Crítica | O Sci-Fi de Andrew Stanton que Perde o Ritmo Apesar da Ambição

Crítica de In the Blink of an Eye:
Crítica de In the Blink of an Eye
, nova produção do diretor Andrew Stanton, chega ao Disney plus hoje 27 de fevereiro de 2026 com a proposta de explorar a urgência do tempo e a conexão entre diferentes eras da humanidade, mas se perde em uma narrativa irregular e personagens pouco desenvolvidos.

Com um histórico reconhecido na animação, especialmente por sucessos como Procurando Nemo e WALL-E, Stanton tenta agora se firmar no live-action após experiências menos positivas, como o fracasso de John Carter. Seu novo filme alia elementos de ficção científica e drama, tentando evocar a espiritualidade de títulos como Cloud Atlas e a reflexão silenciosa de Ad Astra, mas sem conseguir atingir o impacto emocional esperado.

Como a narrativa conecta passado, presente e futuro?

A trama de In the Blink of an Eye se divide em três períodos distantes: o passado distante em 45.000 a.C., o presente em 2025 e um futuro utópico distante. O filme começa com a história de Thorn (Jorge Vargas), um homem da pré-história tentando preservar sua família durante dificuldades naturais, incluindo o nascimento de seu filho Ebb.

Em seguida, é transportado para o presente, onde a antropóloga Claire Robertson (Rashida Jones) examina um esqueleto pré-histórico que se relaciona com aquela antiga família, ao passo que convive com seu parceiro Greg (Daveed Diggs). Por fim, o longa chega a um futuro tecnológico, centrado na inteligência artificial Coakley (Kate McKinnon), responsável por uma missão vital para a sobrevivência da humanidade.

Qual é o elo entre as diferentes eras?

O roteiro une as três linhas do tempo por meio de um objeto simples e simbólico: um pingente em formato de bolota, esculpido por Thorn e transmitido geracionalmente como um legado para o futuro. Esse elemento carrega o tema principal do filme — a passagem do tempo e a importância de viver o presente intensamente.

Inspirado por um trecho de The Bell Jar, de Sylvia Plath, o filme enfatiza que as memórias têm valor justamente porque são finitas. Personagens de cada era enfrentam dilemas relacionados à continuidade da vida, seja por meio de tragédias médicas ou escolhas cruciais que afetam o destino da humanidade.

Os personagens conseguem transmitir a profundidade da história?

Apesar da carga dramática e do conceito interessante, os personagens pouco se aprofundam. Thorn é quem mais desperta algum interesse, já que o espectador acompanha sua evolução de uma existência solitária para uma vida em comunidade. A atuação de Kate McKinnon surpreende ao fugir do esperado humor para uma personagem que traz poucos momentos cômicos, limitados a pequenas piadas sem força.

A história contemporânea de Claire e Greg é a menos atraente, limitando-se a transmitir informações sobre tecnologias de substituição genética que devem preservar a espécie. A fragilidade dos personagens contribui para que o filme não atinja sua ambição emocional.

Crítica | O Sci-Fi de Andrew Stanton que Perde o Ritmo Apesar da Ambição

Quais são os destaques técnicos de In the Blink of an Eye?

A trilha sonora de Thomas Newman é um dos pontos positivos, preenchendo com sensibilidade os momentos silenciosos e complementando os diálogos escassos. A direção de arte de Ola Maslik impressiona pelo cuidado nos detalhes, desde um laboratório comum até a elaborada estufa da nave espacial do futuro.

Além disso, a fotografia de Ole Bratt Birkeland ilumina as cenas com leveza, conferindo brilho e vida ao material visual. Esses aspectos ajudam a manter o filme minimamente memorável, evitando que desapareça rápido, como sugere seu título.

Qual o impacto geral do novo filme de Andrew Stanton?

Após atrasos na produção que datam de 2023, In the Blink of an Eye estreia com ares de ficção científica prestigiada, mas falha em criar uma conexão emocional sólida. Pretensioso e irregular, o filme desperdiça uma premissa rica ao entregar uma narrativa que não convence totalmente.

Em um cenário que valoriza obras que dialogam com existencialismo e efemeridade, como visto em Shutter 2025, a nova aposta de Stanton mostra uma luta entre intenção e execução, que pode desagradar espectadores que buscam profundidade em histórias de ficção científica.

Perguntas frequentes

  • Quando In the Blink of an Eye foi lançado?
    O filme estreou em 27 de fevereiro de 2026.
  • Quem dirige In the Blink of an Eye?
    O diretor é Andrew Stanton, conhecido por seus trabalhos em animação.
  • Onde posso assistir ao filme?
    O longa está disponível na plataforma Disney plus.
  • Quais são os temas centrais da trama?
    A urgência do presente, a passagem do tempo e a continuidade da humanidade.
  • O filme tem bom desempenho crítico?
    A recepção é mista, destacando-se mais pela produção técnica do que pelos personagens ou pela narrativa.

In the Blink of an Eye é um filme de ficção científica e drama disponível no formato cinema, com o status de lançamento confirmado. Para aqueles interessados em obras que exploram a humanidade sob diferentes tempos, ele oferece uma experiência visual cuidadosa, ainda que com falhas narrativas.

Toni Morais
Toni Moraishttps://www.linkedin.com/in/toni-morais/
Toni Morais Ferreira - editor do Gossip Notícias e atua na cobertura de entretenimento, cinema, séries, celebridades e cultura pop. Desde 2021, acompanha lançamentos do streaming, bastidores da televisão e tendências do audiovisual, com foco no público brasileiro.

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