Dez anos após a estreia da primeira montagem brasileira em São Paulo em 2016, o musical Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz chega ao Rio de Janeiro em 15 de julho de 2026. O anúncio do elenco chegou nesta quarta-feira (24), revelando quem sobe ao palco da Cidade das Artes Bibi Ferreira para esta que é oficialmente a primeira passagem da produção pela capital fluminense.
Uma aposta que consolida o fenômeno Wicked no Brasil além de São Paulo
Após diversas temporadas de grande sucesso, Wicked retorna para uma curta temporada e sua comemoração de 10 anos no Rio de Janeiro. O que torna esta ida especial não é apenas geográfica: é a confirmação de que o musical transcendeu o nicho de público paulista e atingiu uma demanda genuína no Rio. Em sua terceira passagem pelo Brasil, o musical acumula mais de um milhão de espectadores — 340 mil em 2016, 156 mil em 2023, e 500 mil em 2025.
O timing é estratégico. O filme Wicked estreou em novembro de 2024 e se tornou a adaptação de um musical da Broadway com maior arrecadação na estreia, com US$ 165 milhões globalmente, e Myra Ruiz e Fabi Bang foram escolhidas para dublar as protagonistas na versão brasileira. Isso criou um efeito colateral importante: o público que descobriu Elphaba e Glinda na tela grande agora quer vê-las no palco. A Rio é, em muitos casos, a primeira oportunidade real para isso.
Resumo rápido
- Temporada: 15 de julho a 9 de agosto de 2026
- Local: Cidade das Artes Bibi Ferreira, Barra da Tijuca
- Protagonistas: Myra Ruiz e Fabi Bang, que dão vida às icônicas bruxas Elphaba e Glinda
- Valor dos ingressos: R$ 50 a R$ 400
- Diferencial visual: Terceira produção não-réplica com novo design de figurino
O elenco mescla continuidade e aposta nova
Myra Ruiz e Fabi Bang retornam como Elphaba e Glinda, mantendo a dupla que se tornou sinônimo da produção brasileira e que, segundo a reação do público em São Paulo, consolidou estas como as interpretações de referência para o Brasil. Mas a montagem Rio não é uma simples transferência: traz nomes que já conhecem a produção e incorporam a linguagem estabelecida.
Além das protagonistas, a produção é do Instituto Artium de Cultura, em parceria com o Atelier de Cultura, a mesma estrutura que produziu as últimas duas montagens brasileiras. A produção traz recursos tecnológicos avançados, efeitos de ilusionismo, sistemas de voo e projeções desenvolvidas especialmente para o musical, mantendo o padrão internacional do espetáculo.
A grande novidade confirmada é Pedro Balu, vindo de Beetlejuice: O Musical, assumindo o papel de Boq pela primeira vez na versão brasileira. O resto do elenco inclui nomes veteranos como Baccic (Mágico de Oz), Karin Hils (Madame Morrible), Hypólito (Fiyero), Luisa Bresser (Nessarose) e Arízio Magalhães (Dr. Dillamond), criando um equilíbrio entre solidez narrativa e injeção de energia.
O que essa terceira montagem não-réplica significa para o design de Wicked
A montagem de 2026 é apenas a terceira produção completamente original de Wicked fora da replicação Broadway — um feito raro para um musical deste alcance. A primeira montagem brasileira (2016) usou design de Susan Hilferty; a segunda não-réplica (2023) foi desenhada por Morgan Large; a terceira (2025/2026) tem figurinos de Lígia Rocha, Jemima Tuany e Marco Pacheco. Cada uma contou uma história visual distinta do mesmo espetáculo.
Este tipo de liberdade criativa é rara em musicais que conquistam alcance global. A maioria opta por preservar a iconografia original — especialmente o icônico vestido de bolha de Glinda e o look inconfundível de Elphaba. Aqui, o Brasil tem sido laboratório para reinterpretação visual, o que sugere que a produção brasileira ganhou confiança e reconhecimento internacional suficientes para isso.
O que esperar agora
A temporada Rio é curta — menos de um mês. Com setores já esgotados antes mesmo da divulgação do elenco completo, a expectativa é que se repita o padrão de São Paulo: rápida escalação de ingressos e, potencialmente, extensões de data. Para quem não conseguiu ingresso em São Paulo ou que agora redescobriu Wicked via filme, esta é provavelmente a última oportunidade brasileira de ver Myra Ruiz e Fabi Bang nestes papéis antes que ambas se dividam entre outros projetos musicais programados para o segundo semestre.
Fonte principal: rollingstone.com.br. Informações complementares: Sympla, CNN Brasil, A Broadway é Aqui, Cena Musical, Billboard Brasil, Infoteatro.