Lucasfilm prepara novos filmes e reescreve impacto de “A Ascensão Skywalker” sete anos após a estreia

Star Wars vai mudar a sua forma de ver A Ascensão Skywalker.
Imagem: Reprodução

Sete anos após o lançamento de “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker”, a Lucasfilm decidiu revisitar a era da trilogia sequencial e, na prática, reescrever o desfecho inicialmente anunciado para a Saga Skywalker. A medida ocorre em meio à saída de Kathleen Kennedy da presidência do estúdio, posição que ocupava desde 2012, e tem como foco dois projetos cinematográficos já em desenvolvimento: um filme centrado em Rey Skywalker e uma nova trilogia comandada por Simon Kinberg.

Por que “A Ascensão Skywalker” seria o capítulo final

Lançado em dezembro de 2019 e dirigido por J. J. Abrams, “A Ascensão Skywalker” foi planejado como conclusão de nove episódios iniciados em 1977. O longa encerrou o arco da família Skywalker com a ressurreição do Imperador Palpatine, a formação da chamada Ordem Final e a decisão de Rey – neta de Palpatine – de assumir o sobrenome Skywalker após derrotar o vilão. A cena final, na qual a protagonista observa os sóis gêmeos de Tatooine, reforçou a sensação de ciclo fechado.

Após a estreia, a Lucasfilm anunciou apenas produções fora da cronologia principal, como o longa autônomo de Taika Waititi, a trilogia de Rian Johnson e o projeto “Rogue Squadron”. Na época, o estúdio afirmou que a narrativa dos Skywalker havia chegado ao fim.

Recepção negativa e virada de rota

Apesar da bilheteria robusta, “A Ascensão Skywalker” sofreu forte contestação de parte do público e da crítica, que criticaram o uso de nostalgia considerada forçada e um roteiro visto como confuso. Com o tempo, o filme passou a figurar nas listas de produções menos bem-avaliadas da franquia, o que pressionou a Lucasfilm a repensar o futuro da saga.

A saída de Kathleen Kennedy, oficializada neste ano após sucessivas críticas sobre a condução criativa da marca, abriu caminho para um reposicionamento estratégico. A nova direção decidiu que, em vez de ignorar a trilogia de 2015-2019, os próximos filmes iriam revisitar e expandir seus eventos para corrigir lacunas narrativas.

Filme de Rey Skywalker: 15 anos depois dos eventos de 2019

O primeiro passo será o longa focado na reconstrução da Ordem Jedi por Rey. Daisy Ridley voltará ao papel, e Sharmeen Obaid-Chinoy (duas vezes vencedora do Oscar de documentário) permanece confirmada na direção. A história se passa 15 anos após “A Ascensão Skywalker”. Nesse período, Rey treina novos aprendizes, lida com o legado dos Skywalker e enfrenta desafios decorrentes de seu parentesco com Palpatine.

A ambientação temporal relativamente distante permite certa autonomia ao roteiro, mas a ligação com o Episódio IX é inevitável. Elementos como o sabre de luz amarelo, o status de Rey como “última Jedi” e a ausência de uma ordem estruturada serão pontos de partida obrigatórios.

Trilogia de Simon Kinberg mira Episódios X, XI e XII

Paralelamente, Simon Kinberg – roteirista e produtor conhecido por seu trabalho nos filmes dos X-Men – desenvolve uma trilogia que, segundo fontes da indústria, será numerada como Episódios X, XI e XII. A iniciativa rompe a promessa de encerrar a Saga Skywalker no nono capítulo e deve constituir a próxima etapa oficial da cronologia principal.

Detalhes de enredo permanecem em sigilo, mas a expectativa é que a narrativa dialogue diretamente com o longa de Rey. O objetivo seria alinhar ambos os projetos para reavaliar decisões tomadas em 2019 e introduzir ameaças inéditas, equilibrando nostalgia e inovação.

Novo foco em períodos pós-sequência

Enquanto o futuro imediato revisita a era pós-Episódio IX, a Lucasfilm também trabalha em cenários situados em momentos distintos da linha do tempo. O diretor Shawn Levy prepara um filme provisoriamente apelidado de “Starfighter”, que se passa além do período de Rey. Há ainda projetos ambientados em fases anteriores, como a Velha República, exploradas nas séries de streaming.

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Imagem: Ana Nieves

A diversificação temporal busca atender a diferentes segmentos do público, mas a prioridade atual é recuperar a confiança dos fãs na parte mais recente da saga. Recontar e expandir o final da trilogia sequencial é visto internamente como oportunidade para corrigir problemas de recepção e abrir novas portas para a franquia cinematográfica.

Desafios para o próximo Episódio X

A principal dificuldade para o Episódio X será equilibrar elementos clássicos – como a luta entre luz e sombra, heróis relutantes e dramas familiares – com temas inéditos que evitem a sensação de repetição. Toda produção Star Wars recente gerou debates acalorados: “O Despertar da Força” foi acusado de reciclar “Uma Nova Esperança”; “Os Últimos Jedi” foi visto como ruptura brusca; “A Ascensão Skywalker” tentou conciliar ambos os caminhos e desagradou a muitos.

Com a nova trilogia, a Lucasfilm pretende estipular previamente um arco coeso, evitando mudanças de rumo entre filmes que prejudicaram a sequência anterior. A intenção declarada é desenvolver personagens novos sem desconsiderar protagonistas já conhecidos, como Rey, Finn e Poe Dameron, caso suas presenças se alinhem à trama.

Calendário e status de produção

Ainda sem título oficial, o filme de Rey segue na fase de roteiro, com previsão de início das filmagens em 2025 e lançamento estimado para 2027. Já a trilogia de Kinberg aguarda aprovação final do roteiro do primeiro longa para definir cronograma, mas a meta interna é estrear o Episódio X até o fim da década.

Enquanto isso, as séries para o Disney+ continuam a desenvolver pontes narrativas. Produções como “The Mandalorian”, “Ahsoka” e “Skeleton Crew” expandem o período entre a trilogia original e a sequência, fornecendo contexto adicional para acontecimentos que antecedem “A Ascensão Skywalker”.

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O que muda para a franquia

Ao optar por retornar à linha temporal imediata ao Episódio IX, a Lucasfilm sinaliza que o capítulo lançado em 2019 não representa mais um ponto final definitivo. As novas produções prometem aprofundar as consequências da derrota de Palpatine, esclarecer o destino da Primeira Ordem e revelar o processo de reconstrução dos Jedi sob a liderança de Rey.

Com isso, “A Ascensão Skywalker” passa de conclusão da saga a peça intermediária em um arco maior. O movimento reafirma a vitalidade comercial da marca e a disposição do estúdio em revisar seus próprios planos para atender expectativas de fãs e investidores.

Resta agora acompanhar como os roteiros integrarão críticas anteriores e se o novo rumo conseguirá restaurar parte do entusiasmo perdido desde 2019. A resposta começará a ser conhecida quando as câmeras finalmente voltarem a filmar uma galáxia muito, muito distante.

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