Toy Story 5 estreou ontem, 18 de junho de 2026, no Brasil, dirigido por Andrew Stanton e McKenna Harris, mas o verdadeiro termômetro da confiança da Disney em sua divisão de animação não está em sequências, por mais seguras que sejam. Está em filmes originais. Zootopia 2 se tornou o filme de animação mais lucrativo de todos os tempos, com US$ 1,7 bilhão nas bilheterias globais, mas animações originais seguem sendo um desafio, com Cara de Um, Focinho de Outro tendo sido um sucesso em 2026, enquanto outros títulos não-sequências tiveram desempenho mais irregular. A próxima temporada da Disney revela como o estúdio quer equilibrar essa equação: nem purismo de sequelas, nem risco total em originais. A resposta está em 11 filmes confirmados até 2028.
Resumo rápido
- Próximo lançamento: Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe chega aos cinemas em 26 de novembro de 2026
- Foco editorial da Disney: alternância entre originais (Enfeitiçadas, Gatto) e sequências de franquias consolidadas (Frozen 3, Os Incríveis 3, Coco 2)
- 2027 marca inflexão: dois originais (Enfeitiçadas e Gatto) abrem o semestre; sequências ganham força no segundo semestre
- Pixar recalibra: próximos filmes incluem Toy Story 5 em 2026, Gatto em 2027 e Os Incríveis 3 em 2028
Enfeitiçadas abre a reta final: o original que a Disney necesita
Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe é um filme de animação dos gêneros amadurecimento e fantasia, onde Billie, uma adolescente impulsiva e fora da curva, descobre habilidades mágicas que a levam do subúrbio a Hexe, um reino de bruxas. Dirigido por Josie Trinidad e Jason Hand, o filme tem como protagonista Hailee Steinfeld, e aqui está o cálculo da Disney: escolher um original que não depende de nostalgia, mas de uma atriz capaz de vender em marketing moderno.
A história envolve sua mãe Alice (Rashida Jones), além de personagens mágicos como a Sra. Quill (Tracey Ullman, uma pena de escrever encantada) e Elias Quire (Stephen Fry, um diário mágico). O tipo de elenco que funciona em voice acting: atores com personalidade vocal forte, capazes de carregar cenas em animação digital onde a expressão facial é construída, não capturada.
Enfeitiçadas será o primeiro original filme da Disney Animation desde Wish, de 2023. Esse hiato de três anos é o contexto invisível: a Disney descobriu que sequelas e remakes live-action dão bilheteria garantida, mas o público ainda tem fome de histórias novas — se a execução criativa for sólida. A data de 26 de novembro de 2026 posiciona o filme em um fim de semana estratégico para o cinema brasileiro, com a Disney apostando no potencial para repetir desempenho de animações recentes.

Gatto redesenha o visual de Pixar e promete em março de 2027
Se Enfeitiçadas é o original defensivo da Disney Animation, Gatto é a experimentação da Pixar — um filme que passa na Itália e acompanha Nero, um gato preto que vive em Veneza e é visto com desconfiança por causa das superstições, com estreia alterada para março de 2027. O anúncio dizia junho; a mudança para março sinaliza confiança. Não é adiamento por problema — é aceleração para marcar território no início do ano.
Mas a verdadeira inovação está no estilo. O filme traz uma nova animação estilo pintura para o estúdio, o que significa: a Pixar não quer apenas contar outra história de gato. Quer reinventar como seus frames se parecem. Isso é risco criativo em nível estético, não apenas narrativo. E a escolha de elenco confirma a aposta de peso: Mark Ruffalo e Laurence Fishburne emprestam voz para os gatos embroilados em um império de máfia em Veneza.
O retorno das franquias: Frozen 3, Os Incríveis e Coco no horizonte
Para cada original, a Disney tem duas sequências esperando. Frozen 3 chegará em 24 de novembro de 2027, trazendo Elsa, Anna, Olaf, Kristoff e Sven em outra aventura. Sim, Frozen 3 — mas há contexto: a dirição fica com Jennifer Lee e Marc Smith, parceria que sugere continuidade criativa, não patrulhagem corporativa.
Os Incríveis 3 segue para 2028, ainda em desenvolvimento muito cedo para detalhes, mas confirmado em calendário. Coco 2 também tem janela 2029, ainda mais longe, o que deixa espaço: não é pressa. É certeza de que essas franquias vão existir porque seus primeiros capítulos deixaram demanda legítima.
O padrão é claro: nenhuma sequência chega sem um original na frente para quebrar a monotonia visual e narrativa do ano. Não é caridade com diretores novos — é estratégia de portfólio. Público cansado de sequelas, críticos reclamando de falta de novidade, algoritmos premiando originalidade. A Disney sabe isso e ajusta.

O que isso significa para o futuro da animação na Disney
Toy Story 5 representa o fim de uma era de certezas sequenciais. A próxima onda — Enfeitiçadas, Gatto, Bluey (em desenvolvimento para 2027) — diz respeito a como estúdios maiores estão recalibrando expectativas. Animação original precisa competir com a nostalgia do live-action e remakes, mas também com a escalabilidade dos originais menores em plataformas de streaming. Filmes que chegam ao cinema são eventos, não conteúdo. E a Disney está tentando garantir que cada um deles — sequência ou original — pareça merecer esse status de evento.
A verdadeira batalha nos próximos três anos não é Toy Story vs. Frozen. É original vs. sequência, em termos de onde os estúdios colocam talento de direção, orçamento criativo e marketing. Enfeitiçadas e Gatto são testes públicos disso. Se funcionarem, mais originais vêm. Se não, a Disney volta para o seguro — e 2028-2029 viram uma fila de sequências. A aposta foi feita. Agora é de esperar para ver se a Disney aprendeu que nem sempre o retorno traz bilheteria, mas a originalidade, sim.
Fonte principal: thedirect.com. Informações complementares: Disney+ Brasil, Omelete, AdoroCinema, Wikipedia, IMDb, Gossip Notícias.
