A CD Projekt Red estaria desenvolvendo um novo jogo cooperativo e gratuito ambientado no universo de The Witcher, segundo informações do site MP1st. O projeto, separado de Project Sirius (o multiplayer revelado em 2023), apresentaria um recurso inédito para a franquia: a possibilidade de criar um bruxo personalizado do zero, substituindo a obrigação histórica de jogar com Geralt de Rívia ou outros personagens pré-definidos.
O que muda quando o jogador vira o protagonista
Toda a história dos jogos de The Witcher foi construída em torno de personagens específicos — Geralt, Ciri, Yennefer. A proposta de um RPG de ação onde você cria seu próprio bruxo inverte essa lógica narrativa. Ao invés de seguir a jornada pré-escrita de um herói já formado, o jogador começaria do zero, escolhendo não apenas aparência, mas também habilidades ligadas a diferentes escolas de bruxos. Cada escolha determinaria estilo de combate e progressão única.
Segundo o rumor, Geralt continuaria no universo do jogo — provavelmente como NPC ou personagem secundário — mas o peso narrativo mudaria para as criações dos jogadores. Isso não é apenas uma mudança de mecânica; é uma redefinição do que significa ser bruxo neste universo. Em jogos anteriores, você aprendia a ser o Geralt. Aqui, o sistema te força a inventar quem você é.
A estratégia multiplayer gratuita e o padrão móvel
O projeto seria lançado para PC e dispositivos móveis, com modelo free-to-play. MP1st especula que a CD Projekt Red pode estar parceira com a Scopely — a empresa por trás de Pokémon GO — baseando-se no anúncio de colaboração firmado em 2025. A Scopely tem expertise em jogos cooperativos de celular com monetização sustentável, o que explicaria por que The Witcher escolheria essa direção agora.
A mecânica descrita — enfrentar monstros em equipe, explorar locais conhecidos e cumprir contratos de caça — funciona melhor em sessões curtas e multiplicador assíncrono, padrão de jogabilidade que domina smartphones. É uma aposta segura para atingir audiência casual que nunca tocaria em um RPG de 100+ horas como The Witcher 3, mas conhece a série pela Netflix.
Por que um criador de personagem é inédito agora
A franquia The Witcher sempre priorizou narrativas fechadas sobre protagonistas com identidade já definida. Cria personagem em massa representa admitir que o apelo dos últimos jogos estava tão ligado ao “ser Geralt” quanto à qualidade do mundo ao redor. Libertar o jogador dessa identidade fixa, deixando que ele escolha seu bruxo, traz um risco narrativo invisível: se a história funciona sem Geralt como centro, por que ele é tão importante?
A resposta da CD Projekt Red parece ser: ele não é mais. Não neste jogo. O universo agora é grande o suficiente para comportar centenas de bruxos. O rumor ainda não foi confirmado oficialmente, e até lá permanece como especulação baseada em código ou fonte próxima ao desenvolvimento. Mas se verdadeiro, marca a primeira vez que The Witcher testa uma narrativa descentralizada em escala maior.
Fonte: observatoriodocinema.com.br

