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Os Cinco Monstros Still Life que Aterrorizam as Backrooms do Cinema A24

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A produtora independente A24 acertou na mosca com Backrooms, um filme de horror existencial que fugia completamente das expectativas dos fãs sobre qual monstro seria o destaque. Enquanto a maioria esperava pelo icônico Life Form, o diretor e co-roteirista Kane Parsons escolheu focar exclusivamente no Still Life—uma criatura perturbadora que representa as tentativas do Backrooms em replicar pessoas reais. Diferente da entidade mais conhecida, essas cinco cópias ainda vivas revelam os piores e melhores aspectos da natureza humana, funcionando como espelhos distorcidos de quem as pessoas realmente são quando ninguém está olhando.

Qual é a diferença entre Still Life e Life Form no filme?

O Still Life originou-se na série online original de Parsons, especificamente em “Found Footage #3”, e representa uma ameaça bem mais inteligente que o Life Form tradicional. Enquanto o Life Form ataca sem propósito, o Still Life bate em portas, aciona interruptores de luz e caça suas vítimas de forma metódica, comportando-se como um ser humano genuíno. Essa inteligência perturbadora é justamente o que torna as cinco variações do Still Life tão memoráveis no filme: cada uma herda características específicas da pessoa que copia, transformando traços humanos em armas potenciais de horror.

Clark Pirate, monstro still life das Backrooms do cinema A24
(Reprodução / A24)

Cap’n Clark: O Still Life Mais Letal das Backrooms

De longe, a criatura mais perigosa que aparece no filme é a cópia de Clark no uniforme de mascote Cap’n Clark (personagem de Chiwetel Ejiofor, conhecido pelo papel em Doutor Estranho). Desde a abertura de Backrooms, essa monstro é estabelecido como uma ameaça verdadeira quando mata um pesquisador da Async. Mais tarde, arrasta Bobby (interpretado por Finn Bennett, de True Detective) profundamente para dentro do complexo, deixando apenas um rastro de sangue para trás.
O que torna o Cap’n Clark ainda mais aterrorizante é sua natureza paradoxal: em vez de atacar Clark diretamente, a criatura permite que o dono da loja viaje com ela pelas Backrooms por semanas sem sofrer danos. Porém, essa coexistência revela a verdadeira natureza da entidade. Como uma reflexão imperfeita de Clark, o Still Life herda sua raiva reprimida—uma emoção que explode violentamente quando Clark tenta impedi-la de ferir Mary. Esse confronto é tão intenso que rendeu ao filme sua classificação R. Eventualmente, Async consegue subjugar a criatura, permitindo que a organização prossiga com seus planos de mapear as Backrooms, mas esse triunfo é apenas temporário.

Mary: O Novo Predador Emergente

O final de Backrooms sugere uma ameaça completamente nova no labirinto eldritch. Enquanto Async questiona Mary (interpretada pela atriz de A Different Man, Renate Reinsve), a câmera corta para dentro do complexo, onde uma cópia Still Life de Mary permanece sentada, esperando imóvel com rosto e mãos deformados.
Mary não era apenas um personagem secundário carregando traumas psicológicos—ela escondia uma raiva que rivalizava com a de Clark. O filme deixa isso explícito através de seus gritos e xingamentos contra Clark durante as sessões de terapia, culpando-o por tudo que há de errado nele. Essa ira, alimentada por questões não resolvidas com sua mãe mentalmente doente, transbordou literalmente quando ela esmigalhava o adorno da infância de Clark repetidamente na face de sua cópia até cobri-la de sangue.

Criatura assustadora das Backrooms do cinema A24 em ambiente sombrio
(Reprodução / A24)

Ao contrário das outras entidades vistas em Backrooms, o Still Life de Mary poderia ser tão volátil e letal quanto o mascote vivo da loja de móveis. É até possível que, enquanto a Mary real tenha deixado para trás seu luto e ressentimento escolhendo outro caminho, seus sentimentos e raiva tenham sido transferidos para seu Still Life—uma ameaça potencialmente mortal para qualquer um que tropece nela nas profundezas do Backrooms.

A Mulher Ruiva: O Reflexo de Barbara

Clark primeiro encontrou essa criatura quando se separou de sua assistente gerente Kat, vendo-se sozinho em uma sala escura iluminada por uma árvore de Natal perturbadora. O Still Life cambaleou para fora da escuridão em direção a Clark, provocando pânico absoluto. Mas após um salto temporal, essa entidade tornou-se dócil na presença de Clark.
A cena de jantar sugere fortemente que essa mulher ruiva é uma representação rudimentar da esposa de Clark, Barbara, vista apenas uma vez em uma foto antiga dentro da loja, com seu cabelo vermelho como traço mais distintivo. Clark chega ao ponto de arrancar o couro cabeludo do Still Life durante a cena de jantar para presentear Mary com uma peruca para melhor imitar sua esposa.
O detalhe mais perturbador é a reação de medo que esse Still Life demonstra com a chegada iminente da cópia defeituosa de Clark. Isso sugere que o relacionamento de Clark com sua esposa era potencialmente mais abusivo do que havia sido revelado através de suas sessões de terapia. Claro, a criatura era inofensiva apenas para Clark, então não há como saber se ela seria mais propensa a atacar qualquer outra pessoa que vagasse pelas Backrooms.

O Homem Barbado e Archibald Leland Sutter: Os Still Life Inofensivos

De longe, as duas formas Still Life mais inofensivas vistas em Backrooms são o Homem Barbado, essencialmente uma boneca sem vida que Clark pode apunhalar sem que ela demonstre nem um sinal de dor. Ele até a usa como uma fonte repugnante de alimento para o jantar que compartilha com Mary.
Mas então existe o na cadeira de rodas, creditado como Archibald Leland Sutter, que é de alguma forma ainda mais estranho que o Still Life de Clark. Não tem pernas, possui um rosto irregular com óculos, e tem uma lâmpada decorativa acoplada à sua cadeira de rodas que habitualmente aciona para iluminar espaços escuros—algo que Clark aprecia durante o jantar.
A genialidade de Kane Parsons ao criar essas cinco variações está em como cada uma delas funciona como espelho distorcido e exagerado de aspectos reais de seres humanos. Do terror potencialmente letal do Cap’n Clark até ameaças completamente benignas como Archibald, os Still Life refletem tanto a bondade quanto a violência latente em todas as pessoas. O que torna o inevitável sequência tão intrigante é imaginação do que Parsons fará com esses monstros quando expandir ainda mais esse universo de horror conceitual.

Fonte: thedirect.com

Velhos Bandidos, com Fernanda Montenegro, chega ao Prime Video

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Velhos Bandidos, a comédia de ação que conquistou meio milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, agora está disponível no Prime Video para assinantes do serviço de streaming. O filme reúne Fernanda Montenegro, Bruna Marquezine e Lázaro Ramos em uma trama sobre um roubo ousado que mistura gerações de criminosos.

Qual é a história de Velhos Bandidos?

O filme acompanha Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), um casal de criminosos veteranos que planejam um ambicioso assalto a banco. Para concretizar o “roubo perfeito”, eles recorrem a uma dupla de jovens ladrões: Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta). A parceria inesperada entre gerações coloca o grupo em rota de colisão com Oswaldo (Lázaro Ramos), um investigador incorruptível que não descansa até colocá-los atrás das grades.

A dinâmica entre personagens funciona como o motor da narrativa: os veteranos trazem experiência e cinismo, enquanto os jovens adicionam impulsividade e fogo. Essa tensão geracional é explorada com humor ácido e cenas de ação que justificam a distribuição cinematográfica que o filme recebeu antes de chegar à plataforma de streaming.

Quem está no elenco de Velhos Bandidos?

  • Fernanda Montenegro como Marta — a matriarca do roubo, veterana de crimes e mentor da trama
  • Ary Fontoura como Rodolfo — o marido de Marta e parceiro no plano criminal
  • Bruna Marquezine como Nancy — a jovem assaltante que representa a nova geração
  • Vladimir Brichta como Sid — parceiro de Nancy e integrante da dupla jovem
  • Lázaro Ramos como Oswaldo — o investigador determinado a frustrar o roubo
  • Reginaldo Faria — participação especial
  • Vera Fischer — participação especial
  • Teca Pereira — participação especial
  • Tony Tornado — participação especial

O elenco reúne nomes consolidados da televisão brasileira — muitos deles conhecidos por papéis em tramas policiais como Sob Pressão — ao lado de atores que transitam entre cinema e séries. A presença de Fernanda Montenegro em uma comédia de ação é o maior destaque, reposicionando a atriz em um gênero que desafia expectativas sobre sua filmografia.

Quem dirigiu e roteirizou Velhos Bandidos?

Velhos Bandidos foi escrito e dirigido por Cláudio Torres, criador de Sob Pressão, a série policial que marcou presença na televisão brasileira. Torres traz seu domínio de tramas policiais e ritmo ágil para este filme que equilibra ação, crime e humor — um desafio não trivial que o diretor executa com segurança.

Onde assistir Velhos Bandidos no Brasil?

Velhos Bandidos está disponível no catálogo do Prime Video, sem custos adicionais para assinantes do serviço. A migração do filme do circuito cinematográfico para o streaming ocorreu em tempo relativamente curto, sinalizando confiança da produção na penetração da plataforma no mercado brasileiro. É possível assistir ao filme na íntegra através do aplicativo ou site do Prime Video.

Fonte: rollingstone.com.br

A Casa do Dragão temporada 3 estreia em junho com guerra Targaryen intensificada

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A Casa do Dragão retorna com sua 3ª temporada em 21 de junho na HBO Max, trazendo a continuação da guerra civil entre os Targaryen pelo Trono de Ferro. A série derivada de Game of Thrones se aprofunda no caos dinástico que marca a queda da Casa Targaryen, com novos episódios lançados semanalmente a partir dessa data.

Qual é a trama de A Casa do Dragão?

A série se passa aproximadamente duzentos anos antes dos eventos de Game of Thrones, funcionando como prequel que explora os momentos mais críticos da dinastia Targaryen. Adaptada do livro Fogo & Sangue, de George R. R. Martin, a narrativa mergulha em conflitos que definiram a história de Westeros. Na 2ª temporada, Rhaenyra Targaryen e seu irmão Aegon II Targaryen (Tom Glynn-Carney) iniciaram uma guerra aberta pelo Trono de Ferro e o direito de comandar os Sete Reinos — um conflito que a 3ª temporada promete intensificar com consequências devastadoras para toda a linhagem.

O conflito entre irmãos não é apenas político: representa a fragmentação de uma Casa que acreditava ser invencível, repleta de dragões e poder ancestral. A mitologia do dragão permeia toda a narrativa, com as criaturas sendo tanto símbolos de poder quanto instrumentos de destruição em mãos humanas.

Quem é o elenco de A Casa do Dragão?

  • Matt Smith como Daemon Targaryen — príncipe ambicioso cuja lealdade oscila entre os irmãos em guerra
  • Olivia Cooke como Alicent Hightower — a rainha-mãe cuja manipulação política alimenta a guerra civil
  • Rhys Ifans como Otto Hightower — o mestre dos sussurros da coroa
  • Fabien Frankel como Criston Cole — comandante da Guarda Real e figura central nos conflitos
  • Steve Toussaint como Corlys Velaryon — o lorde da frota mais poderosa de Westeros
  • Eve Best como Rhaenys Targaryen — princesa guerreira e dona de dragão
  • Ewan Mitchell como Aemond Targaryen — príncipe mutilado com sede de vingança

O que esperar da 3ª temporada de A Casa do Dragão?

A 3ª temporada promete aprofundar a Guerra Civil Targaryen com consequências cada vez mais graves para ambos os lados. Enquanto a 2ª temporada estabeleceu as linhas de batalha e as alianças políticas, a nova temporada deve focar nas batalhas diretas, perdas de dragões e o custo humano dessa guerra pelo poder. Com elenco consolidado e roteiristas experientes, a série mantém a qualidade narrativa que a tornou fenômeno global.

A renovação para a 4ª temporada já foi oficialmente confirmada, sinalizando que a HBO Max vê potencial de longa duração nesta franquia. Isso significa que a 3ª temporada servirá como ponte narrativa crucial para desenvolver ainda mais os conflitos e preparar o cenário para os eventos finais que levarão à queda total da Casa Targaryen.

Fonte: rollingstone.com.br

Geddy Lee credita os Beatles pela primeira música de metal, mas não no óbvio

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Geddy Lee do Rush tem uma opinião controversa sobre a origem do heavy metal: não foi “Helter Skelter”, a canção de destruição apocalíptica que obcecou cultistas nos anos 60. Para o baixista canadense, a primeira música de metal dos Beatles foi “Taxman”, uma composição de George Harrison do álbum Revolver, graças a um truque de gravação que Paul McCartney improvisou no estúdio.

Em conversa com a Amazon Music, Geddy Lee traçou a genealogia de suas influências no instrumento e colocou McCartney como figura central no pré-metal dos Beatles. A questão é simples mas revela como a história do rock é muito menos linear do que parece: quem realmente inventou o som mais pesado e distorcido não é necessariamente quem históricos do gênero costumam apontar.

Por que “Taxman” é heavy metal antes do heavy metal existir?

Geddy Lee ouviu em “Taxman” exatamente o que o heavy metal prometeria anos depois: peso, distorção e irreverência. Mas o detalhe que torna a canção verdadeiramente radical é como foi gravada. McCartney supostamente conectou um pedal de fuzz direto na mesa de gravação, sem amplificadores ou microfones intermediários. O resultado é um som ainda mais cru e distorcido que qualquer amplificador conseguiria produzir na época.

Na entrevista, Geddy Lee elogiou especificamente a linha de baixo de McCartney:

“Paul McCartney foi um baixista muito influente. Se você escuta ‘Come Together’, essa é uma linha de baixo super ousada. E se ouvir ‘Taxman’, isso é heavy metal antes de existir heavy metal.”

A observação de Lee não é apenas curiosidade de músico — é uma leitura técnica. “Come Together” tem uma das linhas de baixo mais inovadoras dos Beatles, mas “Taxman” é o ponto de ruptura sonora. O solo de guitarra é agressivo, visceral, construído por um instrumento empurrado além de seus limites naturais. Não é metal no sentido que Black Sabbath definiria o gênero, mas é o DNA do som que viria.

E “Helter Skelter”? Por que não é a escolha óbvia?

A maioria dos historiadores do rock aponta “Helter Skelter”, do White Album de 1968, como o proto-metal Beatles. A canção foi composta por McCartney em resposta a uma declaração de Pete Townshend (do The Who) sobre como “I Can See For Miles” era a coisa mais barulhenta, crua e suja que sua banda havia gravado.

Ao ouvir a faixa, McCartney achou comportada demais e resolveu fazer algo capaz de superar a descrição de Townshend. O resultado foi caótico: gritos, distorção extrema, uma produção que soava quase primitiva em propósito. “Helter Skelter” conquistou status de quase-mito porque ganhou contornos sinistros através de Charles Manson, que interpretou a letra (originalmente sobre uma atração de parque de diversões) como profecia apocalíptica.

Mas Geddy Lee oferece uma perspectiva diferente: se o metal é sobre a manipulação deliberada da tecnologia para alcançar um som novo e agressivo, “Taxman” é o verdadeiro precursor. Não é apenas barulhento — é engenhosamente distorcido. Há intencionalidade sonora, não apenas volume e caos.

Qual é a real origem do heavy metal, então?

A questão da primeira música de metal é um campo de batalha de opiniões. Black Sabbath é considerado por muitos o ponto de partida oficial do gênero em 1970, com a faixa-título “Black Sabbath”. Mas esse ponto de vista ignora toda uma evolução que começou no meio dos anos 60.

Se você considerar metal como o uso deliberado de distorção, agressividade sonora e estruturas de acordes mais pesadas, então a linhagem passa pelos Beatles sim — mas também por The Who, Steppenwolf (com “Born to Be Wild”) e até mesmo por bandas de blues-rock que experimentavam com amplificação extrema. Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath consolidaram o gênero, mas não o inventaram do zero.

O que Geddy Lee está dizendo é que os Beatles não apenas influenciaram o metal — eles criaram os blocos de construção sonoros que definem o gênero. E “Taxman” é um desses momentos de ruptura onde a tecnologia de gravação encontra a ambição artística em forma de distorção pura.

Para um baixista como Lee, que fez carreira tocando linhas complexas e inovadoras no Rush, reconhecer McCartney como predecessor faz sentido. McCartney não era apenas um compositores melódico — era um experimentador de estúdio que não tinha medo de quebrar as regras da gravação. Isso, no final, é exatamente o que o metal faria pelos próximos 50 anos.

Fonte: rollingstone.com.br

Toy Story 5 já tem ingressos à venda; confira data de estreia e trama

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Os ingressos para Toy Story 5 já estão disponíveis para compra online e nas bilheterias das redes de cinema em todo o Brasil. O novo filme da franquia Disney-Pixar chega aos cinemas brasileiros em 18 de junho de 2026, com sessões antecipadas começando um dia antes. Esse é o quinto longa da série que revolucionou a animação desde 1995, e a venda já começou tanto na plataforma Ingresso.com quanto diretamente nas salas de cinema.

Qual é a história de Toy Story 5?

Toy Story 5 traz um novo conflito para a vida dos brinquedos queridos de Andy. Desta vez, o vilão não é um garoto invejoso ou um boneco maligno — é um tablet futurista chamado Lilypad, que tenta conquistar Bonnie e afastá-la de seus brinquedos antigos. A premissa explora um dilema contemporâneo: como personagens analógicos e amados lidam com a tecnologia moderna que captura a atenção das crianças.

Para enfrentar esse desafio, Woody precisa reunir seus companheiros de aventura e encontrar uma nova forma de se manter relevante na vida de Bonnie. O filme promete equilibrar nostalgia com reflexão sobre mudança e adaptação — temas que ressoam tanto com adultos que cresceram com a franquia quanto com crianças que descobrem agora a história dos brinquedos que ganham vida.

Quantos filmes Toy Story já foram lançados antes do quinto?

Toy Story é uma das franquias mais lucrativas da história do cinema. Desde o primeiro filme de 1995, a série ganhou três sequências diretas que conquistaram bilheteria recorde mundialmente. Toy Story 3 (2010) e Toy Story 4 (2019) ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global, consolidando a saga como fenômeno cultural.

Além das sequências, a franquia também se expandiu com Lightyear (2022), um spin-off que segue as aventuras de Buzz Lightyear antes dos eventos do primeiro filme. O derivado ofereceu uma perspectiva diferente do universo Toy Story, explorando a origem do personagem icônico. Agora, com o quinto filme chegando, a Disney-Pixar aposta em continuar explorando personagens amados e introduzir novos conflitos que mantenham a série relevante para as próximas gerações.

Onde comprar ingressos para Toy Story 5 no Brasil?

  • Ingresso.com — plataforma online oficial de venda de ingressos para cinemas brasileiros
  • Bilheteria das redes de cinema — compra presencial disponível em todas as salas participantes
  • Sessões antecipadas — começam em 17 de junho, um dia antes da estreia oficial em 18 de junho

A venda antecipada é estratégia comum para blockbusters, permitindo que fãs garantam seus lugares para as primeiras exibições e gerando momentum de bilheteria logo no primeiro fim de semana. Para Toy Story 5, a antecipação é especialmente importante considerando o legado de sucesso financeiro da franquia.

O que torna Toy Story diferente de outras franquias de animação?

Desde seu lançamento, Toy Story se destacou por equilibrar humor infantil com narrativa emocionalmente sofisticada. Ao contrário de muitas animações que focam apenas em comédia ou ação superficial, a série sempre trouxe temas universais: amizade, abandono, morte, aceitação da mudança e o significado de ser importante para alguém.

Woody e Buzz não são apenas personagens; eles representam diferentes formas de entender a lealdade e o propósito. Cada filme adiciona camadas a essa reflexão. No terceiro filme, a série explorou o medo da obsolescência. No quarto, a importância de escolher seu próprio caminho. Agora, no quinto, a chegada do Lilypad — um tablet — é menos sobre um vilão tradicional e mais sobre a ansiedade contemporânea de ser substituído por tecnologia.

Essa profundidade é o motivo pelo qual adultos choram em sessões de Toy Story tanto quanto crianças. A franquia respeita seu público em todas as idades, oferecendo camadas de significado que revelam mais sobre nós mesmos quanto sobre os brinquedos fictícios que observamos.

Fonte: rollingstone.com.br

Judas Priest pode continuar com novos membros, diz Ian Hill

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O Judas Priest não desaparecerá mesmo que Ian Hill e Rob Halford saiam da banda, segundo o próprio baixista fundador. Em entrevista recente ao Metal Journal, Ian Hill afirmou que a “marca” Judas Priest é maior que qualquer formação específica, e que novos integrantes poderiam garantir a continuidade da banda que ele ajudou a criar em 1970. A resposta chega num momento delicado: após o afastamento do guitarrista fundador Glenn Tipton em 2018, diagnosticado com Parkinson, a questão sobre a sobrevivência do grupo ganhou peso.

Por que a saída de integrantes clássicos preocupa os fãs do Judas Priest?

Desde sua fundação, o Judas Priest passou por múltiplas trocas de formação. Glenn Tipton, um dos dois guitarristas fundadores, afastou-se das apresentações ao vivo após ser diagnosticado com Parkinson, embora permaneça oficialmente na banda. O produtor Andy Sneap o substitui nos shows. A questão que paira entre os fãs é se um Judas Priest sem Hill e Rob Halford — que ingressou em 1974 e é praticamente sinônimo da voz da banda — conseguiria manter a identidade que definiu gerações do rock pesado.

Quantas vezes o Judas Priest já trocou membros?

Mais do que imagina. Segundo Hill, a banda já passou por cerca de seis ou sete bateristas, quatro guitarristas e dois vocalistas ao longo de sua história. Isso significa que, tecnicamente, apenas Hill permanece como único membro ininterruptamente presente desde 1970. Essa trajetória de substituições mostra que o grupo sempre conseguiu se reinventar sem perder sua essência, criando precedente para possíveis futuras mudanças.

O que Ian Hill disse sobre a continuidade do Judas Priest?

Quando questionado diretamente se conseguia imaginar o Judas Priest seguindo adiante sem ele e sem Halford, Hill foi categórico. “Não há motivo para dizer ‘não'”, respondeu. Sua reflexão expõe uma verdade simples: ninguém é insubstituível. Com décadas de história comprovando que a banda absorveu mudanças antes, por que não absorveria novamente? Hill sugeriu que seus colegas atuais “topariam” se ele ou Rob tivessem que parar, o que indica que há disposição dentro do grupo para uma possível transição.

A declaração é realista e até surpreendente em sua franqueza. Muitos músicos legados relutariam em reconhecer que suas bandas poderiam existir sem eles. Hill, aos 72 anos, demonstra compreender que uma instituição de rock como o Judas Priest transcende qualquer nome individual — a marca existe na audiência, na discografia, na influência cultural.

Qual é o limite para Ian Hill continuar no Judas Priest?

Apesar de abrir a porta para o futuro, Hill deixou claro que não está pronto para sair agora. No entanto, ele identificou um ponto de virada: o desempenho. “Se meu desempenho começar a piorar, é hora de pensar em parar”, disse. Enquanto a banda conseguir dar 100%, o baixista quer continuar. Mas se perceber que está deixando de entregar tudo de si, aí sim consideraria encerrar as atividades.

Essa mentalidade é coerente com a postura de Hill ao longo dos anos — profissionalismo acima de nostalgia. Não é sobre ficar no palco por ficar; é sobre garantir que o que o Judas Priest apresenta ao mundo ainda merece o nome que carrega.

Que novidades há sobre o próximo álbum do Judas Priest?

A gravação do novo trabalho de estúdio está bem avançada. Hill revelou que a maior parte das músicas já foi gravada, incluindo praticamente todas as faixas de acompanhamento. Pode haver uma ou duas músicas ainda para gravar, mas o grosso do trabalho está pronto. O mais importante agora é a gravação dos vocais. Rob Halford esteve em Phoenix, nos Estados Unidos, registrando suas partes nas últimas semanas, segundo Hill.

Essa atualização sugere que o Judas Priest continua criativo e produtivo, reforçando a mensagem de que o grupo não está em modo “turnê de despedida”. Enquanto houver material novo para lançar, há propósito. E enquanto houver propósito, há razão para continuar.

O que o Judas Priest representa para o rock pesado?

O Judas Priest não é apenas uma banda; é um pilar do heavy metal clássico. Com mais de cinco décadas de carreira, influenciou gerações de músicos e consolidou o som do metal britânico. Glenn Tipton e K.K. Downing foram os guitarristas fundadores que definiram o riff do Judas Priest; Rob Halford tornou-se uma figura icônica na cultura metal; Ian Hill foi a coluna vertebral constante.

A abertura de Hill para mudanças futuras não diminui esses legados — apenas reconhece uma realidade que qualquer instituição artística deve encarar: nada é permanente, mas aquilo que importa verdadeiramente transcende nomes. Se o Judas Priest pode fazer boas músicas, boas apresentações e manter a qualidade que seus fãs esperam, a essência da banda permanece, independentemente de quem segura o baixo ou o microfone.

Fonte: rollingstone.com.br

Marcia Lucas, a montadora que moldou Star Wars, morre aos 80 anos

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Marcia Lucas, a montadora que venceu o Oscar por sua edição revolucionária de Star Wars: Uma Nova Esperança, faleceu no último dia 27 de maio aos 80 anos, vitimada por câncer. Sua morte marca o fim de uma carreira que redefiniu a linguagem visual do cinema de ficção científica e consolidou uma das maiores franquias cinematográficas do planeta — tudo através da arte praticamente invisível da montagem.

Quem foi Marcia Lucas e por que sua contribuição para Star Wars foi tão importante?

Marcia Lucas não era apenas a editora de Uma Nova Esperança (1977). Ela foi uma das três montadoras que receberam o Oscar em 1978 pela edição do filme — ao lado de Richard Chew e Paul Hirsch — em um prêmio que reconheceu o trabalho invisível que transformou horas de material bruto em uma experiência narrativa hipnotizante. Na época, a Indústria cinematográfica tinha pouquíssimas mulheres em posições-chave de criação, e Lucas foi pioneira em um ofício onde sua influência moldaria gerações de cineastas.

O papel dela foi absolutamente central: a montagem de Uma Nova Esperança não era apenas cortar e colar cenas. Era ritmo, pacing narrativo, construção emocional. Cada transição, cada corte, cada duração de plano contribuiu para o impacto visceral que transformou o filme de George Lucas em fenômeno cultural. Sem a maestria editorial de Marcia, o sucesso de Star Wars teria sido radicalmente diferente — possivelmente inexistente.

Qual foi o legado de Marcia Lucas além de Uma Nova Esperança?

Antes de Star Wars, Marcia Lucas havia sido indicada ao Oscar por seu trabalho em Loucuras de Verão (1973), dirigido pelo mesmo George Lucas. Esse reconhecimento precoce já sinalizava seu domínio técnico e criativo. Depois de Uma Nova Esperança, ela continuou trabalhando com Lucas em Star Wars: Episódio VI — O Retorno de Jedi (1983), consolidando sua marca na trilogia original que definiu a ficção científica moderna.

Mas o legado de Marcia transcende Star Wars. Ela abriu portas em uma profissão dominada por homens, mostrando que a montagem cinematográfica não era apenas tarefa técnica, mas arte narrativa de primeira ordem. Sua capacidade de criar tensão, ritmo e emoção através da edição influenciou cineastas que vieram depois, mesmo que muitos não soubessem exatamente nomear sua contribuição. A montagem invisível — aquela que o espectador não nota porque funciona perfeitamente — era sua assinatura.

Como Marcia Lucas e George Lucas se separaram profissional e pessoalmente?

Marcia e George Lucas foram casados desde 1969, mas sua relação profissional terminou bem antes da separação formal. Após trabalhar juntos em O Retorno de Jedi em 1983, o mesmo ano de seu divórcio, Lucas se afastou da montagem de Star Wars. George Lucas seria diretor de produção e roteirista dos episódios seguintes, mas outras montadoras assumiriam a responsabilidade editorial — uma mudança que marcou também um afastamento pessoal. O divórcio em 1983 foi amigável, segundo relatos, mas encerrou uma parceria criativa que havia produzido alguns dos filmes mais influentes do século XX.

O que a família de Marcia Lucas disse sobre seu falecimento?

Em comunicado à imprensa, a família de Marcia Lucas declarou: “Marcia será sempre lembrada como uma contadora de histórias brilhante, uma mulher pioneira no cinema. Sua influência é marcante, mas quem a conhecia melhor se lembrará de como ela fazia a vida parecer mais cheia de amor”.

Essa lembrança revela algo importante além das estatísticas de prêmios e filmes. Marcia Lucas não era apenas a profissional que ganhou Oscars — era uma pessoa cuja humanidade iluminava os ambientes em que trabalhava. Seus colegas e amigos certamente sentirão sua ausência em conversas sobre cinema, técnica de montagem e as histórias que moldaram décadas de entretenimento.

Por que a morte de Marcia Lucas importa agora para a cultura pop?

Vivemos em um momento onde Star Wars continua relevante, com novas séries e filmes em desenvolvimento. O interesse pela trilogia original é eterno entre fãs e cineastas. A morte de Marcia Lucas é um lembrete de que os artistas por trás das cenas — montadores, diretores de fotografia, compositores — são tão essenciais quanto atores e diretores. Uma geração inteira de cineastas cresceu reverenciando Uma Nova Esperança sem necessariamente saber o nome de quem editou o filme, mas seu impacto visual e narrativo está em cada frame.

A ausência de Marcia também marca o afastamento de uma era do cinema. Ela trabalhou em uma época quando a ficção científica era rejeitada pela academia e pela indústria como “entretenimento menor”, quando Star Wars era considerado um risco comercial. Que ela recebesse um Oscar por Uma Nova Esperança foi revolucionário — validou a ideia de que não existe cinema “menor”, apenas cinema bem feito ou mal feito. Marcia Lucas fez um cinema extraordinariamente bem feito.

Fonte: rollingstone.com.br

Mestres do Universo enfrenta David vs Golias contra Todo Mundo em Pânico nas bilheterias

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A disputa pelas bilheterias de junho promete surpreender: Mestres do Universo, superprodução de US$ 170 milhões da Amazon, pode perder para Todo Mundo em Pânico, uma comédia que retorna após mais de uma década longe das telas de cinema. Segundo projeções do Box Office Theory, a franquia de horror-comédia sai na frente, com expectativa de arrecadar entre US$ 35 milhões e US$ 52 milhões no primeiro fim de semana, enquanto a adaptação da clássica franquia dos anos 1980 deve ficar entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões.

O cenário revela uma dinâmica rara nas bilheterias contemporâneas: um blockbuster de orçamento colossal sendo ameaçado não por outro espetáculo de ação, mas por uma paródia que aposta em nostalgia e química de elenco. Ambos os filmes chegam aos cinemas brasileiros no mesmo dia, 4 de junho, criando um duelo entre estratégias comerciais completamente diferentes.

Mestres do Universo enfrenta Todo Mundo em Pânico nas bilheterias
(Reprodução / Estúdio)

Por que Todo Mundo em Pânico pode vencer Mestres do Universo nas bilheterias?

A resposta está em dois fatores: nostalgia comprovada e elenco consolidado. O sexto Todo Mundo em Pânico reúne Anna Faris, Regina Hall, Marlon Wayans e Shawn Wayans, nomes que carregam o DNA da franquia e conectam diretamente com o público que cresceu nos anos 2000. Os cinco filmes anteriores já arrecadaram mais de US$ 780 milhões mundialmente, comprovando que a receita de paródia-horror funciona quando mantém o elenco familiar.

A comédia não compete em escala visual, mas em expectativa construída. Fãs que deixaram a franquia dormindo há mais de uma década estão retornando por curiosidade e pela promessa de revisitar personagens conhecidos. É uma força que transcende orçamento: é conexão emocional cristalizada em cinco filmes de sucesso.

Qual é o desafio de Mestres do Universo na bilheteria?

Mestres do Universo enfrenta um paradoxo do cinema moderno. Possui orçamento gigantesco (US$ 170 milhões), elenco internacional de peso com Nicholas Galitzine, Jared Leto, Camila Mendes e Idris Elba, e reações iniciais positivas dos críticos. Mas essa combinação não garante retorno em um fim de semana onde uma comédia cult está roubando a atenção.

O filme segue Príncipe Adam retornando a Eternia após 15 anos longe de casa, enfrentando Esqueleto e assumindo o manto de He-Man para salvar seu mundo. É narrativa clássica de herói que ressoa com fãs dos anos 1980, mas a geração atual que frequenta cinemas nos primeiros fins de semana pode não estar tão conectada com essa nostalgia quanto com a de Todo Mundo em Pânico.

He-Man e os Mestres do Universo enfrentam competição nas bilheterias contra Todo Mundo em Pânico
(Reprodução / Estúdio)

Qual é a verdadeira ameaça para o retorno financeiro de Mestres do Universo?

Se Mestres do Universo abrir na faixa mais baixa das projeções (US$ 25 milhões), enfrenta pressão imediata para o retorno. Um orçamento de US$ 170 milhões exige não apenas sucesso doméstico, mas mundial sustentado. O filme precisa competir não apenas contra Todo Mundo em Pânico neste fim de semana, mas contra a queda esperada nas próximas semanas quando outras produções chegarem aos cinemas.

A Amazon apostou em uma superprodução de escala comparável aos maiores lançamentos do ano, mas as bilheterias dos primeiros fins de semana não refletem apenas qualidade ou orçamento. Refletem antecipação gerada, e essa antecipação favor Todo Mundo em Pânico por enquanto.

Como ficam as projeções para as próximas semanas?

A vitória inicial de Todo Mundo em Pânico não garante domínio prolongado. Comédia de paródia tipicamente não sustenta público além de duas a três semanas, enquanto bloqueio de ação pode ter pernas maiores em mercados internacionais. O fenômeno será observado globalmente, especialmente considerando que Mestres do Universo é lançamento internacional simultâneo.

A realidade é que ambos os filmes podem prosperar em nichos diferentes. Todo Mundo em Pânico captura o público nostálgico de comédia; Mestres do Universo pode ganhar espaço em mercados onde a marca He-Man permanece forte (Europa, Ásia). O que parecia ser competição direta nas bilheterias de abertura pode revelar-se como duas estratégias comerciais coexistindo em públicos distintos.

O fato de ambos os filmes chegarem aos cinemas brasileiros no mesmo dia (4 de junho) amplifica essa dinâmica. Será um teste de mercado para entender qual tipo de nostalgia — a dos anos 1980 ou a dos anos 2000 — ainda move bilheterias quando confrontadas diretamente.

Fonte: observatoriodocinema.com.br

O final de The Backrooms explica os planos secretos da Async no cinema

The Backrooms traz a misteriosa Async para o cinema em 2026, e o final do filme revela muito mais sobre os verdadeiros objetivos da empresa dentro do espaço extradimensional. A empresa que aparecia apenas nos bastidores da série web original de Kane Parsons agora ocupa o centro do conflito do filme de horror, expondo um plano ambicioso que vai além da simples pesquisa científica.

Cena de The Backrooms mostrando os planos secretos da Async no cinema
(Reprodução / Estúdio)

O que é a Async e por que ela explora o Backrooms?

A Async Research Institute é uma organização que começou como fabricante de máquinas de ressonância magnética (MRI) para uso médico, mas mudou completamente de foco após descobrir a existência do Backrooms. Segundo o filme, a empresa se dedica agora a mapear o espaço liminal conhecidamente caótico, enviando equipes equipadas com câmeras e trajes de contenção em expedições contínuas.

O objetivo da Async, porém, não é puramente acadêmico. A série web original de Parsons deixa claro que a empresa tem ambições comerciais. Ela está desenvolvendo o projeto KV31, que envolve um Sistema de Distorção Magnética de Baixa Proximidade — basicamente uma tentativa de criar portais estáveis entre a Terra e o Backrooms. A ideia é usar o espaço extradimensional como uma espécie de rota de navegação para transportar cargas e pessoas rapidamente, revolucionando a logística global. Além disso, a Async quer explorar a “A-SPACE”, um armazenamento potencialmente infinito que resolveria os problemas de superlotação urbana.

O problema? O Backrooms não coopera. Criaturas desconhecidas, espaços que se reconfiguram e uma lógica de realidade completamente diferente da Terra tornam cada expedição uma luta pela sobrevivência.

Como a Async aparece no filme The Backrooms de 2026?

O filme começa em 1990 com uma sequência crucial: um pesquisador da Async é rastreado dentro do Backrooms enquanto documenta sua jornada em uma câmera. A gravação é reproduzida em uma tela, e através dos reflexos, vemos cientistas observando o horror que se desenrola — sugerindo que a empresa já sabia dos perigos e continuava enviando pessoas de qualquer forma.

Ao longo da narrativa, Phil (interpretado por Mark Duplass de The Creep Tapes) aparece monitorando as aventuras de Clark através de câmeras de vigilância. Clark, um proprietário de loja de móveis que acidentalmente encontra um portal para o Backrooms, se torna inadvertidamente um objeto de interesse para Async. Em um momento tenso, ele encontra um crachá de identificação de um funcionário da empresa entre detritos do espaço.

O verdadeiro confronto com Async acontece no terceiro ato, quando Mary (Renate Reinsve), a terapeuta que acompanha Clark, é capturada por uma armadilha da empresa. Funcionários em trajes de contenção a transportam de volta para as instalações da Async, e é ali que o velo cobre os objetivos reais da organização é finalmente levantado.

Cena de The Backrooms mostrando os planos secretos da Async no cinema
(Reprodução / Estúdio)

O que Mary descobre nas instalações secretas da Async?

Dentro das dependências da Async, Mary é interrogada por Phil, que pode ser o mesmo Philip R. Heymann mencionado na série web original. Durante essa conversa reveladora, Phil explica o histórico da empresa: começou como fabricante de máquinas de MRI para diagnósticos médicos, mas após a descoberta do Backrooms, sua missão foi completamente reorientada para mapear o espaço desconhecido.

Mary testemunha um detalhe perturbador: uma sala inteira preenchida com painéis de papelão bilíngues — exatamente como o que Clark encontrou durante sua jornada no Backrooms. Isso revela que a Async não estava simplesmente explorando passivamente; a empresa estava plantando ativamente pistas e objetos dentro do Backrooms, tentando estabelecer contato com as criaturas que ali habitam. É uma estratégia assustadora que sugere que Async vê o espaço não como uma ameaça a ser evitada, mas como um recurso a ser domesticado.

A conexão entre MRI e a estrutura do Backrooms

O filme e a série web revelam uma ironia profunda: as máquinas de MRI foram desenvolvidas para mapear o cérebro humano, uma massa de memórias, padrões neurais e conexões aparentemente caóticas. O Backrooms, por sua vez, funciona de maneira similar — o espaço responde às identidades e memórias das pessoas que o ocupam. Criaturas chamadas “Still Life” aparecem como versões esquecidas de pessoas reais. Corredores e móveis se fundem como memórias pobres ou distorcidas.

Essa semelhança não é coincidência. A progressão da Async de uma empresa de tecnologia médica para exploradora do Backrooms adquire uma dimensão poética e aterradora: a empresa que estudava o cérebro humano agora tenta desvendar um espaço que funciona como um cérebro coletivo distorcido. O paralelo sugere que os objetivos da empresa são ainda mais ambiciosos — não apenas usar o Backrooms como rota comercial, mas potencialmente entender e controlar como funciona a memória, a identidade e a realidade em si.

Por que a Async é crucial para o futuro de The Backrooms

A revelação da Async no filme transforma o Backrooms de um simples labirinto de horror em um campo de batalha onde interesses corporativos colidem com forças incompreensíveis. A empresa não é vilã tradicional — não quer destruir Clark ou Mary por malvadez, mas porque ambos são variáveis incontroláveis em um experimento muito maior.

O confronto entre Clark (um homem ordinário lutando pela sobrevivência) e a Async (uma corporação buscando lucro) estabelece uma tensão que vai além do horror convencional. É sobre quem controla espaços que desafiam a lógica e como o ser humano lida com descobertas que o poder corporativo quer monopolizar.

Fonte: thedirect.com

Como as Backrooms se tornaram o terror mais viral da internet em 2024

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Um escritório vazio e amarelado que começou a circular pela internet anos atrás viralizou para se tornar um dos maiores fenômenos de terror online da última década, culminando no lançamento do filme Backrooms: Um Não-Lugar pela A24 em 2024. Nem todo meme assusta — este não é um meme, é um conceito que transformou a forma como internet consome horror coletivamente.

Corredor das Backrooms com paredes amarelas e iluminação fluorescente criando atmosfera assustadora e viral
(Reprodução / estúdio)

Como tudo começou com uma imagem perturbadora em 2019?

A história das Backrooms começou de forma deceptivamente simples em 2019, quando um usuário publicou uma fotografia inquietante em um fórum do 4chan solicitando imagens “perturbadoras” que provocassem desconforto visual. A resposta veio de outro usuário que transformou aquela foto ordinária em algo extraordinário: a primeira descrição oficial das Backrooms como creepypasta (história curta de terror publicada online). A escrita era objetiva e claustrofóbica: quem “escapasse da realidade” no lugar errado terminaria preso em corredores infinitos, iluminados por lâmpadas fluorescentes piscantes, cercado por carpetes úmidos, paredes levemente deformadas e salas vazias sem propósito aparente.

O que tornava a descrição verdadeiramente perturbadora era sua verossimilhança. Não havia demônios óbvios ou monstros com chifres. Era apenas o vazio amplificado, o familiar tornado alien — e esse era exatamente o ponto.

Por que as Backrooms se enquadram no terror liminar?

As Backrooms não demoraram para se tornar o símbolo máximo do chamado “terror liminar”, um subgênero focado em espaços vazios, não-lugares que parecem simultaneamente familiares e radicalmente perturbadores. Liminares são transições — aquele corredor de shopping no meio da madrugada, uma escada de escritório completamente vazia, o saguão de um hotel sem ninguém. Lugares que você já esteve mas que ganham uma qualidade onírica quando despovoados. É horror sem violência gráfica, apenas estrutural.

A mitologia expandiu rapidamente através de fóruns, Discord servers, páginas Wiki collaborativas e comunidades Reddit. Usuários anônimos criaram uma cosmologia completa: dezenas de níveis com características distintas, criaturas específicas habitando cada andar, sistemas de regras para escapar ou sobreviver dentro das Backrooms. Era ficção colaborativa em seu melhor aspecto — sem nome, sem rosto, apenas criatividade coletiva retroalimentando o terror.

Como a imagem original foi descoberta após mais de 20 anos?

Durante anos, consumidores de horror online ficaram obcecados em descobrir a origem daquela fotografia seminal. A busca se tornou quase arqueológica, com usuários investigando bancos de imagens, fóruns antigos e registros de câmeras. Em 2024, foi finalmente revelado que a imagem havia sido capturada em 2002, durante a reforma de uma loja HobbyTown (loja de hobbies) em Wisconsin, nos Estados Unidos. Uma foto tirada casualmente por alguém durante trabalho de construção, sem qualquer intenção artística, provou ser o gatilho visual perfeito para toda uma mitologia moderna.

Essa demora em descobrir a origem real é reveladora: o desconhecimento alimentava a construção lendária. Quanto mais mistério, mais espaço para imaginação preencher os vazios.

Corredor das Backrooms com paredes amarelas e iluminação fluorescente perturbadora
(Reprodução / estúdio)

Quem levou as Backrooms do 4chan para o YouTube?

O fenômeno ganhou dimensão verdadeiramente global em 2022, quando Kane Parsons publicou no YouTube o curta The Backrooms (Found Footage). Parsons tinha apenas 20 anos quando começou o projeto, mas entendeu intuitivamente o que funcionava no conceito original: transformar a escrita colaborativa em falso documentário visual. O curta combinava a estética de found footage (câmera tremendo, filmagem de baixa qualidade) com design de som claustrofóbico e monstros sutilmente desconfortáveis em vez de explicitamente aterradores. Não havia jump scares baratos — apenas a progressão gradual de dread, aquela sensação crescente de que algo está fundamentalmente errado.

O vídeo viralizou instantaneamente. Hoje soma dezenas de milhões de visualizações e inspirou centenas de videos relacionados, desde análises científicas sobre por que terror liminar funciona psicologicamente até recriações amador. Parsons provou que o conceito podia transcender o texto.

Como a A24 transformou Backrooms em filme de longa-metragem?

O sucesso foi tão monumental que a A24, estúdio distribuidor de cinema independente conhecido por apetite por conteúdo de horror experimental, decidiu transformar Backrooms em longa-metragem. Parsons, o mesmo criador do curta viral, foi escolhido para dirigir. Um jovem de 20 anos que criou conteúdo em sua sala ascendeu para trabalhar com distribuidor cinematográfico profissional — isso é raro em qualquer contexto, mas especialmente em terror.

O filme Backrooms: Um Não-Lugar representa o momento em que fenômeno internet puro se torna produto cultural mainstream, mas sem a dissolução típica que Hollywood causa. A A24 frequentemente preserva o DNA estranho do material original, respeitando o tom e a estranheza que o criou. Neste caso, não se trata de adaptação domesticada, mas de expansão natural.

Por que as Backrooms assustam tanto em 2024?

Décadas de pesquisa em psicologia cognitiva explicam por que espaços vazios e liminares funcionam como horror: o cérebro humano evoluiu para identificar ameaças em ambientes familiares. Quando o familiar é drenado de vida humana — sem pessoas, sem sons naturais, apenas lâmpadas fluorescentes — o sistema nervoso não consegue calibrar adequadamente a ameaça. Não é perigo óbvio. É incerteza estrutural.

Além disso, há componente temporal. A geração que consome Backrooms em 2024 cresceu vendo internet descentralizada se transformar em megacorporações. Há nostalgia pervertida em explorar aquele 4chan dos anos 2010, aquele período pré-algoritmo em que conteúdo podia emergir organicamente sem engenharia de recomendação. As Backrooms, paradoxalmente, são nostalgia de um terror criado colaborativamente — algo impossível em redes sociais atuais.

O fenômeno agora saiu dos fóruns obscuros e discords sussurradores para conquistar cinemas mainstream, mas carrega consigo a marca de suas origens: criação coletiva, desconforto visual sustenido, e a profunda suspeita de que há mais níveis abaixo do que qualquer filme conseguirá revelar.

Fonte: observatoriodocinema.com.br