A produtora Thuli Zuma já imagina os próximos capítulos de A Polygamista muito antes de Netflix confirmar qualquer renovação. Em entrevista, ela revelou que o foco da possível 2ª temporada seria deixar Jonasi para trás e mergulhar na vida dos filhos crescendo dentro de uma herança de segredos e traições.
O drama sul-africano estreou na Netflix em junho deste ano, trazendo a história de um magnata que constrói seu império empresarial enquanto esconde uma vida dupla de múltiplas affairs. Mas A Polygamista não é apenas sobre a queda dele — é sobre como aqueles que o cercam, especialmente suas mulheres, descobrem o preço real de seu poder e decidem cobrar.

A reviravolta do final abre porta para um drama geracional
O episódio final de A Polygamista 1ª temporada entrega uma reviravolta que a maioria dos espectadores não previu: Joyce, a primeira esposa, foi a arquiteta da morte de Jonasi o tempo todo. Sua vingança foi longa, calculada e perfeita. Mas enquanto ela celebrava vitória e assegurava o controle do império familiar para seu filho Menzi, algo mais obscuro estava germinando.
Menzi passou a 1ª temporada vendo seu pai destruir tudo ao seu redor — seus pais brigar constantemente, suas relações amorosas serem humilhadas, seus valores morais entrarem em colapso. O jovem assistiu ao pai seduzir Lindani, a mulher por quem Menzi estava apaixonado, transformando seu desejo em nojo. Mas no último episódio, ele faz exatamente o que jurou nunca fazer: envolve-se romanticamente com Lindani de forma manipuladora, espelhando os comportamentos destrutivos de Jonasi que ele próprio desprezava.
Esse ciclo — onde o filho se torna versão menor do pai — é o verdadeiro gancho que Thuli Zuma pode explorar em uma 2ª temporada. E é aqui que a produtora revela sua visão: focar não só em Menzi, mas em toda a geração seguinte e como eles carregam os danos geracionais como herança.

Os filhos como protagonistas: o que muda na narrativa
Enquanto muitas séries de drama familiar tendem a resolver tudo na morte ou queda do patriarca, A Polygamista sugere um caminho mais ambicioso. A produtora explicou que gostaria de explorar “a vida dos filhos crescendo nessa configuração” — e isso significa acompanhar Sarah, Mpume e Menzi navegando um mundo onde a riqueza mascarava corrupção emocional, e agora que o segredo foi exposto, eles precisam lidar com as consequências.
Menzi herdou o império de Jonasi, mas não apenas sua riqueza. Ele herda também os padrões de comportamento destrutivo que definem o patriarca. O potencial de uma 2ª temporada seria mostrar se ele consegue quebrar esse ciclo ou se, como sugere o final da 1ª temporada, ele está condenado a repeti-lo com ainda mais cinismo — já sabendo conscientemente que é manipulador e persistindo mesmo assim.
Mpume, por outro lado, representa a possibilidade de redenção e mudança. Enquanto Menzi segue os passos sombrios do pai, sua irmã pode emergir como a força estabilizadora que a família nunca teve. Isso criaria um conflito central em torno do controle do legado familiar — não apenas econômico, mas moral.
Netflix ainda não se pronunciou sobre o futuro
Apesar de Thuli Zuma estar com planos já costurados, tudo depende de uma decisão que ainda não foi tomada. A produtora foi clara em sua entrevista: “Para onde A Polygamista vai é decisão da Netflix”. A plataforma não confirmou renovação, e considerando que se trata de uma série sul-africana em mercado global competitivo, o veredicto pode levar semanas ou meses.
A aposta da Netflix em dramas estrangeiros tem sido inconsistente — algumas séries ganham múltiplas temporadas rapidamente, outras são canceladas sem aviso. A Polygamista tem a seu favor uma narrativa envolvente, um final que claramente permite continuação, e um público sul-africano que já a acompanha.
O que Zuma deixa implícito é que a história não terminou em junho. Os personagens ainda têm muito a revelar, e as sementes plantadas no final da 1ª temporada foram semeadas especificamente para crescer em uma segunda.
Fonte: thedirect.com
