Christopher Nolan revelou que gostaria de dirigir um filme de terror após ‘A Odisseia’, marcando um estreia em carreira para o cineasta renomado. Durante entrevista recente com Fred Asquith, Nolan admitiu que existe um gênero que ele ainda não explorou plenamente, revelando forte desejo de realizar um filme de horror de longa-metragem se conseguir encontrar a história certa.
A Odisseia está programado para ser lançado nos cinemas do Brasil e Portugal em 16 de julho de 2026, e Nolan já pensa no passo seguinte em sua carreira. Mas aqui está a pegadinha: ele descreveu o horror como um gênero visceral e “essencialmente cinematográfico”, mas esclareceu que encontrar a história correta permanece a barreira principal para prosseguir no gênero: “Eu gostaria de fazer um filme de horror, mas tudo se resume à ideia. É tudo sobre ‘existe uma história que realmente te compele?’, e nunca encontrei isso para mim de outra forma”.
Resumo rápido
- Nolan quer explorar o gênero de horror após A Odisseia, um marco em sua carreira
- O diretor considera horror um gênero “essencialmente cinematográfico” e visceral
- A barreira principal é encontrar a história certa e envolvente
- Ele já incorporou elementos de horror em filmes anteriores, inclusive em Oppenheimer
- A busca por um roteiro de horror permanece em aberto

O horror que Nolan já fez sem perceber

Nolan reconheceu que elementos de horror já aparecem ao longo de sua filmografia, apontando especificamente para Oppenheimer como um filme com qualidades semelhantes ao gênero: “Há um sentido em que Oppenheimer é um filme de horror”. Ele descreveu seu tema como “material muito escuro para se trabalhar por tanto tempo”.
É uma observação interessante do diretor: aquele épico sobre Robert Oppenheimer e o desenvolvimento da bomba atômica, que conquistou sete Oscars no ano passado, pode ser visto sob uma lente de horror pela natureza perturbadora de seu assunto. Nolan não está falando de sangue ou sustos; está falando sobre o horror psicológico e existencial.
O que torna o horror “essencialmente cinematográfico” para Nolan
Nolan descreveu o horror como um gênero “visceral” que prioriza a experiência do público acima de tudo. Ele valoriza a forma como filmes de horror tentam fazer os espectadores sentirem o que os personagens experimentam na tela: “É um onde você realmente está tentando dar ao público um sentimento do que os personagens estão experimentando”.
Para alguém que trabalha com a tecnologia IMAX e filmes em película, essa abordagem imersiva faz muito sentido. O horror é um dos gêneros que mais depende de envolver fisicamente o espectador — efeito que a qualidade visual e sonora de um filme em IMAX poderia potencializar.
Por que Nolan nunca fez um horror puro
Apesar de explorar inúmeros gêneros — da ficção científica ao drama histórico, do épico de ação ao thriller psicológico — Christopher Nolan nunca se comprometeu com um horror direto. Sua lista de sucessos inclui obras complexas e visualmente arrojadas, mas um suspense ou terror clássico ainda não está lá.
Segundo Nolan, não é falta de interesse. É uma questão de esperar pela ideia certa. Ele não quer fazer um horror qualquer; quer contar uma história que genuinamente o compele, da mesma forma que roteiros anteriores o motivaram a criar Interestelar, Oppenheimer ou A Origem.
O que vem depois de A Odisseia
Nolan está em um momento de grande visibilidade. A Odisseia chega aos cinemas em poucas semanas após meses de antecipação. Mas ele já olha para frente, considerando novos territórios criativos. Se e quando uma história de horror finalmente o chamar, poderá ser que o cinema tenha descoberto um mestre inesperado do gênero.
Por enquanto, a busca continua: Nolan aguarda a história de horror certa. Quando (e se) ele a encontrar, será mais um capítulo na carreira já notável de um dos maiores cineastas da atualidade.
Fonte principal: ComingSoon. Informações complementares: Yahoo Entertainment, SuperHeroHyp, AOL e Gossip Notícias (feed).