Delphi traz Wood Harris de volta — e Michael B. Jordan produz série de Creed no Prime Video

Wood Harris retorna em Delphi e Michael B. Jordan produz série de Creed no Prime Video
Wood Harris retorna à série Delphi enquanto Michael B. Jordan produz série derivada de Creed (Reprodução / Estúdio)

Delphi, a série derivada da franquia Creed, revelou seu elenco principal com um retorno estratégico: Wood Harris, que interpretou o treinador Little Duke nos três filmes, volta para orientar uma nova geração de boxeadores. A produção do Prime Video acompanhará um grupo de jovens atletas em uma academia de elite enquanto lutam para alcançar seus sonhos no topo do esporte.

O projeto coloca Michael B. Jordan como produtor executivo — reforçando o compromisso da franquia em expandir o universo além de Adonis Creed. Marco Ramirez comanda a direção geral, enquanto José Padilha dirige o episódio piloto. As filmagens estão em andamento em Los Angeles, mas a série não tem previsão de estreia confirmada ainda.

Quem são os protagonistas de Delphi?

O elenco principal reúne nomes que transitam entre cinema prestige e televisão de qualidade. Benji Santiago (The Notebook) e Juan Castano (Vermelho, Branco e Sangue Azul) dividem os papéis protagonistas entre os boxeadores. Demián Bichir, conhecido por Uma Vida Melhor e Os Oito Odiados, traz peso dramático ao elenco, enquanto André Holland (The Actor, Love) adiciona carisma à história.

Sofia Black-D’Elia, destaque em Single Drunk Female, integra o grupo junto com Andre Royo, que marcou presença em The Wire — série que influenciou profundamente o cinema de boxe americano. O talento audiovisual está distribuído entre veteranos de drama prestige e revelações em potencial, sinalizando uma produção que busca credibilidade narrativa, não apenas apelo de franquia.

Por que Wood Harris é crucial para o legado de Creed?

A volta de Wood Harris como Little Duke não é apenas um casting seguro — é uma ponte narrativa essencial. Nos filmes, o treinador representava a sabedoria prática, o mentor que conhecia os bastidores do boxe profissional. Sua presença em Delphi legitima a série como continuidade orgânica, não como um produto de marketing desconectado.

A decisão de manter o personagem sugere que os criadores entendem o que funcionou em Creed: relacionamento mentor-aprendiz baseado em conflito real, não em tropes de inspiração rasa. Com Harris no elenco, a série herda automaticamente a credibilidade emocional que os três filmes construíram ao longo de oito anos.

Como Delphi se diferencia da trilogia original?

Enquanto Creed focava em um protagonista singular — Adonis — em sua jornada de identidade e legado, Delphi alarga o foco para um coletivo. A academia de elite funciona como personagem em si: um espaço onde conflitos interpessoais, ambição e trauma se chocam. É um formato que permite maior complexidade coral, similar ao que outras adaptações de esporte conseguiram em séries televisivas.

Michael B. Jordan como produtor executivo mantém a sensibilidade do universo, enquanto José Padilha — conhecido por seu trabalho em Homem em Chamas e no cinema latino-americano — pode injetar uma energia estética diferente daquela dos filmes de Ryan Coogler. A série promete explorar a periferia do boxe profissional, não apenas seu ápice.

Qual é o cronograma de produção e quando estreia?

As filmagens de Delphi estão acontecendo em Los Angeles desde a confirmação do elenco. Porém, a plataforma não divulgou data de estreia oficial. Considerando o padrão do Prime Video em projetos de maior envergadura — que levam entre 18 a 24 meses da conclusão de gravação até o lançamento — a série provavelmente chegará ao catálogo em 2026 ou 2027.

A ausência de cronograma anunciado pode refletir tanto ajustes criativos quanto estratégia de lançamento (o Prime Video frequentemente guarda datas para eventos de anúncio maior). Enquanto isso, os filmes de Creed continuam disponíveis no Universal+, permitindo que espectadores revisitem o universo enquanto a série se desenvolve.

O que Delphi significa para o futuro de Creed no streaming?

Delphi não é apenas um spin-off — é um teste de viabilidade para expandir Creed além do cinema. A franquia, que começou em 2015 e se estendeu até 2023, provou ser lucrativa, mas o público filmico é finito. Uma série que explora a mesma mitologia através de personagens novos na mesma academia pode renovar interesse, especialmente se conseguir equilibrar nostalgia com originalidade.

O sucesso de Delphi poderia abrir caminho para mais explorações: documentários sobre treino real, minisséries sobre lutadores específicos, ou até um filme teatral futuro que integre elementos da série. Para o Prime Video, é uma aposta em franchises já consolidadas — estratégia mais segura que desenvolver propriedade intelectual do zero. A série terá o peso de justificar se a expansão televisiva do universo Creed é necessária ou apenas uma tentativa de monetizar franquia estagnada.

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