Final Fantasy VII Rebirth director Naoki Hamaguchi says that “the presence of diverse, authentic relationships” like the JRPG’s same-sex couples help enhance the “realism” of the game’s world, and he and the other devs at Square Enix were “incredibly happy” to see fans “paying close attention even to these subtle interactions.” A mudança de perspectiva é sutil, mas significativa: a representação LGBTQ+ em um jogo de fantasia épica não funciona como inserção tokenista, mas como consequência natural de um mundo que se pretende verdadeiro.
A rixa que se torna amor: como NPCs secundários redimensionam a construção de Midgar
An element of Final Fantasy 7 Rebirth that I come back to during every playthrough is a same-sex couple who travels across the open world much like Cloud and company do. It begins with an aggressive slap fight on the streets of Kalm, before evolving into a sapphic relationship as these two women leave the men in their lives behind before falling into the arms of each other. Elas não têm nome, não aparecem em cinemáticas principais, mas sua jornada é tão intencional quanto qualquer encontro fortuito em um mapa aberto moderno.
O detalhe revela uma mudança invisível mas crucial: Square Enix já havia explorado diversidade no primeiro remake — a sequência Honeybee Inn trazia insinuações queer — mas em Rebirth a diversidade é respirada, não anunciada. If you watch and listen to the NPCs populating Final Fantasy 7 Rebirth’s world, you’ll have no doubt noticed that there are multiple references to queer romance and relationships – whether it’s a man talking about his “dashing” new partner as a friend congratulates him for finding “the one,” or a woman asking a female friend if she’d consider dating her after she declares that she’s “over men in general.” Esses momentos frugais funcionam como antipatrimonialismo narrativo: o contrário de uma festa dedicada à representação é um café onde homens elogiam seus namorados.
O que os jogadores viram e o estúdio não esperava que notassem
Hamaguchi revelou surpresa genuína com a atenção de fan. In truth, it made us incredibly happy as the development team to see players paying close attention even to these subtle interactions and shifts in relationships. My impression is that players also pay close attention to not only whether these depictions are there, but also their detailed nuances, like the emotional distance and conversational tone between characters. A observação do diretor sinaliza que públicos modernos entendem artifício: não é preciso destaque ou legendagem de representação para ela ser sentida.
O mérito aqui não reside apenas em inclusão, mas em humildade dramática. Quando um diretor admite que fãs foram mais refinados na leitura que ele próprio imaginava, isso muda a conversa de “implementação de representação” para “realismo narrativo cooperativo”. A audiência ativa corrige o vazio deixado propositalmente no roteiro.
Autenticidade como arma estratégica de uma franquia que envelhece
Especially following the shift to an open world, we were keen on conveying the sense that a truly diverse group of people inhabit this world, through the towns’ details and the mundane dialogue that unfolds outside the main story. The presence of these relationships didn’t feel like a distinct depiction for us, but rather a result of building FF7’s world in an authentic way.
A estratégia funciona porque a trilogia está viva há apenas dois jogos. Final Fantasy VII Remake (2020) alcançou 10 milhões de cópias; Rebirth (2024-2026 em múltiplas plataformas) expandiu esse alcance com Switch 2 e Xbox. A terceira entrega, Final Fantasy VII Revelation, virá com um mapa ainda maior, e a promessa de diversidade continuada situa o remake não como nostalgia, mas como atualização contemporânea.
Enquanto isso, a indústria vigia. O jogo original (1997) era progressista para sua época — a Zona Honeybee Inn já continha subversão queer invisibilizada por tradução. O remake não apenas recupera isso, mas naturaliza: ninguém analisa mais o texto; o código narrativo está no tom de uma frase, na distância emocional entre duas NPCs.
O que fica em aberto
Se Revelation preservar essa abordagem em um mundo ainda mais vasto, o remake terá alcançado algo que poucas adaptações conseguem: honrar a original sem citar-lhe, expandir a representação sem monumentalizá-la, envelhecer o universo sem comprometer sua verdade.
We probably expect more cute queer references like this in Final Fantasy 7 Revelation when it launches next year. A segurança dessa expectativa — não uma promessa, mas uma lógica — aponta para mudança estrutural. Será essa a marca da trilogia inteira?
Fonte principal: observatoriodocinema.com.br. Informações complementares: The Gamer, GamesRadar+, Kotaku.

