A atriz Li Jun Li, que interpreta Cat Hardy (a Gata Negra) em Spider-Noir da Amazon Studios no Prime Video, revelou em entrevista exclusiva que ainda acredita em um futuro romântico entre seu personagem e Ben Reilly de Nicolas Cage, mesmo depois que o relacionamento desmorona na 1ª temporada. Segundo a atriz, a traição de Cat não encerra a história de amor entre os dois — apenas pausa um desenvolvimento que pode retomar em futuras temporadas.
Por que Cat Hardy e Ben Reilly não ficam juntos na 1ª temporada de Spider-Noir?
Na série, Cat Hardy segue o padrão clássico da Gata Negra dos quadrinhos: uma mulher que joga seus próprios interesses acima de qualquer relacionamento. Quando Ben Reilly começa a desenvolver sentimentos reais por ela, Cat o trai ao se aliar com outro homem, priorizando sua sobrevivência e objetivos pessoais. É a velha dinâmica da femme fatale noir que não se deixa prender emocionalmente — ou pelo menos é o que aparenta na superfície.
O que Li Jun Li pensa sobre o romance entre Cat e Ben?
Contrário ao que a traição sugere, Li Jun Li interpreta Cat Hardy como uma pessoa fundamentalmente boa presa em circunstâncias difíceis. Em sua análise do personagem, a atriz explicou que, apesar da reputação de femme fatale, Cat genuinamente desenvolveu sentimentos por Ben — algo que ela não experimenta com Flint, seu outro interesse na série. “Eu absolutamente acredito que Cat tem uma conexão real com Ben Riley, e acho que ela estava se apaixonando por ele”, revelou a atriz. “Ainda tenho esperança para eles.”
A dinâmica entre os dois personagens funciona porque Ben é o primeiro homem que Cat encontra em seu nível: alguém tão inteligente, rápido, perspicaz e sarcástico quanto ela. Sua química no banter — aquele diálogo ágil e bem-humorado — é algo que ela não compartilha com Flint, que desapareceu não uma, mas duas vezes ao longo da temporada, deixando Cat tecnicamente abandonada. Nesse vácuo emocional, Ben oferecia a possibilidade de uma conexão autêntica.
Como era trabalhar com Nicolas Cage em Spider-Noir?
Nicolas Cage trouxe uma abordagem inusitada para Ben Reilly: ele descreveu seu método como “interpretar uma aranha fingindo ser uma pessoa”, uma mentalidade que surpreendeu os colegas de elenco. Li Jun Li admitiu que Cage não compartilhou previamente seu processo de trabalho, então no primeiro table read ela se viu completamente imersa na dinâmica dele — e precisou se adaptar rapidamente.
Segundo a atriz, o que mais a impressionou foi a intensidade e a velocidade com que Cage trabalhava. Ele memorizou todas as suas falas desde o primeiro dia de ensaio, o que forçou o elenco inteiro a levar seu trabalho a sério desde o começo, mesmo quando ainda estavam se conhecendo como ensemble. “Ele nos forçou a todos a trazer nosso melhor jogo, até mesmo no table read”, contou Li Jun Li. “Mas nós nos conectamos imediatamente, e alguns de meus cenas favoritas são com Nick.”
Como foi criar uma nova versão da Gata Negra para a série?
A versão de Cat Hardy em Spider-Noir é completamente diferente das iterações em quadrinhos e outras mídias. Li Jun Li e a equipe criativa foram, nas palavras da atriz, “dados uma tela em branco” para construir o personagem. As inspirações vieram de clássicos do cinema noir: Rita Hayworth, Ida Lupino, Kim Basinger em “LA Confidencial” e Barbara Stanwyck encarnavam o arquétipo da femme fatale que moldou a personalidade de Cat.
Onde Spider-Noir se diferencia é na fundamentação do passado do personagem. Enquanto nos quadrinhos o pai de Felicia Hardy é um famoso assaltante internacional, na série ele é retratado como um pequeno ladrão que foi preso, forçando a filha a crescer sozinha em um mundo já familiarizado com crime. Essa versão mais realista e grounded mantém a essência da Gata Negra — sua inteligência, seus instintos de sobrevivência, seu charme manipulador — mas a enraíza em traumas e necessidades materiais muito mais tangíveis.
O diretor Harry Bradbeer trabalhou um dia inteiro com o elenco para construir essas nuances de fundo, puxando elementos da história original de Felicia Hardy mas reinterpretando-os de forma a fazer sentido neste universo noir mais autêntico e visceral. “Definitivamente puxamos do original, mas não sem fazer nossa própria versão”, explicou Li Jun Li.
Fonte: thedirect.com