23.6 C
Nova Iorque
sábado, fevereiro 7, 2026
Início Site Página 12

James Wan promete devolver Saw às origens em reinício comandado pela Blumhouse

James Wan promete devolver Saw às origens em reinício comandado pela Blumhouse
Imagem: Reprodução

James Wan e Leigh Whannell, criadores do terror que estreou em 2004, voltarão a ter participação ativa no próximo filme da franquia Saw. A informação foi revelada pelo próprio Wan em entrevista à plataforma Letterboxd, na qual detalhou o plano de recolocar a série no caminho que a tornou um fenômeno cultural há duas décadas.

Desde o lançamento do longa independente de baixo orçamento em 2004, Saw acumulou nove continuações, com recepção crítica e desempenho de bilheteria irregulares. Mesmo fãs de longa data reconhecem que a narrativa se perdeu após os primeiros capítulos, sobrecarregada por reviravoltas confusas e armadilhas cada vez mais extravagantes. Após o relativo acerto de Saw X, lançado em 2023 como uma história situada entre o primeiro e o segundo filmes, havia previsão de um décimo primeiro título para 2025. O projeto, no entanto, foi cancelado em favor de um reinício completo.

A tarefa de renovar a saga ficará sob o guarda-chuva da Blumhouse Productions, estúdio responsável por sucessos recentes do gênero, como Uma Noite de Crime e Five Nights at Freddy’s. Segundo Wan, a parceria representa oportunidade para resgatar o tom claustrofóbico e psicológico do original, afastando-se da escalada de gore sem propósito que marcou as sequências posteriores.

Veja também:
Crítica: Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno entrega atmosfera pesada, mas divide opiniões com o ritmo.

Top 20 Filmes de Terror Mais Assustadores de Todos os Tempos (2025) – Os Que Realmente Dão Medo!

Quem é quem no elenco de Extermínio: O Templo dos Ossos? Conheça os atores do novo terror de 2026

Retorno dos criadores originais

Wan não dirige um filme da série desde o pioneiro Saw: Jogos Mortais e só voltou a colaborar no roteiro de Saw III, lançado em 2006. Leigh Whannell, por sua vez, assinou o texto das três primeiras produções e deixou a franquia em seguida. Ambos agora assumem posição criativa central no novo capítulo. “Queremos um Saw realmente assustador, não apenas sangrento, mas capaz de traumatizar psicologicamente, como ocorreu naquele primeiro filme”, afirmou o diretor. Ele também destacou a intenção de “revisitar a filosofia de Jigsaw, que persegue pessoas que não valorizam a própria vida”.

A menção ao assassino John “Kramer” Jigsaw, vivido por Tobin Bell, indica que o reinício pretende se reconectar às motivações morais—embora distorcidas—que guiavam o personagem. Nas primeiras histórias, as armadilhas funcionavam como punições simbólicas, obrigando as vítimas a refletir sobre escolhas pessoais. Com o passar dos anos, esse eixo temático foi sobreposto por mecanismos cada vez mais complexos, diluindo o impacto emocional e transformando o enredo em uma sucessão de choques visuais.

Novo rumo, velhos princípios

O desafio da dupla será equilibrar a “faísca” inicial com elementos inéditos. Wan reconhece que o sucesso de 2004 resultou de uma combinação difícil de repetir: conceito original, baixo orçamento que estimulou criatividade e um desfecho surpreendente. Em vez de tentar reproduzir cada componente, o objetivo é recuperar a essência—o terror psicológico—e contar uma nova história que dialogue com o público atual.

Detalhes de enredo, elenco ou cronograma ainda não foram divulgados. Também não está claro se o filme ignorará completamente a cronologia existente ou se será ambientado em período anterior aos eventos já conhecidos. O que se sabe é que a Blumhouse, famosa por orçamentos enxutos e retorno financeiro elevado, costuma apostar em tramas focadas e personagens bem delineados, características que convergem com o desejo de Wan de “enxugar” a fórmula.

Evolução da franquia

A matriz de Saw consolidou-se como uma das séries de terror mais rentáveis—e longevas—do cinema recente. Após o primeiro longa, Saw II (2005) manteve o ritmo de estreia anual até Saw 3D (2010), encerrando a primeira fase. Sete anos depois, Jigsaw (2017) tentou reavivar o interesse, seguido por Spiral: From the Book of Saw (2021), spin-off estrelado por Chris Rock. A crítica permaneceu reticente, mas Saw X surpreendeu ao retomar a figura de John Kramer e arrecadar mais de US$ 100 milhões mundialmente, motivando conversas para um novo lançamento em 2025—substituído agora pelo reinício.

Ao longo dessas etapas, a série acumulou reputação de violência gráfica extrema e enredos intrincados. Se, por um lado, as armadilhas criativas tornaram-se marca registrada, por outro afastaram espectadores que buscavam tensão mais psicológica. O retorno de Wan e Whannell, portanto, sinaliza tentativa de reequilibrar esse binômio, priorizando atmosfera e suspense, sem necessariamente abandonar o elemento gore que os fãs esperam.

James Wan promete devolver Saw às origens em reinício comandado pela Blumhouse - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Expectativa do público

O anúncio gerou otimismo entre admiradores da franquia, que veem na figura de James Wan a garantia de fidelidade ao conceito original. Hoje considerado nome de peso no terror, com franquias como Invocação do Mal no currículo, o cineasta atribui a Saw o impulso inicial de sua carreira. Reassumir o comando criativo representa, em certo sentido, um retorno às raízes também pessoais.

Para a Blumhouse, o projeto encaixa-se em estratégia de revitalizar propriedades conhecidas, oferecendo abordagem contemporânea sem descartar a história acumulada. A produtora não confirmou datas de filmagem nem previsão de estreia, mas fontes ligadas à companhia indicam 2026 como janela provável para o lançamento, dado o estágio inicial de desenvolvimento.

Próximos passos

Enquanto não há roteiro finalizado, Wan e Whannell trabalham na concepção conceitual: quais temas explorar, de que forma reconstruir as provas impostas às vítimas e como reapresentar—ou reinventar—John Kramer. Uma possibilidade debatida entre analistas do setor seria adotar estrutura antológica, na qual cada longa se concentra em novo grupo de personagens, preservando apenas a lógica moral do antagonista.

Também permanece em aberto a participação de atores icônicos da série. Tobin Bell, hoje com 81 anos, voltou ao papel em Saw X e reiterou disposição para novas aparições. Shawnee Smith, intérprete da discípula Amanda, e Costas Mandylor, que viveu o detetive Hoffman, são lembrados como peças que poderiam ajudar a fazer a ponte entre passado e futuro, caso o roteiro opte por continuidade parcial.

Histórico de filmes

• Saw: Jogos Mortais (2004)
• Saw II (2005)
• Saw III (2006)
• Saw IV (2007)
• Saw V (2008)
• Saw VI (2009)
• Saw 3D (2010)
• Jigsaw (2017)
• Spiral: From the Book of Saw (2021)
• Saw X (2023)

Mesmo sem título oficial, o próximo capítulo—antes referido como Saw XI—terá status de reinício, o que pode resultar em nova contagem ou nomenclatura diferente. A confirmação do envolvimento criativo dos dois fundadores, aliada ao estilo enxuto da Blumhouse, alimenta a expectativa de que a franquia retome fôlego e relevância, desta vez com ênfase na perturbação psicológica que chocou plateias no início dos anos 2000.

Até que mais detalhes sejam divulgados, fãs aguardam para descobrir se o jogo mortal criado por Jigsaw ganhará nova vida nas mãos de quem o concebeu originalmente.

Shelter: thriller com Jason Statham chega aos cinemas em janeiro de 2026

Jason Statham volta ao papel de ex-agente mortal que tenta viver em paz
Jason Statham volta ao papel de ex-agente mortal que tenta viver em paz, mas é forçado a empunhar armas novamente em “Shelter”, longa dirigido por Ric Roman Waugh que estreia em 30 de janeiro de 2026.

O filme, com duração de 107 minutos e classificação indicativa para maiores de 17 anos (R), apresenta o ator britânico como Michael Mason, um homem isolado em uma ilha das Hébridas Exteriores, na Escócia. A tranquilidade termina quando ele salva a jovem Jesse (Bodhi Rae Breathnach) de um naufrágio e, ao buscar medicamentos na cidade mais próxima, chama a atenção do serviço secreto britânico.

Quem é Michael Mason

Mason vive recluso, consome grandes quantidades de vodca e passa o tempo jogando xadrez sozinho. Mesmo sob temperaturas baixas, raramente troca de roupa. Seu único companheiro é um husky preto.

Antes do exílio voluntário, o personagem integrava os Black Kites, unidade clandestina criada pelo então chefe do MI6, Manafort (Bill Nighy). Apenas o próprio Manafort e a primeira-ministra (Harriet Walter) têm conhecimento oficial do grupo. O motivo que levou Mason a cortar vínculos com a agência permanece em segredo durante boa parte da trama.

O incidente que muda tudo

O ponto de virada ocorre quando a embarcação de Jesse vira durante uma tempestade. Na tentativa de salvar a garota, Mason mergulha nas águas geladas ainda vestido com suéter de gola alta — figurino que se repete em boa parte das cenas. Jesse machuca gravemente o tornozelo, obrigando o ex-agente a deixar a ilha para obter remédios.

A saída discreta falha: câmeras de segurança e alertas de inteligência identificam o rosto de Mason, considerado desaparecido. O MI6, agora comandado por Roberta Frost (Naomi Ackie), inicia a caçada. Manafort, fora do serviço ativo, também mobiliza recursos não oficiais para capturá-lo antes que segredos da operação venham à tona.

Estado de vigilância em debate

No pano de fundo, o roteiro de Ward Parry menciona um sistema de coleta ilegal de dados criado por Manafort para antecipar ataques terroristas. A discussão sobre o uso de inteligência artificial na vigilância civil é apresentada, mas não se aprofunda. Os interesses de todas as partes — Mason, Manafort, Frost e até Jesse — permanecem nebulosos, reforçando o clima de desconfiança.

Ação em primeiro plano

Ric Roman Waugh conduz sequências de luta corpo a corpo que figuram entre as mais verticais da carreira de Statham. Coreografias intensas, uso de ambientes restritos e câmera próxima ao ator marcam confrontos em becos, corredores de hospital e galpões abandonados. O protagonista utiliza facas, pistolas e golpes de artes marciais para eliminar dezenas de adversários.

Mason atravessa a Escócia perseguido por antigos colegas de farda e mercenários contratados. Na rota, precisa proteger Jesse enquanto tenta entender por que a menina era alvo de vigilância estatal. Os combates, em ritmo acelerado, contrastam com momentos silenciosos em que o personagem sofre crises de consciência pela violência que volta a abraçar.

Comparações inevitáveis

O enredo minimalista remete a franquias como “O Ultimato Bourne”, “John Wick” e “O Profissional”. Statham interpreta um anti-herói de poucas palavras, determinado e letal, característica que o público já conhece de títulos recentes do ator, entre eles “The Beekeeper” e “Wrath of Man”.

Críticos apontam que a familiaridade pode tornar “Shelter” pouco memorável, mas destacam a execução eficiente das cenas de ação. Na avaliação publicada pelo site especializado que analisou a obra em pré-estreia, o filme recebeu nota 5/10, indicação de entretenimento sólido, porém sem grandes novidades.

Elenco e equipe

Além de Statham e Breathnach, o elenco conta com:

  • Bill Nighy – Manafort
  • Naomi Ackie – Roberta Frost
  • Harriet Walter – Primeira-ministra

O próprio Statham assina a produção executiva ao lado de Greg Silverman, Jon Berg, John Friedberg e Brendon Boyea. “Shelter” é o segundo longa de Waugh com lançamento previsto para 2026 — o cineasta também dirige “Greenland 2: Migration”.

Veja também:
“I Play Rocky” chega aos cinemas em novembro de 2026 e celebra 50 anos da franquia

Lucasfilm prepara novos filmes e reescreve impacto de “A Ascensão Skywalker” sete anos após a estreia

Estreia nos cinemas

A distribuição mundial começa em 30 de janeiro de 2026, exclusivamente nas salas de cinema. Não há confirmação oficial sobre janela de exibição em plataformas de streaming.

“Shelter” reforça a parceria entre Waugh e Statham e entrega ao público exatamente o que anuncia: um suspense de ação centrado em um agente aposentado que, ao tentar salvar uma vida inocente, desperta uma rede de perseguição estatal.

Enquanto fãs de filmes de espionagem aguardam produções de maior ousadia temática, o novo trabalho do ator britânico garante 107 minutos de lutas bem filmadas, explosões pontuais e o carisma lacônico que transformou Statham em referência do gênero.

“I Play Rocky” chega aos cinemas em novembro de 2026 e celebra 50 anos da franquia

Imagem: Reprodução

A história por trás de “Rocky” ganhará vida nas telonas em 2026. “I Play Rocky”, cinebiografia que retrata a luta de Sylvester Stallone para viabilizar o primeiro filme da franquia, teve seu calendário de estreia oficializado pela Amazon MGM Studios: lançamento limitado em 13 de novembro de 2026 e distribuição nacional nos Estados Unidos a partir de 20 de novembro.

Foco no criador e no nascimento do ícone

Ao contrário dos longas de boxe centrados no personagem Rocky Balboa, a nova produção concentra-se no jovem Stallone, então ator pouco conhecido e roteirista estreante, determinado a levar sua história às telas mesmo diante de ceticismo e falta de recursos. O roteiro assinado por Peter Gamble exibe as batalhas de bastidores que precederam a estreia de “Rocky” em 1976, mostrando como a vida imitou a arte no percurso do realizador.

O papel principal cabe a Anthony Ippolito, que interpreta Stallone na fase em que escreveu o roteiro original, negociou direitos e insistiu em viver o protagonista. A direção é de Peter Farrelly, vencedor do Oscar por “Green Book – O Guia”, que retorna ao drama biográfico após incursionar por diversos gêneros.

Lançamento pensado para a data exata

A escolha das datas de exibição não é casual. “Rocky” chegou aos cinemas em 21 de novembro de 1976 e deu início a uma das mais duradouras sagas esportivas do cinema. Colocar “I Play Rocky” praticamente no mesmo fim de semana, 50 anos depois, funciona como homenagem direta ao marco histórico e cria coincidência simbólica com o percurso do personagem e de seu criador.

Além disso, o lançamento escalonado (primeiro circuito reduzido, depois expansão) segue estratégia frequente para filmes biográficos almejando temporada de prêmios, oferecendo tempo para críticas iniciais e boca a boca antes de alcançar o grande público.

Elenco retrata figuras-chave dos bastidores

Para ilustrar o contexto de produção de “Rocky”, a cinebiografia reúne nomes que representam atores, familiares e produtores reais:

  • Stephan James como Carl Weathers, intérprete de Apollo Creed.
  • Matt Dillon no papel de Frank Stallone, Jr., pai de Sylvester Stallone.
  • AnnaSophia Robb como Sasha Czack, então namorada do roteirista e atriz iniciante.
  • Kiki Seto no papel de Talia Shire, que viveu Adrian Pennino na obra original.
  • P.J. Byrne interpreta Irwin Winkler, produtor que apostou no projeto.
  • Toby Kebbell dá vida a Robert Chartoff, parceiro de Winkler na produção.
  • Jay Duplass assume o papel do diretor John G. Avildsen, vencedor do Oscar por “Rocky”.
  • Scot Teller vive Burt Young, o ator que encarnou Paulie Pennino.

Em outubro de 2025, o estúdio divulgou a primeira imagem oficial: Ippolito correndo à beira-mar ao lado de Butkus, o dogue alemão que aparece na franquia original. A foto reforça a ligação afetiva entre criador e personagem que “I Play Rocky” pretende explorar.

Produção dramatiza obstáculos financeiros e criativos

O roteiro se concentra nas dificuldades de levantar financiamento, nas discussões contratuais para manter Stallone no papel principal e nas filmagens em ritmo acelerado que caracterizaram o longa de 1976. O drama ainda destaca a resistência inicial de executivos de estúdio que duvidavam da viabilidade de um protagonista pouco conhecido interpretado pelo próprio autor do texto.

Segundo material de divulgação, o longa-metragem apresentará bastidores como a venda do roteiro, a aposta arriscada em um orçamento enxuto e a relação de Stallone com o elenco que viria a se tornar icônico. Embora detalhes de duração ou classificação indicativa ainda não tenham sido divulgados, a obra foi categorizada como drama biográfico.

“I Play Rocky” chega aos cinemas em novembro de 2026 e celebra 50 anos da franquia - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Impacto esperado na temporada de prêmios

A parceria entre Farrelly e Amazon MGM Studios sugere expectativas altas. “Green Book” venceu três estatuetas do Oscar, e cinebiografias voltadas a trajetórias de superação costumam atrair a atenção da Academia. O lançamento em novembro, período tradicionalmente disputado por candidatos a premiações, reforça esse objetivo.

Franquia segue viva em outros formatos

Além do novo longa, o universo de “Rocky” continua ativo por meio do spin-off “Creed”. Protagonizada por Michael B. Jordan como Adonis Creed, a série já conta com três filmes lançados em 2015, 2018 e 2023. Stallone participou dos dois primeiros capítulos, mas ficou de fora do terceiro.

Em relação a “Creed 4”, Jordan declarou publicamente ter interesse em dar continuidade à narrativa “quando houver uma história à altura”, sinalizando que a franquia deve manter fôlego nos próximos anos. Ainda não há confirmação de cronograma para essa produção.

Datas-chave

• 13 de novembro de 2026 — estreia limitada de “I Play Rocky” em território norte-americano.
• 20 de novembro de 2026 — expansão para todo o país.
• 21 de novembro de 2026 — marco oficial dos 50 anos desde o lançamento de “Rocky”.

Expectativa de público e mercados internacionais

Embora a Amazon MGM ainda não tenha detalhado o plano de distribuição fora dos Estados Unidos, a história de superação ligada à cultura pop possui apelo global. Em mercados onde “Rocky” manteve popularidade ao longo das décadas — inclusive o Brasil —, espera-se anúncio de datas próximas ao calendário norte-americano.

Veja também:
Lucasfilm prepara novos filmes e reescreve impacto de “A Ascensão Skywalker” sete anos após a estreia

Estreia da 3ª temporada de “Shrinking” destaca luta contra Parkinson e recomeços dos personagens

Resumo

“I Play Rocky” reconstitui a jornada de Sylvester Stallone desde a concepção do roteiro até o lançamento do filme que transformou sua carreira, com estreia marcada para coincidir quase exatamente com o cinquentenário do primeiro “Rocky”. Dirigido por Peter Farrelly e estrelado por Anthony Ippolito, o longa traz elenco que retrata figuras centrais na realização do clássico e reforça o legado de uma das franquias esportivas mais célebres do cinema.

Com o novo título e a possibilidade de futuros capítulos de “Creed”, a saga iniciada em 1976 se mantém no centro das atenções, explorando não apenas os ringues, mas também os bastidores que tornaram Rocky Balboa um símbolo de perseverança.

Lucasfilm prepara novos filmes e reescreve impacto de “A Ascensão Skywalker” sete anos após a estreia

Star Wars vai mudar a sua forma de ver A Ascensão Skywalker.
Imagem: Reprodução

Sete anos após o lançamento de “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker”, a Lucasfilm decidiu revisitar a era da trilogia sequencial e, na prática, reescrever o desfecho inicialmente anunciado para a Saga Skywalker. A medida ocorre em meio à saída de Kathleen Kennedy da presidência do estúdio, posição que ocupava desde 2012, e tem como foco dois projetos cinematográficos já em desenvolvimento: um filme centrado em Rey Skywalker e uma nova trilogia comandada por Simon Kinberg.

Por que “A Ascensão Skywalker” seria o capítulo final

Lançado em dezembro de 2019 e dirigido por J. J. Abrams, “A Ascensão Skywalker” foi planejado como conclusão de nove episódios iniciados em 1977. O longa encerrou o arco da família Skywalker com a ressurreição do Imperador Palpatine, a formação da chamada Ordem Final e a decisão de Rey – neta de Palpatine – de assumir o sobrenome Skywalker após derrotar o vilão. A cena final, na qual a protagonista observa os sóis gêmeos de Tatooine, reforçou a sensação de ciclo fechado.

Após a estreia, a Lucasfilm anunciou apenas produções fora da cronologia principal, como o longa autônomo de Taika Waititi, a trilogia de Rian Johnson e o projeto “Rogue Squadron”. Na época, o estúdio afirmou que a narrativa dos Skywalker havia chegado ao fim.

Recepção negativa e virada de rota

Apesar da bilheteria robusta, “A Ascensão Skywalker” sofreu forte contestação de parte do público e da crítica, que criticaram o uso de nostalgia considerada forçada e um roteiro visto como confuso. Com o tempo, o filme passou a figurar nas listas de produções menos bem-avaliadas da franquia, o que pressionou a Lucasfilm a repensar o futuro da saga.

A saída de Kathleen Kennedy, oficializada neste ano após sucessivas críticas sobre a condução criativa da marca, abriu caminho para um reposicionamento estratégico. A nova direção decidiu que, em vez de ignorar a trilogia de 2015-2019, os próximos filmes iriam revisitar e expandir seus eventos para corrigir lacunas narrativas.

Filme de Rey Skywalker: 15 anos depois dos eventos de 2019

O primeiro passo será o longa focado na reconstrução da Ordem Jedi por Rey. Daisy Ridley voltará ao papel, e Sharmeen Obaid-Chinoy (duas vezes vencedora do Oscar de documentário) permanece confirmada na direção. A história se passa 15 anos após “A Ascensão Skywalker”. Nesse período, Rey treina novos aprendizes, lida com o legado dos Skywalker e enfrenta desafios decorrentes de seu parentesco com Palpatine.

A ambientação temporal relativamente distante permite certa autonomia ao roteiro, mas a ligação com o Episódio IX é inevitável. Elementos como o sabre de luz amarelo, o status de Rey como “última Jedi” e a ausência de uma ordem estruturada serão pontos de partida obrigatórios.

Trilogia de Simon Kinberg mira Episódios X, XI e XII

Paralelamente, Simon Kinberg – roteirista e produtor conhecido por seu trabalho nos filmes dos X-Men – desenvolve uma trilogia que, segundo fontes da indústria, será numerada como Episódios X, XI e XII. A iniciativa rompe a promessa de encerrar a Saga Skywalker no nono capítulo e deve constituir a próxima etapa oficial da cronologia principal.

Detalhes de enredo permanecem em sigilo, mas a expectativa é que a narrativa dialogue diretamente com o longa de Rey. O objetivo seria alinhar ambos os projetos para reavaliar decisões tomadas em 2019 e introduzir ameaças inéditas, equilibrando nostalgia e inovação.

Novo foco em períodos pós-sequência

Enquanto o futuro imediato revisita a era pós-Episódio IX, a Lucasfilm também trabalha em cenários situados em momentos distintos da linha do tempo. O diretor Shawn Levy prepara um filme provisoriamente apelidado de “Starfighter”, que se passa além do período de Rey. Há ainda projetos ambientados em fases anteriores, como a Velha República, exploradas nas séries de streaming.

Lucasfilm prepara novos filmes e reescreve impacto de “A Ascensão Skywalker” sete anos após a estreia - Imagem do artigo original

Imagem: Ana Nieves

A diversificação temporal busca atender a diferentes segmentos do público, mas a prioridade atual é recuperar a confiança dos fãs na parte mais recente da saga. Recontar e expandir o final da trilogia sequencial é visto internamente como oportunidade para corrigir problemas de recepção e abrir novas portas para a franquia cinematográfica.

Desafios para o próximo Episódio X

A principal dificuldade para o Episódio X será equilibrar elementos clássicos – como a luta entre luz e sombra, heróis relutantes e dramas familiares – com temas inéditos que evitem a sensação de repetição. Toda produção Star Wars recente gerou debates acalorados: “O Despertar da Força” foi acusado de reciclar “Uma Nova Esperança”; “Os Últimos Jedi” foi visto como ruptura brusca; “A Ascensão Skywalker” tentou conciliar ambos os caminhos e desagradou a muitos.

Com a nova trilogia, a Lucasfilm pretende estipular previamente um arco coeso, evitando mudanças de rumo entre filmes que prejudicaram a sequência anterior. A intenção declarada é desenvolver personagens novos sem desconsiderar protagonistas já conhecidos, como Rey, Finn e Poe Dameron, caso suas presenças se alinhem à trama.

Calendário e status de produção

Ainda sem título oficial, o filme de Rey segue na fase de roteiro, com previsão de início das filmagens em 2025 e lançamento estimado para 2027. Já a trilogia de Kinberg aguarda aprovação final do roteiro do primeiro longa para definir cronograma, mas a meta interna é estrear o Episódio X até o fim da década.

Enquanto isso, as séries para o Disney+ continuam a desenvolver pontes narrativas. Produções como “The Mandalorian”, “Ahsoka” e “Skeleton Crew” expandem o período entre a trilogia original e a sequência, fornecendo contexto adicional para acontecimentos que antecedem “A Ascensão Skywalker”.

Veja também:
Estreia da 3ª temporada de “Shrinking” destaca luta contra Parkinson e recomeços dos personagens.

Final de Magnum indica novo embate com o DODC e deixa futuro do herói em aberto

O que muda para a franquia

Ao optar por retornar à linha temporal imediata ao Episódio IX, a Lucasfilm sinaliza que o capítulo lançado em 2019 não representa mais um ponto final definitivo. As novas produções prometem aprofundar as consequências da derrota de Palpatine, esclarecer o destino da Primeira Ordem e revelar o processo de reconstrução dos Jedi sob a liderança de Rey.

Com isso, “A Ascensão Skywalker” passa de conclusão da saga a peça intermediária em um arco maior. O movimento reafirma a vitalidade comercial da marca e a disposição do estúdio em revisar seus próprios planos para atender expectativas de fãs e investidores.

Resta agora acompanhar como os roteiros integrarão críticas anteriores e se o novo rumo conseguirá restaurar parte do entusiasmo perdido desde 2019. A resposta começará a ser conhecida quando as câmeras finalmente voltarem a filmar uma galáxia muito, muito distante.

Estreia da 3ª temporada de “Shrinking” destaca luta contra Parkinson e recomeços dos personagens

Paul enfrenta avanço do Parkinson e recebe incentivo de Michael J. Fox

A primeira cena retoma a rotina noturna de Paul (Harrison Ford) e Julie (Wendie Malick). Tremores impedem o personagem de colocar pasta na escova de dentes, reflexo claro de medicamentos que já não surtem tanto efeito. A gravidade da situação fica evidente no consultório médico, onde Paul conhece Gerry, paciente interpretado por Michael J. Fox. A conversa direta entre os dois — repleta de humor ácido — contextualiza diferentes estágios da doença. Gerry resume o sentimento de forma crua: “Estamos todos no mesmo trem para Sucksville”.

Ao se despedir, Gerry deixa um recado que serve como mantra para Paul: “Estou aqui, então dane-se o Parkinson”. A frase impulsiona o terapeuta a viver intensamente, o que inclui arrastar Jimmy para um passeio de carro nada tranquilo.

Estreia da 3ª temporada de “Shrinking” destaca luta contra Parkinson e recomeços dos personagens - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Jimmy e Louis mantêm amizade improvável

A motivação de “seguir em frente”, pontuada no fim da temporada anterior, continua presente. Jimmy (Jason Segel) não só perdoou Louis (Brett Goldstein), motorista responsável pela morte de Tia, como também transformou o ex-cliente em confidente. Juntos, os dois tentam enfrentar a culpa e os receios de retomar a rotina. Jimmy aconselha Louis a retomar a carreira, enquanto lida com a iminente ida de Alice (Lukita Maxwell) para a universidade. O acordo entre eles é simples: “finja até conseguir”.

Veja também:
Final de Magnum indica novo embate com o DODC e deixa futuro do herói em aberto

Mangá Under Doctor surge como sucessor mais improvável de House M.D.

Gabby assume o papel de cerimonialista do casamento

Diante do quadro clínico de Paul, ele e Julie decidem oficializar a união para facilitar cuidados futuros. O plano inicial era uma assinatura rápida no cartório, mas Gabby (Jessica Williams) recusa a ideia de um evento sem emoção. Convencido após insistência da amiga, Paul pede Julie em casamento de forma espontânea — e divertida — quinze minutos antes da cerimônia improvisada na própria casa. Jimmy atua como celebrante, arrancando risadas dos convidados.

Alice é recrutada pelo time de futebol de Wesleyan

Talento em campo já comprovado desde a primeira temporada, Alice sonhava com vaga na Wesleyan University. A presença de um observador da instituição no jogo aumenta a ansiedade da jovem e a apreensão de Jimmy, que tenta compensar anos de ausência. Com apoio de Liz (Christa Miller), Derek (Ted McGinley) e todo o círculo familiar estendido, Alice faz partida impecável e recebe oferta imediata para integrar a equipe universitária. O convite, porém, desperta conflito: aceitar significa afastar-se do ambiente de segurança recém-reconstruído.

Brian e Charlie aprendem a estabelecer limites com a mãe biológica

Selecionados por uma gestante na temporada anterior, Brian (Michal Urie) e Charlie (Devin Kawaoka) preparam o quarto do bebê. Liz, autoproclamada “capataz da decoração”, lidera a reforma. Ao convidar Ava, mãe biológica, para conhecer o espaço, o casal percebe pedidos detalhados da visitante sobre cores e disposição dos móveis. Brian teme falta de limites e pretende propor contato restrito a relatórios anuais. No momento da conversa, porém, ele se sensibiliza com a solidão de Ava. O episódio sugere que a mãe participará mais ativamente da nova família.

Cerimônia sela compromisso e revela novo sintoma de Paul

Com todos reunidos, o casamento de Paul e Julie apresenta clima leve, marcado por discurso afetuoso de Jimmy e dança coletiva no quintal. A sequência termina com possível faísca entre Jimmy e Meg, filha de Paul. Logo depois, Paul encontra Gerry na cozinha, degustando bolo. Quando tenta apresentá-lo a Julie, percebe que o amigo não existe: trata-se de alucinação, sintoma possível do Parkinson em estágio avançado. O susto confirma que, apesar de comemorações, os desafios de saúde continuarão pautando a temporada.

Panorama dos personagens ao fim do episódio

  • Paul: Motivado a “viver o máximo”, mas agora lidando com alucinações.
  • Julie: Recém-casada, preparada para dedicar-se ao cuidado do marido.
  • Jimmy: Relação com a filha se fortalece, mesmo com a partida iminente para a faculdade.
  • Alice: Convida todos a comemorarem oferta da Wesleyan, mas sente o peso da mudança.
  • Louis: Encorajado a retomar a carreira, ainda cauteloso sobre novas exposições.
  • Gabby: Celebra sucesso como “wedding planner” improvisada, vivendo romance com Derek.
  • Brian e Charlie: Preparam-se para chegada do bebê, revendo fronteiras com Ava.

Com humor, empatia e conflitos reais, a abertura da terceira temporada reafirma o mote de “Shrinking”: a vida continua, quer os personagens estejam prontos ou não. O episódio também sinaliza que o avanço da doença de Paul será eixo narrativo, contrastando com as conquistas dos demais e reforçando a urgência de aproveitar o presente.

Final de Magnum indica novo embate com o DODC e deixa futuro do herói em aberto

Todos os oito episódios de Magnum chegaram de uma só vez ao Disney+, e o capítulo final encerra o arco principal de Simon Williams, mas levanta questões importantes sobre o futuro do Departamento de Controle de Danos (DODC) e do próprio herói no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

Quem é o foco

Simon Williams, vivido por Yahya Abdul-Mateen II, é um aspirante a ator com habilidades sobre-humanas que sempre temeu revelar seus poderes. Depois de conseguir o papel principal no reboot cinematográfico “Magnum”, ele se vê prestes a conquistar a fama em Hollywood, enquanto encara as consequências dos eventos que o levaram até esse momento.

O que acontece no final

No desfecho da temporada, Simon abandona a cautela e assume de vez sua identidade heroica. Determinado a libertar o amigo Trevor Slattery, preso em uma instalação de segurança máxima do DODC, ele elabora um plano de infiltração. Fingindo preparar-se para um novo papel, passa a seguir um funcionário comum do órgão, coleta rotinas internas e descobre falhas de segurança. A operação termina com a fuga de Trevor e a primeira demonstração pública de voo de Wonder Man, poder até então mantido em segredo.

Quando e onde

A trama se desenvolve na Los Angeles contemporânea do MCU. O resgate ocorre no interior de uma penitenciária administrada pelo DODC logo após Simon concluir as filmagens do longa-metragem que leva seu nome.

Como o plano é executado

Usando a cobertura de “imersão para composição de personagem”, Simon acompanha o funcionário do DODC no dia a dia, aprende protocolos de acesso e carrega discretamente dispositivos de disrupção eletrônica. Durante a visita ao complexo, sabota sistemas de travamento e abre caminho até a cela de Trevor. A fuga envolve a derrubada de drones de vigilância e, no clímax, Simon revela a capacidade de voar, carregando Trevor pelos ares e escapando antes da chegada de reforços.

Por que isso é importante

A ação coloca o DODC como antagonista direto do herói e expõe vulnerabilidades do órgão responsável pelo gerenciamento de ameaças super-humanas. O episódio confirma também o retorno da agência em Spider-Man: Brand New Day, sugerindo futuras represálias contra Wonder Man e possíveis conexões com outros títulos do MCU.

Trevor Slattery: fugitivo outra vez

Interpretado por Ben Kingsley, Trevor volta a ser considerado terrorista ao simular uma explosão em um estúdio de cinema como parte da fuga. Embora livre, ele agora vive na clandestinidade. A série indica que Trevor pode buscar refúgio em Ta Lo, local apresentado em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Caso ocorra, abre-se um elo direto entre Simon Williams e Shang-Chi, potencializando participações cruzadas em produções futuras.

Consequências para a identidade de Simon

O resgate expôs as habilidades de Magnum a testemunhas dentro do DODC e fora dele. Várias pessoas já sabem que Simon Williams e o herói são a mesma pessoa, ameaçando sua carreira em Hollywood, onde o preconceito contra indivíduos poderosos permanece forte. Ainda não está claro se Simon conseguirá manter a vida dupla ou se terá de abraçar definitivamente a atuação como super-herói.

Final de Wonder Man indica novo embate com o DODC e deixa futuro do herói em aberto - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Possível participação em Avengers: Doomsday

Não há cena pós-créditos que confirme a volta de Wonder Man em Avengers: Doomsday. No entanto, a ligação com Shang-Chi, via Trevor, cria uma rota plausível para integrar a equipe liderada por Sam Wilson. O envolvimento dependerá da disponibilidade de Simon, que pode priorizar compromissos artísticos caso continue escondendo seus poderes do grande público.

Segunda temporada em avaliação

A Marvel Television ainda não confirmou oficialmente a produção de uma segunda temporada. Brad Winderbaum, chefe do estúdio, declarou que novos episódios dependem da recepção do público. Como Wonder Man estreia com 92% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e está classificada como série Marvel Spotlight — linha menos centralizada na cronologia principal —, as chances de renovação são consideradas altas, mas condicionadas ao desempenho de audiência.

Indícios de formação dos West Coast Avengers

Nos quadrinhos, Wonder Man integra frequentemente os West Coast Avengers, equipe baseada na costa oeste dos Estados Unidos. A série não apresenta menção direta ao grupo, porém fortalece a presença de heróis na região: Ant-Man e Shang-Chi operam em São Francisco, e She-Hulk atua em Los Angeles. Com a chegada de Simon Williams, já há contingente suficiente para formar uma força local, embora Marvel Studios não tenha anunciado planos nesse sentido.

O papel do DODC daqui para frente

Depois de falhar em conter a fuga de Trevor e enfrentar a exposição gerada pelos poderes de Wonder Man, o Departamento de Controle de Danos emerge como antagonista relevante nas produções futuras. Sua atuação em Spider-Man: Brand New Day e o desejo de recapturar Simon devem ampliar a tensão entre super-humanos e autoridades governamentais, tema recorrente desde Civil War.

Ao encerrar a temporada com o herói em liberdade, mas sob risco de perseguição oficial, Magnum estabelece uma base sólida para continuar explorando o conflito entre vida pública, carreira artística e responsabilidade heroica dentro do MCU.

Veja também:
Mangá Under Doctor surge como sucessor mais improvável de House M.D.

Crítica: “Espíritos na Escola” renova fôlego na 3ª temporada e soluciona mistérios pendentes

Mangá Under Doctor surge como sucessor mais improvável de House M.D.

House M.D. de volta às conversas dos fãs
Imagem: Reprodução

Um novo mangá da revista Weekly Shonen Jump, lançado em 25 de janeiro de 2026, colocou a franquia médica House M.D. de volta às conversas dos fãs — mas de um jeito que ninguém previu. “Under Doctor”, obra de estreia do mangaká Takashi Isono em parceria com o professor de medicina Yasuhiko Tomita, apresenta um médico prodígio com métodos inusitados, casos raros e cenas de ação dignas de um shonen, características que o tornaram rapidamente comparável à icônica série estrelada por Hugh Laurie.

Quem é o “novo Dr. House” da Shonen Jump

O protagonista da trama atende pelo nome de Haiji Kino, cirurgião de 26 anos que sofre de incapacidade quase crônica de “desligar” o olhar clínico. Em sua primeira aparição — o capítulo #1 está disponível gratuitamente no aplicativo Manga Plus — Haiji viaja de avião quando um passageiro passa mal subitamente. A cena lembra o 18º episódio da terceira temporada de House, ambientado em um jato corporativo, mas o mangá decide avançar pelos próprios trilhos.

Assim que a equipe de bordo pede auxílio médico, um veterano conceituado, o doutor Makoto Ishiguro, diagnostica intoxicação alimentar. Haiji discorda depois de observar minúsculos “pontos fracos” no corpo do paciente, algo que somente ele consegue ver. Essa habilidade visual permite identificar enfermidades sem qualquer exame complementar, gerando constrangimento para Ishiguro e curiosidade para os passageiros.

Diagnóstico e combate no mesmo capítulo

O tom muda radicalmente quando assaltantes armados invadem a aeronave. A partir daí, “Under Doctor” adota elementos inéditos na comparação com House M.D. — que, apesar de alguns momentos de tensão, raramente envolvia lutas corporais. Haiji utiliza o mesmo “mapa” de pontos vitais que emprega em seus diagnósticos para aplicar pressão precisa no sistema nervoso dos criminosos, neutralizando-os sem armas de fogo ou apoio militar.

Antes do confronto, Haiji realiza uma cirurgia de emergência em Ishiguro, atingido por dois disparos. O texto informa que um procedimento do tipo levaria cerca de 90 minutos em condições ideais, mas o protagonista conclui tudo em 58 minutos improvisando instrumentos na cabine do avião. Em seguida, recorre à acupressão para manter o equilíbrio do passageiro intoxicado até o pouso e a transferência para atendimento especializado.

Consultoria médica real sustenta a fantasia

A revista esclarece que todos os roteiros passam pelo crivo do professor Yasuhiko Tomita, da Escola de Medicina da Universidade Kyorin, em Tóquio. A colaboração busca garantir acurácia em descrições de patologias, exames e intervenções, ainda que a obra adote licença poética para cenas de combate. Tomita já atuou como consultor em dramas japoneses de hospital, mas “Under Doctor” marca a primeira vez que participa diretamente de um mangá semanal.

Comparações inevitáveis com House M.D.

Desde seu início em 2004, House M.D. conquistou audiência por misturar sarcasmo, raciocínio rápido e diagnósticos improváveis. Com oito temporadas, a série exibida até 2012 inspirou diversas produções, de “Lie to Me” a “Watson”. Entretanto, nenhuma havia transplantado a fórmula para uma mídia impressa de ação serializada. Agora, fãs reconhecem em Haiji a mesma autoconfiança do Dr. Gregory House — ainda que troque o bastão por golpes de Kyūsho.

Alguns elementos reforçam a herança: empenho em desvendar casos raros, ceticismo em relação a opiniões alheias e a clássica sensação de que “tudo pode piorar” antes de melhorar. Até o bordão irônico de House, “nunca é lúpus”, aparece indiretamente; no mangá, até o momento, Haiji não identificou a doença em nenhum paciente.

Publicação semanal e acesso gratuito

“Under Doctor” integra a edição dominical da Weekly Shonen Jump, publicada pela Shueisha desde 1968. Leitores internacionais podem acompanhar os capítulos no aplicativo Manga Plus simultaneamente ao lançamento japonês, sem custo. A disponibilização global segue a estratégia que popularizou títulos como “One Piece”, “Naruto” e o recente “Kaiju No. 8”.

Por enquanto, apenas o capítulo inaugural foi divulgado, mas a recepção tem sido positiva nas redes sociais, com avaliações que destacam a mistura entre thriller médico e pancadaria típica de shonen. Usuários recordaram inclusive uma cena de House em que o médico lê um mangá fictício chamado “Bad Medicine”, enxergando nisso uma “profecia” do novo título da Jump.

Atração para dois públicos distintos

O lançamento agrada tanto fãs de animes e mangás quanto entusiastas de séries médicas. Para o primeiro grupo, a habilidade “weak point vision” funciona como um recurso visual de batalha, próximo ao “Byakugan” de “Naruto” ou à análise corporal de “Hunter x Hunter”. Para o segundo, importa a fidelidade na apresentação de sintomas, exames e tratamentos. A consultoria acadêmica ajuda a balancear realismo e dramaturgia.

Sem melodrama romântico — ao menos por enquanto

A série House gerou críticas na fase “Huddy”, apelido para o relacionamento entre House e a diretora do hospital, Lisa Cuddy. Já em “Under Doctor”, o capítulo de estreia foca inteiramente no heroísmo de Haiji e na dinâmica com Ishiguro, sem espaço para triângulos amorosos ou pausas sentimentais. Editores, no entanto, costumam introduzir personagens secundários conforme a trama avança; as próximas semanas definirão se o mangá manterá a proposta estritamente médica ou abrirá margem para subtramas românticas.

Próximos passos para a produção

Se a recepção inicial se mantiver, a obra poderá garantir lugar fixo na bancada da Jump, evitando o cancelamento precoce que atinge muitos estreantes. A possibilidade de adaptação em anime já é ventilada por fãs, que citam a curiosidade de ver canais de medicina no YouTube reagindo aos episódios, a exemplo do que ocorre com as análises de Dr. Mike sobre House M.D.

No momento, a equipe criativa concentra esforços em ampliar o portfólio de doenças raras e, simultaneamente, desenvolver coreografias de luta que façam uso verossímil do mapeamento corporal de Haiji. Como a revista é semanal, novas informações sobre o rumo da série devem surgir a cada domingo.

Enquanto isso, quem sentia falta da sagacidade ácida de Gregory House encontra em “Under Doctor” um sucessor improvável, combinado a golpes rápidos, adrenalina em pleno voo e diálogos carregados de autoconfiança. Resta acompanhar se o jovem doutor manterá o ritmo ou, tal qual seu antecessor televisivo, acabará “pulando o tubarão” em busca de novos picos de audiência.

Veja também:
Crítica: “Espíritos na Escola” renova fôlego na 3ª temporada e soluciona mistérios pendentes

Série “Wonder Man” reforça tendência de finais inconclusivos no Universo Marvel

Crítica: “Espíritos na Escola” renova fôlego na 3ª temporada e soluciona mistérios pendentes

Espíritos na Escola 3° temporada
Imagem: reprodução

Paramount+, 28 de janeiro de 2026 — A terceira temporada de “Espíritos na Escola” estreia com a missão de responder às questões que pairavam desde o último intervalo da série. Nas três primeiras horas disponibilizadas para a imprensa, a produção cumpre a promessa: resolve pontas soltas do segundo ano, apresenta novas regras para a convivência entre vivos e mortos e, ainda assim, encontra espaço para semear mistérios inéditos.

Quem, o quê, quando, onde e por quê

A trama continua acompanhando Maddie Nears (Peyton List), estudante presa entre o mundo dos vivos e dos mortos no colégio Split River. Depois de descobrir que não estava realmente morta — revelação que encerrou a temporada inaugural — e de ver a investigação sobre o enigmático Sr. Martin (Josh Zuckerman) dominar o segundo ano, a série precisava definir um rumo claro. Os novos episódios, com estreia marcada para 28 de janeiro e oito capítulos no total, estabelecem esse norte.

Logo na primeira meia hora, o roteiro esclarece três pontos centrais que intrigavam os fãs:

  • Segurança de Maddie: a protagonista confirma sua condição híbrida após o resgate dramático do final da segunda temporada.
  • Situação de Wally (Milo Manheim): o atleta parece ter cruzado para outro plano, mas seu destino é tratado sem rodeios, evitando especulações excessivas.
  • Comportamento de Simon (Kristian Ventura): o melhor amigo de Maddie retorna com consequências psicológicas visíveis, conectando o mundo material ao espiritual de maneira mais orgânica.

Ritmo acelerado elimina sensação de estagnação

Um dos principais problemas apontados pelo público na temporada anterior era a cadência. Embora as revelações fossem impactantes, o avanço lento diluía a tensão. A terceira temporada adota estratégia oposta: utiliza o conhecimento acumulado sobre as regras do “limbo escolar” para mergulhar direto na ação. O espectador não precisa aguardar episódios inteiros por respostas; elas chegam rapidamente, liberando espaço para novas ameaças.

Veja também:
Parede de Heróis de Starfleet Academy levanta temores sobre o destino de personagens de Strange New Worlds

Episódio 4 de The Beauty estreia hoje no Disney+; horários e teorias

Essa decisão editorial oxigena a série. O foco deixa de ser apenas “o que aconteceu com Maddie?” e passa a explorar as ramificações de um universo onde fronteiras entre vivos e mortos se tornaram porosas. O resultado é um efeito de reset que, paradoxalmente, não ignora conquistas passadas, mas reconfigura o tabuleiro.

Novo ponto de equilíbrio entre os dois mundos

Até aqui, “School Spirits” narrava a história majoritariamente pela ótica dos fantasmas, com breves incursões no cotidiano dos alunos vivos. Agora, a balança se iguala. As regras apresentadas sobre as “cicatrizes” — marcas deixadas por eventos traumáticos que permitem a interação — ganham aprofundamento. A produção mostra como esses ferimentos dimensionais podem ampliar ou suprimir a presença dos espíritos, criando circunstâncias instáveis em diferentes áreas do campus.

Essa redefinição transforma o colégio em território mais imprevisível. Salas de aula, corredores e o ginásio passam a alternar entre “zonas seguras” e “zonas de choque”, onde ambos os planos colidem. Consequentemente, conflitos até então restritos aos fantasmas começam a afetar estudantes de carne e osso.

Chegada de Jennifer Tilley altera o tom

A inclusão de novos personagens reforça a sensação de renovação. Jennifer Tilley é o destaque: a atriz assume o papel da Dra. Deborah Hunter-Price, profissional convocada para avaliar os estranhos fenômenos de Split River. Em poucas cenas, Tilley injeta humor sombrio e ironia, contrastando com o drama adolescente predominante. A presença dela amplia o alcance da narrativa, sugerindo que autoridades externas podem, finalmente, notar as anomalias da escola.

Outros novatos completam o elenco, mas a série não sacrifica o desenvolvimento do grupo original. Cada integrante do núcleo fantasma — Charley (Nick Pugliese), Rhonda (Sarah Yarkin) e companhia — recebe motivações condizentes com o novo cenário, evitando relegar antigos coadjuvantes ao esquecimento.

“School Spirits” renova fôlego na 3ª temporada e soluciona mistérios pendentes - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Mistérios inéditos mantêm Split River em alerta

Com as pendências anteriores resolvidas, os roteiristas introduzem um problema central ainda não revelado por completo, mencionado apenas como “Evento 14-B” em conversas clandestinas. A alusão bastou para instalar clima de urgência: professores vivos demonstram desconforto sem entender as causas, fantasmas sentem instabilidade energética e avistamentos simultâneos de figuras desconhecidas se multiplicam. Ao mesmo tempo, o limiar entre permanência e travessia de alguns espíritos começa a fluctuar, abrindo possibilidades dramáticas importantes.

A ideia de múltiplos conflitos em paralelo abre terreno para teorias. Entretanto, a montagem evita excesso de linhas narrativas. Transições fluidas entre núcleos e uso inteligente de cliffhangers mantêm coesão, ainda que personagens atuem em frente de batalha distintas.

Aspectos técnicos e avaliação inicial

Visualmente, a série mantém paleta fria e iluminação contrastante, mas adota cores mais saturadas quando as dimensões se sobrepõem. É um recurso simples que ajuda a sinalizar mudanças de ambiente sem recorrer a diálogos expositivos. A trilha também evolui: sintetizadores melancólicos cedem espaço para percussão suave, reforçando a sensação de urgência.

O resultado desses ajustes é um começo de temporada sólido o bastante para justificar a nota preliminar de 9/10 atribuída pela reportagem. A pontuação reflete:

  • Resolução ágil de tramas antigas;
  • Introdução de novos personagens carismáticos;
  • Equilíbrio entre drama adolescente, suspense sobrenatural e humor;
  • Construção de mistério principal promissor sem descartar arcos paralelos.

Se a série sustentar o ritmo até o oitavo episódio, há caminho livre para consolidar “School Spirits” como uma das franquias jovens mais engenhosas do streaming atual.

Calendário de exibição

Os oito capítulos serão liberados semanalmente, sempre às quartas-feiras. O final da temporada está previsto para 18 de março de 2026. A Paramount+ não confirmou renovação, mas, internamente, a equipe trabalha com linhas narrativas que podem ser concluídas nesta fase ou expandidas para um eventual quarto ano.

Por ora, o principal recado aos espectadores é claro: as respostas que pareciam distantes chegam já nos minutos iniciais da nova temporada. Em troca, surgem enigmas capazes de alterar permanentemente a dinâmica de Split River. Para quem aguardava definições desde o hiato, a recompensa vale a espera.

Série “Wonder Man” reforça tendência de finais inconclusivos no Universo Marvel


A conclusão da série “Wonder Man”, lançada recentemente pelo Disney+, reacendeu o debate sobre a crescente quantidade de histórias sem desfecho claro dentro da Saga do Multiverso da Marvel Studios. O episódio final acompanha Simon Williams em sua missão derradeira ao lado de Trevor Slattery, mas encerra a narrativa sem qualquer indicação oficial de quando – ou se – o herói voltará a aparecer no Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

Quem é o novo protagonista

Simon Williams, conhecido nos quadrinhos como Wonder Man, foi introduzido na televisão como um ator fracassado que, após um experimento perigoso, ganha habilidades sobre-humanas. A série apresenta sua trajetória, marcada por conflitos internos e por uma improvável amizade com Trevor Slattery – o ex-Mandarim de “Homem de Ferro 3”. Ao longo de oito episódios, o público acompanha a transformação do personagem em herói, mas a produção opta por não encaminhar o destino de Williams para nenhuma obra futura.

Veja também:
A Série Magnum Quase Cancelada: A História Não Contada dos Bastidores da Marvel Studios

O que acontece no final

No episódio de encerramento, Williams consegue frustrar os planos de uma corporação que pretende comercializar tecnologia capaz de manipular energia iônica – a mesma fonte de seus poderes. Após impedir o desastre, ele e Slattery partem em um jato particular, deixando para trás a possibilidade de confronto imediato com outras forças do MCU. O capítulo termina sem cena pós-créditos, dispositivo tradicionalmente usado pela Marvel para sinalizar próximos passos na franquia.

Uma crítica recorrente

Desde 2019, quando “Vingadores: Ultimato” encerrou a Saga do Infinito, o estúdio acumulou projetos que introduzem novos personagens, mas não confirmam sua continuidade. Shang-Chi, os Eternos, Jennifer Walters (a She-Hulk) e até mesmo o Visão são exemplos de figuras que ainda aguardam definições concretas dentro do calendário de lançamentos.

A ausência de pistas concretas também se estende a tramas centrais. Em “Eternos” (2021), Arishem leva parte do grupo para julgamento cósmico; dois anos depois, não há confirmação de sequência. Em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (2021), a cena pós-créditos sugere uma investigação sobre as origens dos anéis, mas o arco segue sem atualização. Já em “She-Hulk: Defensora de Heróis” (2022), a narrativa quebra a quarta parede e não estabelece qual será o próximo passo de Jennifer Walters nos cinemas ou no streaming.

Comparação com a Saga do Infinito

Doze anos separam “Homem de Ferro” (2008) de “Vingadores: Ultimato” (2019), período marcado por interligações frequentes: filmes solo apresentavam pistas sobre o vilão Thanos, cenas pós-créditos antecipavam o próximo lançamento e, nos longas de equipe, a evolução de cada herói era retomada de forma coesa. Esse modelo criou uma expectativa de continuidade que, segundo parte do público, não se consolidou na fase atual.

Impacto na recepção dos fãs

O índice de engajamento da audiência vem sofrendo oscilações. Enquanto as redes sociais registram entusiasmo pontual por novos personagens, também surgem questionamentos sobre a direção geral da saga. Os dados de audiência de “Cavaleiro da Lua”, “Ms. Marvel” e “Eco” evidenciam que a base de fãs continua atenta, mas menos confiante de que cada estreia reverberará em eventos maiores.

Expectativa para “Vingadores: Doomsday”

Anunciado para o fim deste ano, “Vingadores: Doomsday” é divulgado como sequência espiritual de “Vingadores: Ultimato” e ponto de convergência da Saga do Multiverso. No calendário oficial da Marvel Studios, o filme será o primeiro longa do grupo desde 2019. Com isso, cresce a pressão para que a produção esclareça o paradeiro de heróis ausentes e defina o antagonista central que assumirá a posição outrora ocupada por Thanos.

Diante das incertezas, analistas da indústria apontam dois caminhos possíveis: retomar personagens já apresentados, estabelecendo ligações diretas com “WandaVision”, “Shang-Chi” e “Eternos”, ou concentrar esforços em figuras novas, como Kang, introduzido em “Loki”. A decisão pode ditar o ritmo da franquia até o encerramento da atual fase.

Série “Wonder Man” reforça tendência de finais inconclusivos no Universo Marvel - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Wonder Man como síntese do problema

A exemplo das produções citadas, “Wonder Man” oferece um arco completo para seu protagonista, mas não delimita sua próxima aparição. A falta de menção explícita a “Vingadores: Doomsday” ou a qualquer derivado reforça a percepção de que o estúdio tem priorizado histórias autônomas, sem compromisso imediato com a integração ampla.

Trevor Slattery, que já apareceu em “Homem de Ferro 3” (2013) e “Shang-Chi” (2021), deixa o final da série como parceiro de Williams. Contudo, nada sugere que o ator britânico interpretado por Ben Kingsley continuará em futuras fases. Essa indefinição se soma à ausência de um codinome oficial para Wonder Man no universo filmado, detalhe que tradicionalmente indica consolidação de heróis na linha do tempo principal.

Por que a estratégia mudou

Profissionais próximos à produção citam três fatores principais para a adoção de finais abertos:

  • Agenda de lançamentos em constante ajuste, impactada por atrasos de filmagem e reorganização de datas.
  • Aposta no formato de séries limitadas, que favorece narrativas concluídas em si mesmas.
  • Busca por medir a recepção do público antes de investir em contratos de longo prazo com elencos extensos.

Mesmo internamente, no entanto, há consenso de que a estratégia precisa de adaptação, sobretudo após resultados de bilheteria abaixo do esperado em títulos recentes. A Marvel Studios ainda não confirmou oficialmente uma segunda temporada de “Wonder Man” nem participação de Simon Williams em longas-metragens.

Calendário sem confirmações

Até agora, as únicas presenças garantidas na próxima produção dos Vingadores são heróis veteranos, como Sam Wilson (o novo Capitão América) e Doutor Estranho. De resto, a lista permanece sujeita a alterações, dependendo da disponibilidade dos atores e do rumo dos roteiros em desenvolvimento.

Ponto de atenção para a Marvel Studios

A repercussão de “Wonder Man” evidencia a necessidade de sinalizar ao público o papel de cada herói na construção de um arco maior. Sem isso, parte da audiência mantém a sensação de que personagens e tramas correm risco de desaparecer após seus respectivos projetos solo, prejudicando a continuidade que consolidou a marca ao longo da última década.

Por ora, Simon Williams voa rumo ao pôr do sol, e os espectadores seguem sem saber quando voltarão a vê-lo. Cabe a “Vingadores: Doomsday” – ou a algum anúncio oficial anterior – indicar se o MCU retomará a prática de conectar, de forma explícita, cada capítulo do seu universo compartilhado.

Parede de Heróis de Starfleet Academy levanta temores sobre o destino de personagens de Strange New Worlds


A recém-revelada Parede de Heróis da série “Star Trek: Starfleet Academy”, ambientada no século XXXII, pode esconder presságios sombrios para integrantes centrais de “Star Trek: Strange New Worlds”. Localizado no Átrio Sato da USS Athena — nave-escola da Academia — o memorial exibe nomes de lendas da Frota Estelar e de figuras reais que trabalharam nos bastidores da franquia. A seleção e os postos finais atribuídos aos homenageados levantaram dúvidas sobre o futuro de La’an Noonien-Singh, Erica Ortegas e Una Chin-Riley, trio que ainda está em ação na fase cronológica anterior da saga.

O que é a Parede de Heróis

Introduzida em “Starfleet Academy”, série situada em 3195, a Parede de Heróis cobre mil anos de história da Frota Estelar. Cada inscrição apresenta o nome e o posto definitivo de oficiais conhecidos, além de algumas personalidades reais ligadas à produção de “Star Trek”. Entre as surpresas estão referências a Almirante Harry S. L. Kim (Garrett Wang) e Embaixador Garak (Andrew Robinson), indicando evoluções de carreira nunca vistas em tela. A lista inclui também personagens de “Strange New Worlds”, exibindo como teriam encerrado suas jornadas na instituição.

Os nomes de Strange New Worlds que aparecem

Segundo as imagens divulgadas do memorial, constam na placa:

  • Capitão Christopher Pike (Anson Mount)
  • Embaixador Spock (Ethan Peck)
  • Comandante Christine Chapel (Jess Bush)
  • Tenente-Comandante Joseph M’Benga (Babs Olusanmokun)
  • Tenente Júnior Sam Kirk (Dan Jeannotte)
  • Capitão Montgomery Scott (Martin Quinn)
  • Comandante Pelia (Carol Kane)

Até aí, nenhuma discordância notável: todos aparecem com patentes que correspondem ou superam as vistas atualmente em “Strange New Worlds”, sugerindo carreiras longas e bem-sucedidas.

O silêncio sobre promoções de La’an e Ortegas

Duas ausências de promoção chamam atenção. Tenente La’an Noonien-Singh (Christina Chong) e Tenente Erica Ortegas (Melissa Navia) surgem na placa ainda como tenentes, sem indicação de avanço hierárquico após os eventos da série ambientada no século XXIII. Como ambas são criações originais de “Strange New Worlds” (não aparecem na tripulação clássica de James T. Kirk), a falta de ascensão gera especulações sobre possíveis despedidas trágicas ou desligamentos prematuros da Frota.

Veja também:
Episódio 4 de The Beauty estreia hoje no Disney+; horários e teorias

CBS divulga elenco completo da 1ª temporada de “America’s Culinary Cup”

Jennifer Grey retoma papel de Baby em continuação oficial de Dirty Dancing, que começa a ser filmada ainda este ano

Adicionalmente, fãs observaram a ausência completa de Una Chin-Riley (Rebecca Romijn), a Número Um da USS Enterprise. Caso não exista outro segmento da parede escondido das câmeras, a omissão pode sinalizar um desfecho ainda mais grave para a oficial, que tampouco integra a era Kirk da franquia original.

Produção de Strange New Worlds caminha para o fim

As gravações da quinta e última temporada de “Strange New Worlds” encerraram-se em dezembro de 2025. Restam 16 episódios inéditos, espalhados pelas temporadas 4 e 5, para explicar como a tripulação de Pike se despedirá antes da chegada definitiva do Capitão James T. Kirk (Paul Wesley) à Enterprise. Durante essa transição, personagens clássicos como Dr. Leonard “Bones” McCoy (Thomas Jane) e Hikaru Sulu (Kai Murakami) devem assumir seus postos, consolidando a formação vista na série de 1966.

O que a placa sugere sobre o destino do trio

A história existente da franquia já apontava que La’an, Ortegas e Una não estariam a bordo na era Kirk, mas a Parede de Heróis reforça a dúvida: terão sido transferidas, terão pedido baixa ou terão perdido a vida em serviço? A menção apenas ao posto de tenente para La’an e Ortegas, sem qualquer título honorífico posterior, favorece teorias pessimistas entre os fãs. A inexistência do nome de Una é, para muitos, um indício ainda mais alarmante.

Parede de Heróis de Starfleet Academy levanta temores sobre o destino de personagens de Strange New Worlds - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Erro ou “documento vivo”?

A regra canônica de “Star Trek” é clara: tudo o que aparece em tela torna-se parte oficial do universo fictício. No entanto, há precedentes de ajustes posteriores em detalhes apresentados anteriormente. O memorial da Academia pode conter equívocos ou omissões decorrentes de espaço físico limitado no cenário. Também é possível que, dentro da própria narrativa, a parede seja considerada um “documento vivo”, suscetível a correções à medida que novas informações históricas emergem.

Um exemplo mencionado por fãs envolve o Tenente Nog (Aron Eisenberg), de “Deep Space Nine”, cujo posto final parece subestimado em relação ao carinho que a série demonstrou pelo personagem. Casos como esse sustentam a hipótese de futuras edições no memorial da USS Athena.

Próximos passos na linha do tempo

O público permanecerá sem respostas definitivas até a exibição das temporadas restantes de “Strange New Worlds”, que devem abordar diretamente a saída de La’an, Erica e Una da Enterprise. A maneira como a produção costurará essa transição — mantendo coerência com o cânone de “Star Trek” e, agora, com a placa do século XXXII — é um dos pontos mais aguardados pelos espectadores.

Já “Starfleet Academy” tem estreia programada para 15 de janeiro de 2026, no Paramount+. A série acompanhará uma nova turma de cadetes que volta às salas de aula após mais de um século de portas fechadas na academia. Ambientada quatro anos depois dos eventos de “Star Trek: Discovery”, a produção promete explorar ameaças inéditas à Federação, ao mesmo tempo que presta homenagem a figuras históricas e contemporâneas da saga.

Enquanto isso, o debate em torno da Parede de Heróis deve continuar acalorado. Até que novas cenas confirmem ou neguem o destino de La’an Noonien-Singh, Erica Ortegas e Una Chin-Riley, as gravações gravadas no século XXXII permanecerão como possível prenúncio de despedidas emocionantes — ou devastadoras — para os fãs de “Strange New Worlds”.