The Backrooms traz a misteriosa Async para o cinema em 2026, e o final do filme revela muito mais sobre os verdadeiros objetivos da empresa dentro do espaço extradimensional. A empresa que aparecia apenas nos bastidores da série web original de Kane Parsons agora ocupa o centro do conflito do filme de horror, expondo um plano ambicioso que vai além da simples pesquisa científica.
O que é a Async e por que ela explora o Backrooms?
A Async Research Institute é uma organização que começou como fabricante de máquinas de ressonância magnética (MRI) para uso médico, mas mudou completamente de foco após descobrir a existência do Backrooms. Segundo o filme, a empresa se dedica agora a mapear o espaço liminal conhecidamente caótico, enviando equipes equipadas com câmeras e trajes de contenção em expedições contínuas.
O objetivo da Async, porém, não é puramente acadêmico. A série web original de Parsons deixa claro que a empresa tem ambições comerciais. Ela está desenvolvendo o projeto KV31, que envolve um Sistema de Distorção Magnética de Baixa Proximidade — basicamente uma tentativa de criar portais estáveis entre a Terra e o Backrooms. A ideia é usar o espaço extradimensional como uma espécie de rota de navegação para transportar cargas e pessoas rapidamente, revolucionando a logística global. Além disso, a Async quer explorar a “A-SPACE”, um armazenamento potencialmente infinito que resolveria os problemas de superlotação urbana.
O problema? O Backrooms não coopera. Criaturas desconhecidas, espaços que se reconfiguram e uma lógica de realidade completamente diferente da Terra tornam cada expedição uma luta pela sobrevivência.
Como a Async aparece no filme The Backrooms de 2026?
O filme começa em 1990 com uma sequência crucial: um pesquisador da Async é rastreado dentro do Backrooms enquanto documenta sua jornada em uma câmera. A gravação é reproduzida em uma tela, e através dos reflexos, vemos cientistas observando o horror que se desenrola — sugerindo que a empresa já sabia dos perigos e continuava enviando pessoas de qualquer forma.
Ao longo da narrativa, Phil (interpretado por Mark Duplass de The Creep Tapes) aparece monitorando as aventuras de Clark através de câmeras de vigilância. Clark, um proprietário de loja de móveis que acidentalmente encontra um portal para o Backrooms, se torna inadvertidamente um objeto de interesse para Async. Em um momento tenso, ele encontra um crachá de identificação de um funcionário da empresa entre detritos do espaço.
O verdadeiro confronto com Async acontece no terceiro ato, quando Mary (Renate Reinsve), a terapeuta que acompanha Clark, é capturada por uma armadilha da empresa. Funcionários em trajes de contenção a transportam de volta para as instalações da Async, e é ali que o velo cobre os objetivos reais da organização é finalmente levantado.
O que Mary descobre nas instalações secretas da Async?
Dentro das dependências da Async, Mary é interrogada por Phil, que pode ser o mesmo Philip R. Heymann mencionado na série web original. Durante essa conversa reveladora, Phil explica o histórico da empresa: começou como fabricante de máquinas de MRI para diagnósticos médicos, mas após a descoberta do Backrooms, sua missão foi completamente reorientada para mapear o espaço desconhecido.
Mary testemunha um detalhe perturbador: uma sala inteira preenchida com painéis de papelão bilíngues — exatamente como o que Clark encontrou durante sua jornada no Backrooms. Isso revela que a Async não estava simplesmente explorando passivamente; a empresa estava plantando ativamente pistas e objetos dentro do Backrooms, tentando estabelecer contato com as criaturas que ali habitam. É uma estratégia assustadora que sugere que Async vê o espaço não como uma ameaça a ser evitada, mas como um recurso a ser domesticado.
A conexão entre MRI e a estrutura do Backrooms
O filme e a série web revelam uma ironia profunda: as máquinas de MRI foram desenvolvidas para mapear o cérebro humano, uma massa de memórias, padrões neurais e conexões aparentemente caóticas. O Backrooms, por sua vez, funciona de maneira similar — o espaço responde às identidades e memórias das pessoas que o ocupam. Criaturas chamadas “Still Life” aparecem como versões esquecidas de pessoas reais. Corredores e móveis se fundem como memórias pobres ou distorcidas.
Essa semelhança não é coincidência. A progressão da Async de uma empresa de tecnologia médica para exploradora do Backrooms adquire uma dimensão poética e aterradora: a empresa que estudava o cérebro humano agora tenta desvendar um espaço que funciona como um cérebro coletivo distorcido. O paralelo sugere que os objetivos da empresa são ainda mais ambiciosos — não apenas usar o Backrooms como rota comercial, mas potencialmente entender e controlar como funciona a memória, a identidade e a realidade em si.
Por que a Async é crucial para o futuro de The Backrooms
A revelação da Async no filme transforma o Backrooms de um simples labirinto de horror em um campo de batalha onde interesses corporativos colidem com forças incompreensíveis. A empresa não é vilã tradicional — não quer destruir Clark ou Mary por malvadez, mas porque ambos são variáveis incontroláveis em um experimento muito maior.
O confronto entre Clark (um homem ordinário lutando pela sobrevivência) e a Async (uma corporação buscando lucro) estabelece uma tensão que vai além do horror convencional. É sobre quem controla espaços que desafiam a lógica e como o ser humano lida com descobertas que o poder corporativo quer monopolizar.
Fonte: thedirect.com