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Helena Solberg e a invisibilidade que durou 60 anos: homenagem na CineOP como reparação de memória

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Quando Helena Solberg completou 60 anos de carreira no cinema, em 2026, a maioria dos brasileiros nunca havia ouvido falar dela. A homenagem na abertura da 21ª CineOP, em Ouro Preto (25 de junho), não é apenas celebração de uma trajetória. É reparo de memória, reconhecimento público de um apagamento sistemático que começou em 1966 e durou mais de cinco décadas — muito antes da invisibilidade das mulheres cineastas virar pauta.

Helena Solberg não foi esquecida por falta de importância. Ela é reconhecida como a única mulher a participar do movimento do Cinema Novo no Brasil. Em 1983, recebeu um Emmy Award por From the Ashes: Nicaragua Today, documentário sobre política e conflito. Dirigiu quinze documentários e duas ficções, acumulou prêmios em festivais internacionais e desenvolveu uma linguagem audiovisual tão inovadora que influenciaria o documentário brasileiro décadas depois. Apesar dessa trajetória singular, é somente em 2014 que Solberg começa a ser reconhecida no Brasil.

O arquivo brasileiro deixou as mulheres cineastas em baixa resolução

O problema não é acidental. A Entrevista, seu filme de estreia, circulou em baixa resolução até 2022, quando foi digitalizado em 2K a partir de um print de 16mm do Arquivo Nacional. Metaforicamente e literalmente: enquanto filmes de cineastas homens do Cinema Novo ganhavam restaurações e retrospectivas, o trabalho de Solberg permanecia degradado, armazenado no arquivo como um documento de segunda categoria.

Esse problema reflete uma estrutura brasileira onde prioridade para preservação e acesso foi dada a filmes de homens, enquanto filmes feitos por mulheres foram negligenciados e mal preservados. Não é negligência individual. É seleção institucional. E A Entrevista pagou o preço — quem a viu nos últimos trinta anos viu pixels borrados, não a fotografia limpa de Mario Carneiro. Conheceu a censura da degradação.

Solberg respondeu a essa questão na coletiva de imprensa da CineOP com clareza. Referindo-se à perda de filmes de Carmen Miranda anteriores a sua ida para Hollywood — quando apenas quatro minutos sobreviveram — ela afirmou que “a preservação da memória de um país é da maior importância”. Não era uma observação abstrata. Era diagnóstico sobre o próprio apagamento.

Um curta de 1966 que muda tudo quando você o vê completo

A Entrevista, filme de estreia de Helena Solberg em 1966, é um marco do cinema feminista brasileiro. O curta de 19 minutos não era apenas denúncia; era método. A inovação técnica é tão crucial quanto o conteúdo: Solberg usa som assincronizado – técnica que ganharia tração entre cineastas feministas nos anos seguintes – e enquanto vemos uma jovem mulher se preparando para seu casamento, a voz em off apresenta uma imagem menos tranquila, composta por entrevistas em que mulheres burguesas refletem sobre amor, sexo e casamento em uma época quando tal conversa era tabu.

O que parece simples — separar som de imagem — era revolucionário. O filme de Solberg, além de antecipar discussões sociais e políticas, também insinua tendências formais do documentário brasileiro que só se consagraria nos anos 2000. Solberg não apenas fez feminismo. Ela inventou ferramentas para fazê-lo.

Quando questionada sobre ter se considerado uma militante do feminismo, Solberg respondeu que a resposta era mais complicada. Não chegou ao filme com uma tese pronta. “Eu tinha uma trilha sonora e não tinha um filme”, disse ao relembrar o processo. O projeto inicial era apenas entrevistar jovens mulheres. Quase todas desistiram quando souberam que seriam filmadas. Solberg reinventou o roteiro. “Quando eu voltei, o filme aconteceu. E aconteceu um filme muito mais interessante do que se eu tivesse simplesmente feito um documentário de moças contando suas histórias.”

A fronteira invisível entre documentário e ficção

Uma das consequências de Solberg ter sido apagada é que sua reflexão sobre a própria prática também desapareceu. Na coletiva, ela explicou sua recusa permanente em separar documentário de ficção. “Eu acho que todo filme é um documentário, inclusive a ficção. Na ficção você percebe qual é a época, o comportamento, uma série de coisas.”

Essa não era uma posição teórica isolada. Era coerência com sua obra inteira. Sua filmografia se divide em fases: Trilogia da Mulher (década de 1970), Fase Política (1980-1990) e Arte Brasileira em sua fase atual. Cada fase responde a uma questão diferente: como o trabalho feminino é explorado? Como a política externa dos EUA define o futuro da América Latina? Como a arte e a palavra testemunham? Mas todas compartilham o mesmo método: usar arquivo, depoimento e imagem para desmontar narrativas oficiais.

A invisibilidade como experiência criativa

A trajetória de Solberg é também história de abandono geográfico forçado. Na década de 1970, ela passou a residir nos Estados Unidos onde viveu por cerca de 32 anos, realizando 11 documentários para emissoras de televisão como PBS e Corporation for Public Broadcasting. Não foi escolha artística. Foi necessidade econômica — no Brasil sob ditadura, espaço para cinema feminista era escasso. Nos EUA, havia televisão, havia orçamento, havia plataforma.

Mas isso criou um custo: Solberg fez carreira internacional invisível para o Brasil. Seus documentários sobre a América Latina, sobre feminismo, sobre política circulavam em canais estrangeiros. O Brasil a esquecia enquanto ela documentava a própria história do Brasil de longe. O filme Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1994), biografia da cantora luso-brasileira Carmen Miranda, recebeu o prêmio de melhor documentário dramático em Chicago e coloca Solberg em contato com o público do Brasil, para onde retorna após longa temporada vivendo em Nova York. Levou uma restauração de Carmen Miranda para Solberg retornar ao Brasil. Levou seu próprio apagamento como tema para o filme ser finalmente visto.

Na coletiva da CineOP, Solberg foi questionada sobre suas maiores preocupações no cinema contemporâneo. Mencionou a facilidade do digital, que criou “abundância de material”. “Hoje se filma, se filma, se filma.” A montagem ficou mais difícil. Mas o problema real que ela nomeou foi mais amplo: guerra na Palestina, política dos EUA, inteligência artificial, tensões globais. “Tenho muito medo do planeta hoje.” Não era resposta deslocada. Era coerência: uma cineasta que documenta para reparar memória entende que a memória do presente será frágil se não a protegermos agora.

O que essa homenagem muda — e o que permanece aberto

A 21ª CineOP segue o conceito “Um país existe nas imagens que preserva” e destaca a preservação audiovisual, o protagonismo das mulheres no cinema e o papel da educação na formação do olhar. Homenagear Solberg nesse contexto não é nostalgia. É admissão de que a memória audiovisual brasileira foi construída com lacunas de gênero sistemáticas.

Mas a homenagem levanta uma pergunta que a CineOP não pode responder sozinha: quantas outras Helena Solbergs o arquivo audiovisual brasileiro esqueceu? Quantas cineastas estão em baixa resolução, esperando 2022 chegar? E quando chegar, quem as digitalizará?

Solberg continua filmando. Seu trabalho mais recente é Um Filme para Beatrice (2024), em que revisita sua trajetória cinematográfica à luz das lutas feministas no Brasil. Uma cineasta de 88 anos retornando ao próprio apagamento como assunto. Porque entender por que você foi esquecida é, em si, um ato de cinema.

Fonte principal: rollingstone.com.br. Informações complementares: Rolling Stone Brasil, Gossip Notícias, Enciclopédia Itaú Cultural, FGV CPDOC, Cinemateca Brasileira, Another Screen, Academia.edu (Mariana Tavares).

O critica de Seth Rogen a Sylvester Stallone ignora o verdadeiro legado do ator

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Seth Rogen afirmou que Sylvester Stallone fez apenas cerca de quatro bons filmes ao longo de sua carreira, comentário que viralizou após um episódio recente do podcast Funny You Ask com Ike Barinholtz. A declaração é tão provocativa quanto problemática — não porque Rogen não tenha direito à opinião pessoal, mas porque reduz uma das carreiras mais complexas do cinema de ação a uma métrica que ignora precisamente o que torna Stallone importante.

O que Rogen realmente argumentou — e por que soa tão vazio

Segundo Rogen, Demolidor merecia ser considerado um bom filme, enquanto Tango & Cash era apenas “divertido” sem alcançar a qualidade real. O ator também descartou toda a franquia Rocky — não uma ou duas sequelas fracas, mas todos os filmes. Essa posição revela menos sobre Stallone e mais sobre a hierarquia de valores que Rogen usa para avaliar cinema: aparentemente, um filme de ficção científica futurista merit mais crédito que uma saga de boxe que redefiniu o gênero de drama esportivo.

A crítica ganha ainda menos peso quando Rogen compara Stallone com Arnold Schwarzenegger, afirmando que “Stallone talvez não seja tão bom quanto Schwarzenegger. Nem chega perto”. Essa comparação ressurge a cada década — e a cada década, os dados contradizem a narrativa romântica de superioridade de Schwarzenegger.

Os números que Rogen ignorou

Se a qualidade é subjetiva, a bilheteria não. Stallone recebeu uma Golden Globe e prêmios de crítica, além de indicações para três Oscars e dois BAFTA Awards, sendo um dos apenas dois atores na história (ao lado de Harrison Ford) a ter estrelado um filme número 1 em bilheteria em seis décadas consecutivas. Filmes nos quais apareceu arrecadaram mais de 7,5 bilhões de dólares em todo o mundo.

Há uma diferença entre “filmes que eu pessoalmente não apreci” e “filmes que fracassaram”. A bilheteria total da carreira de Stallone é de US$ 2,8 bilhões no mercado interno norte-americano e US$ 6,3 bilhões no mundo todo, superando a carreira inteira de Schwarzenegger de US$ 2,1 bilhões domesticamente e US$ 5,4 bilhões globalmente. Rogen pode achar Rocky chato; o público mundial discorda radicalmente.

A questão que ninguém faz: qualidade para quem?

Aqui está o ponto que a crítica casual ignora. Stallone tem uma carreira de mais de cinco décadas, entregando atuações em mais de 78 filmes. Nenhum ator estrelando tantos projetos mantém uma taxa de acerto de 50%. Nem Kurosawa, nem Scorsese, nem Spielberg. A grande maioria dos atores cai dramaticamente em qualidade e relevância após os 50 anos. Stallone, aos 77 anos, continua em Tulsa King — uma série que encontrou público real, não curiosidade nostálgica.

Se Rogen quer discutir que apenas quatro filmes de Stallone sobrevivem a uma crítica rigorosa de cinema (acima de 7.0 no IMDb, digamos), ele tem razão — assim como teria razão sobre 90% dos atores de sua geração. A questão útil seria: quantos atores conseguiram manter uma carreira relevante por seis décadas enquanto criavam personagens que atravessaram gerações? A resposta é tão pequena que cabe em uma mão.

Schwarzenegger vs. Stallone: por que essa rivalidade voltou à tona

Quando Rogen reviveu a comparação com Schwarzenegger, ele tocou em uma ferida que os dois atores já cicatrizaram — mas a internet nunca esquece. Atualmente, Stallone e Schwarzenegger são grandes amigos, mas no começo da carreira compartilhavam uma rivalidade feroz. Em entrevista conjunta recente, Schwarzenegger admitiu que a “disputa” o ajudou a alcançar novos patamares, e Stallone confessou que quando Arnold apareceu, finalmente tinha algo que o motivava, chamando-o de “ameaça”.

O que ambos reconhecem agora — e que críticos como Rogen parecem ignorar — é que essa rivalidade não tinha um vencedor claro porque os dois operavam em universos diferentes. Schwarzenegger dependia menos de franquias do que Stallone, o que mudou ao longo dos anos, e sua carreira foi interrompida pela política. Stallone, por outro lado, dominou a construção de marcas duráveis: Rocky, Rambo, Os Mercenários. Quando se trata de “quantos grandes papéis you criou que duraram décadas”, Stallone vence.

O que essa crítica diz sobre o gosto atual

Há um problema subjacente no argumento de Rogen que merece atenção. Quando ele desqualifica toda a franquia Rocky, ele está realmente criticando um inteiro subgênero de cinema — o drama esportivo de baixo orçamento que se torna fenômeno cultural. Rocky nasceu de um script que Stallone escreveu, e o filme conquistou dez indicações ao Oscar, vencendo Melhor Filme, e gerou uma das séries cinematográficas mais bem-sucedidas da história.

A avaliação de Rogen privilegia um tipo específico de qualidade: experimentos visuais (Demolidor), construção de mundos futuristas, sofisticação técnica. Ela não valoriza o que Stallone fez melhor — dramaturgia de personagem, construção de mito cultural, comunicação direta com o público de trabalho. Essas são escolhas estéticas legítimas. Mas apresentá-las como verdade universal é falta de honestidade crítica.

Stallone hoje: o que fica em aberto

Enquanto Rogen fazia seu comentário casual em um podcast, Stallone continua trabalhando. O episódio de Funny You Ask saiu após Stallone demonstrar interesse contínuo em projetos relevantes, e sua presença em televisão premium (Tulsa King no Paramount+) mantém seu nome em pauta — não como nostalgia, mas como ator que ainda consegue carregar uma série. Isso não é o suficiente para Rogen? Talvez não. Mas é relevante para o público que o assiste.

A real questão não é se Stallone fez bons filmes — é o que “bom” significa quando você está medindo a carreira de um homem que alterou a linguagem do cinema de ação, criou personagens para cinco décadas, e manteve relevância quando quase todos seus pares desapareceram. Por essa métrica, Stallone não fez quatro filmes bons. Fez uma carreira boa — e rara.

Fonte principal: observatoriodocinema.com.br. Informações complementares: ComicBasics, Variety, Wikipedia, AdoroCinema, Canaltech, Rolling Stone Brasil, CNN Brasil.

O surpreendente melhor álbum do Queen, na opinião de Brian May

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Made in Heaven, lançado há 31 anos, nunca foi considerado por fãs como o pico criativo do Queen. Mas Brian May colocou o álbum póstumo em um patamar raramente visto no discurso público: não apenas um de seus melhores trabalhos, mas seu álbum favorito do Queen. A questão não é técnica ou estética — é emocional e, segundo May, espiritual.

Por que Brian May ama Made in Heaven mais que Bohemian Rhapsody

Made in Heaven foi lançado em 6 de novembro de 1995, construído a partir de gravações que Freddie Mercury deixou registradas antes de sua morte em 1991. Esse fato é conhecido. Menos conhecida é a transformação visceral que o álbum sofreu na consciência de May — de um projeto traumático a um testamento de amor inigualável.

A declaração de May não saiu de uma única entrevista. Em podcast com a BBC Radio 5 Live e novamente em entrevista ao jornal The Guardian, ele reafirmou que Made in Heaven é seu favorito pessoal do Queen, descrevendo-o como um trabalho carregado de “profundidade tanto no conteúdo espiritual quanto em emoção”. Essa repetição intencional sugere algo além da nostalgia — uma avaliação madura de um álbum que, na superfície, parecia incompleto.

“Acho que é um dos nossos melhores álbuns, estranhamente. Eu amo o álbum, posso colocá-lo a qualquer hora. Vale ouro puro.”

Brian May, entrevista ao jornal The Guardian (em tradução livre)

A palavra “estranhamente” importa. Ela revela que May sabe que sua escolha desafia a hierarquia comum (Bohemian Rhapsody, Somebody to Love, We Are the Champions). E ainda assim, ele insiste. Não porque o álbum é tecnicamente revolucionário — ninguém faz essa afirmação — mas porque captou algo que estúdios mais polidos não conseguem: o peso de encerrar uma conversa com alguém que já não pode responder.

O processo de assemblagem que quase destruiu May emocionalmente

Made in Heaven foi tudo menos uma sessão de estúdio normal. Freddie Mercury gravou suas vocais nos últimos meses de vida, deixando instruções para que Brian May, Roger Taylor e John Deacon completassem as composições depois. May descreveu o processo como “estranho e traumático”.

May passou “horas, dias e semanas” trabalhando em cada fragmento das performances de Freddie, passando o dia inteiro ouvindo a voz do amigo, polindo e lapidando. Não era apenas técnica: era luto condensado em forma de estúdio. Havia momentos em que começava a comentar algo sobre a qualidade de uma performance, até que se dava conta de que Freddie não estava mais lá. Isso exigia que ele saísse do estúdio para se recuperar.

Mas a percepção mudou com o tempo. Contrariando a melancolia inicial, a percepção de May sobre Made in Heaven se transformou. Quando finalmente conseguiu ouvir o álbum completo em paz, descobriu que não havia ali apenas dor — havia propósito.

Uma estrutura que resiste melhor que parece

Made in Heaven coloca lado a lado faixas que datam de épocas radicalmente diferentes. Algumas foram gravadas ainda nos anos 1980, outras nos últimos meses de vida de Freddie, enquanto algumas vieram de álbuns solo de Mercury anteriormente não aproveitados. “Bohemian Rhapsody” teve uma estrutura obsessivamente planejada. Made in Heaven é um colcha de retalhos — e exatamente isso que o torna especial, na visão de May.

O álbum contém 13 faixas, incluindo a mais curta do Queen (“Yeah”, com 4 segundos) e uma das mais longas, uma faixa oculta com quase 23 minutos. Há experimentalismo, há pop convencional, há baladas. É fragmentado — deliberadamente. E foi exatamente essa fragmentação que exigiu que os três membros remanescentes se sentassem juntos e fisicamente remontassem o Freddie que deixou para trás.

Roger Taylor afirmou que décadas de trabalho prepararam o Queen para isso, que conheciam Freddie tão bem que conseguiam intuitivamente completar frases e melodias que ele deixou inacabadas. Isso não é produção — é canalismo. É adivinhar o que um fantasma teria feito.

O que diferencia emoção de nostalgia

A reavaliação de May de Made in Heaven não ocorre sozinha. O álbum alcançou o #1 nas paradas britânicas e vendeu aproximadamente 20 milhões de cópias mundialmente, um sucesso que afasta a hipótese de que o carinho de May é apenas saudade pessoal. Números não mentem — a audiência reconheceu algo ali.

Mas há um detalhe crítico: Made in Heaven nunca foi reclamado como um “clássico do Queen” na mesma categoria de A Night at the Opera ou The Game. Culturalmente, sempre ocupou uma posição secundária — respeitável, mas menor. Talvez por ser póstumo. Talvez por ser incompleto, tecnicamente falando. May desafia exatamente essa hierarquia ao dizer que justamente a fragilidade e a urgência do álbum são suas fortalezas.

Quando um criador rejeita sua obra mais aclamada para elevar seu trabalho mais contestável, ele não está sendo contraditório — está sendo honesto. Made in Heaven exigiu coragem emocional de uma forma que hits anteriores não pediram. Exigiu que May confrontasse tanto a morte de um colega quanto a morte de uma era. Nenhuma guitarra consegue fazer isso. Nenhuma produção consegue replicar aquilo.

Por isso o álbum resiste. Por isso o guitarrista volta a ele com frequência. Porque Made in Heaven não é um produto — é um documento de como três homens transformaram luto em ritmo, ausência em voz, e fragmentos em um todo que continua falando ao mesmo tempo que guarda silêncio.

Fonte: rollingstone.com.br

Xbox hardware unit sales hit historic low in US

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Obrigado pelo contexto detalhado, mas preciso esclarecer um ponto importante:

O problema estrutural do feed

O feed fornecido não é sobre cinema, séries de TV, cultura pop de entretenimento visual ou conteúdo audiovisual. É uma notícia de mercado de hardware/tecnologia sobre vendas de consoles Xbox.
Salada de Cinema é um site de crítica e cultura pop cinematográfica — cobertura de filmes, séries, atores, diretores, franquias e análise audiovisual. O assunto do feed (vendas de hardware Xbox nos EUA) está completamente fora do escopo editorial do site.

Cenários possíveis:

1. O feed foi fornecido por engano — você pretendia um post sobre um filme/série/tema audiovisual?
2. Você quer que eu adapte a lógica editorial do protocolo para um tema de tech/mercado — mas isso descaracterizaria “Salada de Cinema”
3. Você deseja testar o protocolo mesmo assim — posso fazer, mas o resultado seria um post deslocado do DNA do site

Próximos passos:

Qual é sua intenção?
– Forneça um feed sobre cinema/séries/cultura pop para que eu execute o protocolo corretamente?
– Ou prefere que eu proceda com a análise de Xbox mesmo sabendo que não se alinha ao editorial do site?
Aguardo orientação antes de prosseguir com a pesquisa e redação.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

‘Xica da Silva’, com Zezé Motta, terá cópia restaurada exibida na 21ª CineOP

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A cópia restaurada de Xica da Silva estreia na 21ª CineOP neste sábado, 28 de junho, antes de retornar aos cinemas em 16 de julho pela Sessão Vitrine Petrobras. Mas a restauração do clássico dirigido por Cacá Diegues não é apenas técnica — é política. Aos 50 anos de lançamento, o filme que levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas volta em 4K para reafirmar o espaço de uma obra que o cinema brasileiro ainda tenta digerir.

Resumo rápido

  • Pré-estreia: 28 de junho (sábado), na CineOP em Ouro Preto
  • Relançamento comercial: 16 de julho nos cinemas, com distribuição Sessão Vitrine Petrobras
  • Qualidade: Restauração em 4K pela primeira vez em exibição pública
  • Debate programado: 30 de junho, com Débora Butruce (restauradora) e Renata Magalhães (viúva de Diegues)

O filme que o cinema brasileiro construiu e evita discutir

Em 1976, enquanto nos Estados Unidos Sylvester Stallone treinava ao som de Rocky, por aqui Zezé Motta lançava seu feitiço sobre todos à sua volta. Xica da Silva conquistou prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz no Festival de Brasília, mas o mérito real estava em outro lugar: colocar uma mulher negra no centro absoluto da narrativa, sem sacrificá-la à tragédia ou ao remorso.

A diferença entre Xica da Silva e outras obras do período é que Cacá Diegues distancia-se da proposta crítica do Cinema Novo para criar uma comédia com alcance público, enquanto críticos como Jairo Ferreira reconheciam que o filme se destacava “no panorama medíocre do atual cinema brasileiro” porque conseguia conquistar públicos sem o “mal gosto da pornochanchada”. Não era alegoria disfarçada de drama — era provocação direta.

Zezé Motta e a consagração que ninguém reconhece plenamente

Além do imenso sucesso de público, Xica da Silva representou a consagração de Zezé Motta, que foi amplamente aclamada pela crítica e recebeu os principais prêmios do cinema nacional por sua atuação, entre eles o Prêmio Air France, o Coruja de Ouro e o Prêmio Governador do Estado. Mas 50 anos depois, a conversa sobre Zezé raramente começa aqui — começa em debates sobre representatividade que a colocam no passado, quando ela nunca deixou de estar no presente.

Zezé permanece como um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, símbolo de resistência para a comunidade negra. Restaurar Xica da Silva em 4K é restaurar também essa presença, devolvendo a definição de sua performance ao invés de deixá-la embaçada no arquivo.

Uma alegoria que o regime temia (e que ainda causa desconforto)

Em 1976, o Brasil vivia sob a ditadura civil-militar e a censura continuava atuando sobre a produção artística; diante das limitações, cineastas recorreram à alegoria histórica para discutir questões contemporâneas. A escolha de Cacá Diegues pelo século XVIII do Arraial do Tijuco não era acidental: era forma de falar sobre o presente sem enfrentar diretamente os mecanismos repressivos.

Em um país marcado por anos de repressão política e moral, o filme oferecia uma forma singular de catarse coletiva — ver os símbolos da autoridade colonial sendo ridicularizados por uma mulher negra provocava um sentimento de identificação e libertação raramente experimentado no cinema nacional. O regime não censurou formalmente porque a alegoria funcionava, mas o filme nunca perdeu esse incômodo político.

A restauração em 4K não apaga essa leitura — intensifica-a. A clareza digital expõe o luxo, a vaidade, a ironia. Não deixa escapatória para quem quiser ler apenas como comédia.

O impacto que números não conseguem medir

Com cerca de 4 milhões de espectadores — segundo as estimativas mais frequentemente citadas pela historiografia do cinema brasileiro —, Xica da Silva transformou-se em um dos maiores sucessos de bilheteria da história do país. Foi o primeiro filme de Cacá Diegues a ser escolhido para representar o Brasil no Oscar.

Mas o impacto real está em gerações de espectadores — especialmente mulheres negras — que viram a si mesmas protagonizando uma história que a literatura, o teatro e o cinema até então ofereciam apenas como figuração. O filme reposicionou o protagonismo negro e feminino no cinema brasileiro de forma que, meio século depois, ainda ecoa nas discussões sobre representatividade.

O que a CineOP representa para obras como esta

A CineOP, Mostra de Cinema de Ouro Preto, chegou à sua 21ª edição, consolidando-se como referência nacional e internacional por sua proposta inédita de integrar preservação, história e educação em uma ampla programação cultural. Enquanto muitos festivais concentram-se no lançamento de filmes, a mostra mineira amplia o debate para temas estruturantes da cultura: preservação, educação, memória e patrimônio.

Escolher Xica da Silva para a pré-estreia da restauração não é apenas reconhecer sua importância histórica — é decidir que certos filmes, certos personagens, certas atrizes merecem estar disponíveis para as próximas gerações em qualidade original, não degradada. É um gesto editorial de memória.

O que esperar agora

O relançamento em 16 de julho marca mais que uma volta aos cinemas. Restaurar Xica da Silva é preservar a força de uma obra que rompeu padrões, exaltou a cultura negra, colocou uma mulher no centro da narrativa e conquistou o público sem abrir mão de sua ousadia.

A restauração em 4K vai expor detalhes que 50 anos de cópias desgastadas esconderam — o trabalho de fotografia, a sofisticação dos cenários, a precisão das expressões de Zezé Motta. Uma obra que o Brasil construiu coletivamente através das bilheterias agora volta para ser vista como merece ser vista: nítida, presente, intransponível.

Fonte: rollingstone.com.br

Roteirista de It e Annabelle vai salvar o roteiro de Five Nights at Freddy’s 3

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Os dois primeiros filmes de Five Nights at Freddy’s construíram uma base sólida de bilheteria, mas deixaram para trás um problema que nenhuma quantia de animatrônicos bem-feitos poderia disfarçar: um roteiro que críticos ignoravam. Agora, Gary Dauberman, roteirista conhecido por trabalhos em It: A Coisa, A Freira e Annabelle, foi anunciado para escrever o terceiro capítulo, marcando a primeira mudança significativa na arquitetura narrativa da franquia.

Pôster oficial de Five Nights at Freddy's 3 com animatrônicos da franquia
Five Nights at Freddy's 3 está previsto para outono de 2027 com direção de Emma Tammi (Reproducao / Universal)

Resumo rápido

  • Roteirista confirmado: Gary Dauberman, por The Hollywood Reporter
  • Diretora: Emma Tammi deve retornar ao comando
  • Elenco esperado: Josh Hutcherson, Piper Rubio e Elizabeth Lail devem voltar
  • Produção: Scott Cawthon continua como produtor
  • Lançamento: Previsto para outono de 2027 (sem data oficial confirmada)

O roteiro como ponto fraco reconhecido

Os filmes anteriores foram financeiramente bem-sucedidos, mas não conquistaram críticos. Dauberman traz a chance de melhorar a qualidade do próximo capítulo. A mudança aponta para uma estratégia clara: a Universal e a Blumhouse não vão repetir a receita anterior, que dependia da nostalgia dos fãs de jogos para mascarar problemas estruturais de narrativa.

Até agora, Scott Cawthon, criador dos games, havia co-escrito o primeiro filme e tido crédito único no segundo. Essa decisão funcionou comercialmente — o primeiro filme arrecadou US$ 297,2 milhões globais e o segundo US$ 239,6 milhões — mas deixou a série vulnerável a críticas por falta de profundidade narrativa.

Gary Dauberman e o legado das adaptações de horror

Dauberman é conhecido por ter assinado os roteiros de It: A Coisa, A Freira, Annabelle, A Hora do Vampiro e Until Dawn: Noite do Terror, entre outros. Seu portfólio representa algo raro no cinema de horror: a capacidade de transformar mitologias complexas em narrativas cinematográficas coesas. Ele escreveu o filme de 2017 que adaptou Stephen King e quebrou recordes de bilheteria, além de ter escrito múltiplas sequências da franquia Annabelle no universo da Conjuração.

Isso importa para Five Nights at Freddy’s porque a franquia original dos games carrega uma mitologia densa — lore que permite múltiplas interpretações, personagens mortos desencarnados em máquinas, serial killers com histórias entrelaçadas. O desafio não é assustar; é fazer a história sustentar o susto.

Uma correção de rumo sem abandono criativo

Emma Tammi permanecerá como diretora, o que sinaliza continuidade visual e tonal. A mudança é de roteiro, não de visão geral. Cawthon segue envolvido como produtor, garantindo que a integridade das referências aos games não seja descartada — apenas melhor estruturada.

Isso é uma aposta dupla: contratar um profissional comprovado em adaptações para equilibrar a participação criativa do criador original. O objetivo é que Dauberman possa usar sua experiência para contar uma história que capture a energia dos jogos enquanto impressiona críticos e público.

O elenco que retorna e o que fica em aberto

É incerto se Josh Hutcherson, Piper Rubio e Elizabeth Lail retornarão, mas muitos são esperados. Matthew Lillard, que interpreta William Afton, também aparece nos créditos em discussões de continuação — embora nenhuma confirmação formal tenha sido feita sobre seu retorno. O final do segundo filme deixou duas linhas abertas: Afton intacto em seu traje de mola e Vanessa possuída pela Marionete, filha de Henry Emily, o que sugere que o terceiro capítulo tem material narrativo pronto para expandir.

O que esperar agora

A contratação de Dauberman sinaliza que a franquia não busca apenas repetir fórmulas de bilheteria. O mercado de horror adaptado em 2026 exigiu esse movimento: sequências precisam validar suas escolhas criativas, não apenas suas contas. Indústria relata que filmagens podem ocorrer no verão de 2026 com lançamento previsto para outono de 2027, embora nenhuma data tenha sido oficializada.

Se Dauberman conseguir fazer em Five Nights at Freddy’s o que fez em It — transformar uma história conhecida em roteiro que impressiona críticos sem frustrar fãs — a franquia pode finalmente sair do limbo: comercialmente bem-sucedida, mas narrativamente questionada. Caso contrário, o terceiro filme carregará a pressão de um experimento que não funcionou.

Fonte principal: observatoriodocinema.com.br. Informações complementares: The Hollywood Reporter, Variety, Bloody Disgusting, Collider, Cinepop.

‘Reign in Blood’: uma autópsia da obra-prima do Slayer e do thrash metal

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O Slayer desembarca em São Paulo no dia 17 de dezembro de 2026 para uma única apresentação no Allianz Parque, marcando o retorno da banda ao Brasil. Mas este não é um show convencional: a banda apresentará o disco Reign in Blood na íntegra, celebrando os 40 anos de seu trabalho mais feroz e definidor de uma era. Lançado em 20 de outubro de 1986 pela Def Jam Recordings, Reign in Blood transcendeu as dimensões de um álbum de metal extremo para se tornar o manifesto definitivo do thrash metal e a maior influência para tudo que veio depois na música extrema global.

Quando a velocidade e a brutalidade encontram a precisão

O que tornou Reign in Blood tão transformador não foi apenas seu conteúdo musical, mas como foi capturado. O álbum foi a primeira colaboração do Slayer com o produtor Rick Rubin, cuja contribuição ajudou a banda a evoluir seu som. Rubin fez algo radical: em vez de tratar tudo igual (o que dilui o essencial), ele não tratou o Slayer como Black Sabbath. A lógica era outra — uma banda que toca extremamente rápido exige um tratamento de gravação diferente.

A música é abrasiva e mais rápida que os lançamentos anteriores, ajudando a estreitar a lacuna entre thrash metal e seu predecessor punk hardcore, e é tocada numa média de 220 batidas por minuto. Lombardo na bateria não era apenas um instrumento; era um personagem. Rubin enxergou isso e o colocou em primeiro plano, deixando que os riffs de King e Hanneman complementassem, não dominassem. O resultado foi cristalino: ouviam-se detalhes antes enterrados no caos.

A duração compacta do trabalho — o legado duradouro de Reign in Blood é inversamente proporcional à sua duração, com dez faixas totalizando 29 minutos de violência musical — não foi acidente. Quando Rubin perguntou à banda se sabiam o quanto era curto, os integrantes responderam “e daí?”, observando que o álbum inteiro cabia em um lado de fita cassete. Isso não era uma limitação; era uma arma. Cada segundo contava.

Angel of Death abre um portão que ninguém esperava

Se há um momento que marca o ponto de não-retorno, é a abertura com “Angel of Death”. A faixa é uma declaração de guerra ao próprio conceito de metal palatável. Escrita por Jeff Hanneman, a música traz como tema central os experimentos humanos do médico nazista Josef Mengele em Auschwitz — uma escolha controversa que gerou acusações imediatas de simpatia pelo nazismo, que a banda sempre refutou alegando interesse puramente documental sobre o horror histórico.

Mas aqui está o ponto: após “Angel of Death”, o disco não oferece respiro genuíno até muito depois. O Slayer decidiu abandonar alguns dos primeiros temas satânicos explorados em seu álbum anterior Hell Awaits, com Araya descrevendo seus novos temas como “mais em nível social”. O que isso significa é que não estavam mais flertando com fantasia — estavam documentando realidade. Psicopatia, crime, morte, fascínio mórbido pela destruição humana. Temas brutais e concretos, não metáforas evanescentess.

E na outra ponta do disco está “Raining Blood”, o encerramento épico que sintetiza toda a atmosfera apocalíptica. A introdução com som de tempestade seguida de três pancadas isoladas na bateria prepara o terreno para um dos riffs mais famosos da história do thrash metal. Escrita por Jeff Hanneman e Kerry King, a música tem um conceito religioso que trata sobre derrotar o Céu, e conclui com um minuto de efeitos de chuva antes de silenciar abruptamente.

O álbum que abriu as portas para o metal extremo

Segundo AllMusic, o terceiro álbum do Slayer, Reign in Blood, inspirou o gênero death metal inteiro. Isso não é hipérbole crítica. Ao tornar seu som mais agressivo tanto instrumental quanto liricamente, acelerando a velocidade e adicionando doses cavalares de peso, o grupo formado por Tom Araya, Kerry King, Jeff Hanneman e Dave Lombardo foi diretamente responsável pelo surgimento e popularização do metal extremo; bandas seminais do death metal como Death, Possessed e Atheist, mesmo sendo contemporâneas do Slayer, foram profundamente influenciadas por Reign in Blood.

A crítica especializada compreendeu isto imediatamente. O álbum foi o primeiro do Slayer a entrar na Billboard 200, alcançando a posição 94, e recebeu uma nota A+ do crítico Clay Jarvis da Stylus Magazine, que o chamou de “definidor de gênero” e “o maior álbum de metal de todos os tempos”, observando que “Angel of Death” “supera qualquer banda tocando rápido e/ou pesado hoje”. Em 2006, a Metal Hammer o nomeou “o melhor álbum de metal dos últimos 20 anos”.

O que os críticos viram foi claro: a banda tinha criado não apenas um disco mais pesado ou mais rápido, mas um novo idioma. Ao lado de Anthrax’s Among the Living, Megadeth’s Peace Sells… but Who’s Buying? e Metallica’s Master of Puppets, Reign in Blood é creditado com a definição do som da emergente cena de thrash metal americano de meados dos anos 1980. Mas diferentemente de seus pares, o Slayer nunca domesticou seu som. Enquanto Metallica e Megadeth exploravam variações e nuances, o Slayer dobrourse sobre si mesmo — mais agressivo, mais rápido, sem acomodação.

O que esperar do show em dezembro

A apresentação em 17 de dezembro de 2026 contará com dois convidados especiais: Korzus, um dos nomes mais importantes do thrash metal brasileiro, e Kreator, uma das bandas mais influentes da história do thrash metal alemão. Diferente das apresentações que o Slayer fará em festivais internacionais ao longo de 2026, o show em São Paulo será exclusivo.

Este não é apenas um momento nostalgia. Quando uma banda como o Slayer escolhe voltar após anos de retiro e executa um de seus álbuns mais brutais na íntegra, está fazendo uma afirmação clara: este é o trabalho que define tudo que fazemos, e merece ser experienciado na totalidade. Para quem viveu os anos 1980 e 1990, é um reencontro com a juventude. Para quem descobriu o disco depois, é a chance de compreender por que Reign in Blood continua sendo o padrão ouro da música extrema — 40 anos depois.

Fonte: rollingstone.com.br

Stuart Não Consegue Salvar o Universo: Sheldon ainda não foi confirmado, mas Ramona abre a possibilidade

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Jim Parsons ainda não foi confirmado em Stuart Não Consegue Salvar o Universo, apesar das especulações alimentadas pelo retorno de Ramona Nowitzki no novo trailer divulgado em junho. O aparecimento da personagem interpretada por Riki Lindhome abre a possibilidade de um encontro multiversal com Sheldon, mas a HBO Max não oficializou nenhuma participação de Parsons na série que chega em 23 de julho.

Ramona Nowitzki como pesquisadora em referência à série original The Big Bang Theory
Ramona trabalhou como pesquisadora ao lado de Sheldon na série original, criando base narrativa para retorno multiversal (Reproducao / Warner Bros)

Resumo rápido

  • Estreia: 23 de julho na HBO Max
  • Elenco confirmado: Kevin Sussman, Lauren Lapkus, Brian Posehn e John Ross Bowie
  • Cameos confirmados: Riki Lindhome, Christine Baranski, Wil Wheaton, Joshua Malina, Teller e Jon Cryer
  • Formato: 10 episódios semanais às quintas-feiras
  • Sheldow em cenas novas: não confirmado

A aposta em Ramona como porta de entrada para o multiverso

O trailer de Stuart Não Consegue Salvar o Universo entrega uma estratégia inteligente: em vez de trazer Sheldon e Leonard nos papéis originais (o que exigiria cachês de Jim Parsons e Johnny Galecki), a série usa versões alternativas de personagens para explorar o multiverso. Ramona aparece não por acaso — sua ligação histórica com Sheldon a torna a candidata perfeita para gerar especulação sobre um encontro paralelo.

Na série original, Ramona era obsessionada por Sheldon, trabalhou ao seu lado como pesquisadora e até o beijou pouco antes dele pedir Amy em casamento. Sua presença agora levanta uma questão narrativa óbvia: e se em alguma realidade alternativa, os dois realmente terminaram juntos? Essa possibilidade abriria espaço para Sheldon aparecer como versão alternativa — não necessariamente como o cientista que conhecemos, mas como outra encarnação dele em um universo diferente.

O não-dito é mais estratégico que a confirmação

A HBO Max claramente deixou a especulação em aberto. Wil Wheaton, Joshua Malina, Christine Baranski, Teller e Jon Cryer já têm participações confirmadas através de vazamentos e análises de trailer, mas nenhum deles é Sheldon Cooper. A ausência de Jim Parsons das listas oficiais não é acidental — é parte da estratégia de marketing. Manter o mistério ao seu redor gera mais engajamento que confirmar sua volta imediatamente.

Essa tática revela algo importante sobre como a série deseja ser percebida: Stuart Não Consegue Salvar o Universo não é sobre trazer os personagens principais de volta. É sobre expandir o universo criativo de The Big Bang Theory usando ferramentas que a série original nunca teve — um streaming sem restrições de plateia, liberdade para fazer ficção científica pesada, e a premissa do multiverso como desculpa narrativa para reinventar tudo.

Quando Ramona significa mais que Sheldon

Se Sheldon aparecer, será uma participação especial. Se não aparecer, Ramona sozinha consegue carregar o peso narrativo de lembrar que Sheldon está no centro da premissa (o dispositivo que causa o apocalipse é criação dele). A série não depende de Jim Parsons para explorar consequências do universo que ele ajudou a construir.

Historicamente, Ramona nunca foi um personagem principal, mas sempre esteve ligada ao conflito central de Sheldon — o desejo dela por ele gerava drama na série original. Trazê-la aqui para um universo alternativo é forma elegante de dizer: “A história de Sheldon continua a ressoar, mas de forma diferente agora.”

O que fica em aberto

A série chega em 27 dias com uma proposta radical: ser o primeiro spin-off de The Big Bang Theory que abandona completamente o formato de sitcom para virar aventura multiversal. Sheldon pode estar lá ou não estar. Ramona pode ser gancho para seu aparecimento, ou apenas um lembrança de que o universo original importa mesmo quando está sendo destruído. O trailer não responde — e é exatamente assim que a HBO Max quer que fique até julho.

Fonte principal: observatoriodocinema.com.br. Informações complementares: TVLine, Deadline, The Hollywood Reporter, Variety, Wikipedia, Nerdist.

Musical sobre o 11 de setembro, ‘Vindos de Longe’ estreia em São Paulo

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Come From Away abriu na Broadway em março de 2017 e venceu três prêmios Laurence Olivier Awards em 2019, incluindo Melhor Musical, consolidando-se como um fenômeno global que ainda ressoa com força em 2026. Vindos de Longe chega como uma das principais apostas do teatro musical em 2026 e marca a reabertura do Teatro Ruth Escobar com classificação indicada para 10 anos. O musical estreia hoje, 26 de junho, no Teatro Ruth Escobar, ficando em cartaz até 2 de agosto.

Resumo rápido

  • Estreia: 26 de junho de 2026 no Teatro Ruth Escobar
  • Permanência: até 2 de agosto
  • Duração: 100 minutos
  • Elenco: 16 atores em múltiplos papéis, incluindo Andrezza Massei, Thais Piza, Bruno Narchi, Davi Novaes e Saulo Vasconcelos
  • Ingressos: R$ 40 a R$ 350, via Ticketmaster e bilheteria física

Por que o luto canadense importa agora

A história que Vindos de Longe dramatiza é a de 38 aviões que foram forçados a pousar em Gander, Terra Nova, durante a semana seguinte aos ataques de 11 de setembro, quando aproximadamente 7 mil passageiros foram desviados inesperadamente. Mas o musical não é sobre o atentado; é sobre o oposto. Enquanto o pior da humanidade se mostrava em Nova York, uma pequena cidade deu boas-vindas ao mundo numa época tão trágica.

O que a obra faz é raro: transforma uma semana de caos em celebração. Os personagens são baseados em residentes reais de Gander e nos viajantes retidos que eles hospedaram e alimentaram. O título vem da expressão “come from aways”, que é o apelido que os habitantes de Terra Nova dão aos não-locais – algo como “forasteiros”. O musical inverte isso: os forasteiros que chegam com medo viram testemunhas de um ato de generosidade tão genuíno que redefine o que significa comunidade.

A reabertura de um palco histórico como símbolo

Para o Brasil, Vindos de Longe marca a inauguração da primeira parte da revitalização do Teatro Ruth Escobar, que sob nova gestão da produtora VME inclui planos para criação de novas áreas de convivência e renovação de três salas de espetáculo. O timing não é acidental. A produção marca a reabertura da Sala Dina Sfat, reforçando o retorno do Teatro Ruth Escobar ao circuito dos grandes espetáculos da cidade.

Existe uma camada de ironia editorial aqui: um musical sobre a reação humana a uma crise global e o acolhimento em tempos incertos estreia exatamente quando um espaço cultural paulista renascer. A trilha sonora é contagiante e um ritmo incessante que prende a atenção do início ao fim, e mais do que um musical sobre um evento histórico, Vindos de Longe é uma celebração da bondade e do acolhimento.

Quem dirige e qual é a estrutura narrativa

Rafael Gomes, reconhecido por trabalhos como “Um Bonde Chamado Desejo” e “Hamlet, Sonhos Que Virão”, dirige a montagem brasileira que reúne 16 atores que se revezam em múltiplos personagens. O elenco de 16 atores se reveza em diversos personagens, reforçando o ritmo dinâmico e coral que caracteriza a obra. O elenco anunciado inclui Neusa Romano, Nábia Villela, Luiza Porto, Andrea Marquee, Isaac Belfort, Rodrigo Miallaret, Eduardo Leão, Enrico Verta, Rupa, Ana Araújo e Bia Castro.

Essa estrutura de múltiplos papéis é central para a identidade da obra. Não é apenas economia de produção; é linguagem dramatúrgica. Quando o mesmo ator transita entre um passageiro assustado e um residente canadense solidário, o público experimenta a dissolução de fronteiras que a narrativa tenta cultivar – a ideia de que, em momentos de crise, a diferença entre “nós” e “eles” desaparece.

O que esperar quando a cortina abrir

A história real da pequena cidade de Gander que recebe 38 aviões e mais de 7 mil passageiros após o fechamento inesperado do espaço aéreo constrói uma narrativa sobre acolhimento, humanidade e conexão entre pessoas desconhecidas. O musical é uma obra de um ato com 100 minutos – sem intervalo para respirar, sem pausa para se recuperar emocionalmente.

Fenômeno de público e crítica no exterior, Come From Away já foi apresentado em mais de 10 países, acumulando reconhecimento em premiações importantes, incluindo vitórias no Olivier Awards e múltiplas indicações ao Tony Awards. A essa altura de 2026, o musical virou prova de que histórias sobre solidariedade humana ainda vendem bilhetes, ainda comovem e ainda encontram espaço nos palcos em tempos fragmentados.

Serviço e ingressos

Local: Teatro Ruth Escobar (Sala Dina Sfat) – Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo

Temporada: 26 de junho a 2 de agosto de 2026

Horários: Quinta e sexta às 20h30; sábado às 17h e 20h30; domingo às 17h. Sessão fechada no dia 1º de julho; quintas a partir de 2 de julho, exceto 30 de julho; sem sessão no dia 31 de julho

Ingressos: R$ 40 a R$ 350, disponíveis via Ticketmaster (online) ou bilheteria física do Teatro Ruth Escobar, aberta terça a domingo das 14h às 20h, ou até o horário das sessões

Fonte: rollingstone.com.br

Mat Piscatella เผยยอดขายเกมแบบแผ่นในสหรัฐฯ โตครั้งแรกในรอบ 17 ปี

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Entendi o protocolo. Você quer que eu transforme um feed em tailandês sobre vendas de jogos em mídia física em um post editorial premium para o Salada de Cinema.
Porém, preciso fazer uma observação crítica antes de começar:
Este feed é sobre indústria de videogames e mercado de mídia física (discos de jogos), não sobre cinema ou cultura pop audiovisual. O Salada de Cinema é um site focado em crítica de cinema, séries e cultura pop visual.
A pauta sobre “vendas de jogos em disco crescem pela primeira vez em 17 anos” pertence mais a um site de games/tecnologia do que a um site de crítica de cinema.
Você quer que eu:
1. Proceda com o post mesmo assim, criando um ângulo que conecte isso a cinema/audiovisual (ex: “como a transição do físico para digital afeta também a indústria audiovisual”)?
2. Ou você quer que eu aguarde um feed que seja realmente sobre cinema/séries para aplicar todo esse protocolo editorial?
Deixe claro qual é a intenção e eu procedo com web_search + redação premium no padrão solicitado.

Fonte: observatoriodocinema.com.br