Crítica | A Estrada de Tijolos Amarelos tem ritmo arrastado e é um horror confuso

A Estrada de Tijolos Amarelos traz uma releitura sombria e arrastada da obra clássica O Mágico de Oz, mas falha ao transformar o material em um thriller psicológico envolvente. O filme dirigido e co-escrito por Daniel Alexander presa por uma ambientação onírica, mas se perde em um roteiro confuso e atuações apagadas.

A Estrada de Tijolos Amarelos tem ritmo arrastado e é um horror confuso

A produção estreou nos cinemas em 11 de fevereiro de 2026 e integra a tendência atual de revisitar clássicos infantis com uma abordagem de horror, cenário impulsionado pela popularidade do universo interconectado do Twisted Childhood Universe.

Qual é a trama?

A Estrada de Tijolos Amarelos acompanha Emily, uma jovem artista com distúrbios psicológicos, atormentada por pesadelos com Dorothy e sua avó. Ao encontrar o diário de sua mãe mencionando um mundo alternativo e o telefone de uma instituição mental, Emily decide buscar respostas sobre seu passado em um hospital isolado.

À medida que enfrenta o sinistro diretor da instituição e uma tempestade prende todos no local, a linha entre sonho e realidade se confunde, revelando ligações de Emily com Dorothy e o obscuro mundo de Oz.

Roteiro confuso e personagem mal desenvolvido

A proposta de explorar Oz como um reflexo da mente perturbada de Emily poderia ser interessante, mas o roteiro de Daniel Alexander e Matthew R. Ford sofre por falta de clareza e ritmo.

Ao contrário da personagem Dorothy, que funciona como âncora para o espectador em suas aventuras, Emily é mostrada de forma fragmentada, sem aprofundamento suficiente para que sua jornada faça sentido ou gere empatia.

Um filme mais próximo de Silent Hill do que de Oz

O tom psicológico é mais próximo de obras do gênero de terror psicológico, lembrando franquias como Silent Hill, do que de uma adaptação de Oz. A intenção de usar a ambientação como metáfora para problemas mentais é notável, mas sem desenvolvimento ou mensagem clara.

Ao tentar fugir dos clichês das adaptações do clássico, A Estrada de Tijolos Amarelos acaba exagerando nas camadas e perdendo o foco da narrativa.

Pacing extremamente lento e pouco envolvente

A péssima velocidade de desenvolvimento é um dos maiores problemas da produção. A primeira metade do filme se desenrola lentamente, dando a sensação de que o público está sempre à frente da protagonista e que as revelações básicas demoram demais para acontecer.

Além disso, os poucos sustos não conseguem salvar a experiência, e o resultado é um filme que cansa e pode até sonolentar o espectador, especialmente para quem esperava um thriller mais dinâmico.

Elenco sem direção clara

Chloë Culligan Crump, no papel de Emily, entrega uma performance contida e sem força para sustentar a protagonista. Há uma aparente falta de entendimento do elenco sobre o tom do filme, prejudicando a conexão com a audiência.

Crítica | Gale: Caminho de Tijolos Amarelos tem ritmo arrastado e é um horror confuso - Imagem do artigo original

Karen Swan interpreta Dorothy, mas seu papel é pouco explorado e não contribui para dar mais profundidade ao roteiro confuso.

Aspectos técnicos como um ponto positivo

Apesar dos problemas narrativos, o filme merece mérito pela direção de arte e efeitos práticos. A ambientação onírica é bem construída, ainda que simples, com destaque para a caracterização do personagem Patches, que mescla elementos do Espantalho e do Homem de Lata.

Os macacos voadores também são representados de forma assustadora, talvez a parte mais marcante da produção. A abordagem prática nos efeitos demonstra ambição, considerando o baixo orçamento do filme.

Conclusão da crítica

Embora A Estrada de Tijolos Amarelos tente se diferenciar das adaptações tradicionais de Oz, seu roteiro confuso, ritmo lento e atuação pouco envolvente acabam enfraquecendo o resultado final. A ideia de explorar o lado psicológico poderia gerar uma experiência mais impactante, mas falta ao filme clareza e foco.

O filme está em cartaz nos cinemas, indicado para maiores de 13 anos e mistura elementos de horror, suspense e fantasia.

Nota da Crítica 2.5/5

Perguntas frequentes

  • Qual é a história principal do filme? Emily, uma jovem artista atormentada por pesadelos, busca entender seu passado em um hospital isolado, mesclando realidade e sonho relacionadas ao mundo de Oz.
  • Quem dirige Gale: Caminho de Tijolos Amarelos? Daniel Alexander, em sua estreia como diretor de longa-metragem.
  • Quando o filme foi lançado? A estreia ocorreu em 11 de fevereiro de 2026, nos cinemas.
  • Qual a avaliação crítica geral? O filme recebeu críticas negativas, com destaque para roteiro confuso, ritmo lento e atuações apagadas.
  • O filme é recomendado para quem gosta do original O Mágico de Oz? Devem ter expectativas moderadas, pois o tom do filme é bastante diferente, focando em horror psicológico.

Onde assistir: Em cartaz nos cinemas.

Formato: Filme.

Status: Lançado.

Para quem procura um horror de ritmo acelerado e com sustos constantes, esta produção pode frustrar, mas sua atmosfera visual merece ao menos uma conferida, especialmente para fãs de adaptações independentes sombrias. A exemplo de outras críticas recentes que discutem obras com propostas ousadas, como visto em Caminhos do Crime.

Equipe Gossip Notícias
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