza?
O diretor de Backrooms: Um Não-Lugar tem apenas 20 anos e já conquistou a indústria cinematográfica com sua adaptação do fenômeno de horror que criou originalmente no YouTube. A série The Backrooms se tornou viral na plataforma, acumulando milhões de visualizações e consolidando Kane Parsons como uma voz autoral genuína no horror contemporâneo. Essa base de fãs engajados — que migrou diretamente para os cinemas — explica o inusitado número de pré-estreia. O jovem diretor conseguiu fazer algo que poucos conseguem: transformar conteúdo de internet em um fenômeno cinematográfico sem perder autenticidade ou alienar seu público original.
O que Backrooms: Um Não-Lugar conta?
O filme acompanha Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, um dono de loja de móveis que descobre uma passagem interdimensional para os Backrooms — um não-lugar do horror psicológico que desafia toda lógica espacial e temporal. Quando Clark desaparece misteriosamente dentro dessa dimensão, sua terapeuta, Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), entra no labirinto infernal para tentar trazê-lo de volta. O elenco complementado por Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia constrói uma narrativa de tensão crescente onde a única certeza é que os Backrooms nunca devem ser deixados para trás.

Por que a bilheteria de Backrooms muda o jogo para a A24?
O sucesso de pré-estreia de Backrooms marca um ponto de inflexão importante para a A24. A distribuidora, conhecida por apostar em cinema autoral de baixo a médio orçamento, finalmente conseguiu transformar um desses projetos em blockbuster genuíno. Guerra Civil, até então o maior lançamento do estúdio, custou significativamente mais e contou com Alex Garland — um diretor consolidado — à frente. Backrooms faz algo diferente: prova que uma história viral de horror, dirigida por um realizador extremamente jovem com orçamento contido (US$ 10 milhões), pode competir nos números de grandes estúdios. Isso muda fundamentalmente o cálculo de risco da A24 e abre portas para mais adaptações de conteúdo viral e projetos de diretores autores desconhecidos.
Qual é o contexto de horror no cinema em 2025?
O sucesso de Backrooms não ocorre em vácuo. O mercado de horror vive um momento de renovação, onde o público está saturado de fórmulas previsíveis e busca genuína inovação. O trailer de Backrooms gerou discussão orgânica na internet antes mesmo do lançamento, criando uma antecipação que os estúdios tradicionais raramente conseguem gerar. A mistura de psicologia do horror com construção visual original — uma estética que Parsons já havia refinado no YouTube — oferece something genuinely fresh em um gênero que historicamente se reinventa através de diretores jovens. O fenômeno de Backrooms é assim parte de uma tendência mais ampla onde o horror está se tornando novamente um espaço para experimentação formal.
Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz nos cinemas. O longa tem tudo para conquistar o primeiro lugar nas bilheterias do fim de semana e consolidar a A24 não apenas como distribuidora de cinema de qualidade, mas como força capaz de gerar bilheterias de blockbuster — algo que poucas distribuidoras independentes conseguem fazer com consistência.
Fonte: observatoriodocinema.com.br
