Madonna estreia curta surrealista de Confessions II no Tribeca com 16 celebridades

Madonna apresentou no Festival de Cinema de Tribeca um curta-metragem surrealista e provocativo de 13 minutos intitulado “Confessions II”, que serve como introdução visual ao seu próximo álbum de mesmo nome, previsto para 3 de julho. O filme, dirigido por David Toro e Solomon Chase (conhecidos como TORSO), é tudo menos convencional: mulheres disparando lasers de suas partes íntimas, Benedict Cumberbatch fazendo vogue em um banheiro e Madonna em suas múltiplas personas, passando pela compositora vulnerável à contorcionista capaz de dançar sobre uma mesa em movimento.

Quem aparece no curta-metragem de Madonna?

Além da própria Madonna, o filme traz 16 participações especiais de celebridades em seus 13 minutos de duração, criando um elenco impressionante que vai desde nomes consolidados até artistas em ascensão.

  • Sabrina Carpenter — canta ao lado de Madonna em uma cena de clube gay
  • Julia Garner — dança em um clube enquanto Madonna e Carpenter cantam
  • Feid — refletido em um espelho em cena marcante
  • Debi Mazar — amiga de longa data de Madonna, aparece em cena de banheiro e clube
  • Kate Moss — presença visual no elenco
  • Lourdes Leon — filha de Madonna, encerra o curta com aplausos da plateia
  • Richard E. Grant — parte do elenco visual do filme
  • Honey Dijon — artista e DJ no projeto
  • Odessa A’zion — atriz e cantora no elenco
  • Benedict Cumberbatch — em sua participação especial mais memorável

A participação de Lourdes Leon foi especialmente significativa. Madonna brincou que sua filha “realmente recusa praticamente tudo que tem a ver” com ela, mas nesta vez aceitou colaborar. As duas chegaram a compor uma música juntas chamada “The Test” para o álbum, resultado que Madonna descreveu como “um momento de cura” entre elas. “Tenho muito orgulho dela”, afirmou a artista. “Ela é imensamente talentosa, muito mais talentosa do que eu.”

Qual é a sinopse visual do curta-metragem?

O filme começa com Madonna solitária em um quarto enquanto mulheres vestindo lingerie a perseguem com câmeras. De repente, a cena salta para uma floresta onde uma luz branca irradia de sua virilha. A transição seguinte é para lasers verdes disparando de mulheres girando com as pernas abertas, estabelecendo imediatamente o tom provocador e visual do projeto.

As cenas se desdobram em ambientes que parecem saídos de um sonho febril: um clube gay onde Sabrina Carpenter e Madonna cantam enquanto Julia Garner dança; um banheiro onde Madonna beija homens escolhidos entre os mictórios enquanto Debi Mazar e Benedict Cumberbatch executam vogue; Feid refletido em espelhos; mulheres envoltas em látex preto com temática BDSM comendo bananas. O curta conclui com Lourdes Leon dizendo “Corta, vadia” antes dos créditos subirem.

As músicas inéditas incluem “Good for the Soul”, “One Step Away”, “Danceteria”, “Read My Lips”, “I Feel So Free” e “Bring Your Love”. Tudo se funde em uma narrativa visual coerente onde Madonna descreveu sua própria abordagem: “Sou uma contadora de histórias. Então há jornada emocional, narrativa, e [o TORSO] é de outro planeta; eles pensam em ambiente e em estímulos visuais que disparam dopamina.”

Madonna elogiou especificamente a concepção visual dos diretores, particularmente as cenas com lasers: “Preciso realmente dar crédito a esses caras pela concepção visual de cada ambiente. Especificamente, eu jamais teria imaginado lasers saindo das vaginas das garotas. Honestamente, eu queria muito tentar, mas aparentemente esquenta bastante.”

O que Madonna disse sobre o filme e a conexão humana?

Durante a sessão de perguntas e respostas no Tribeca, mediada por Anderson Cooper, Madonna deixou claro que não considera o projeto um simples videoclipe. “Eu gosto da ideia de cinema porque sou uma cinéfila, e o cinema inspirou uma grande parte da minha vida”, afirmou a artista. “De alguma forma, a palavra ‘vídeo’ parece barata. Era bom quando existiam apenas a MTV e eu.”

A mensagem central do curta-metragem, segundo Madonna, orbita um tema específico: conexão humana. “O filme realmente fala sobre conexão”, explicou. “Eu saio da solidão do meu apartamento e vou direto para uma floresta cheia de pessoas com lasers saindo da bunda. A vida é isso: correr riscos, ser curioso, observar o mundo… E largar a porra do celular para se conectar de verdade.”

Esse pensamento reflete uma preocupação que Madonna expressou repetidamente durante o evento: sua aversão aos celulares como barreiras à genuína conexão. Ela relembrou suas observações no Coachella, onde “todo mundo estava com os celulares erguidos e eu nem sabia como as pessoas pareciam”. A artista também compartilhou memórias de suas juventude em Detroit, descobrindo clubes gays onde “todos eram livres”, e explicou como não se encaixar em Nova York a levou a ler F. Scott Fitzgerald em boates.

Como é o novo álbum Confessions II?

O curta-metragem funciona como prefácio visual para o álbum “Confessions II”, previsto para lançamento em 3 de julho. Madonna descreveu o projeto como uma sequência de “Confessions on a Dance Floor” (2005), seu álbum dançante que redefiniu sua carreira.

A artista decidiu criar um álbum de música dançante como forma de distração enquanto aguardava a concretização de projetos de filmes e séries em desenvolvimento. Segundo Madonna, todas as músicas do disco se conectam entre si: “O álbum inteiro é uma única história contínua. Queríamos fazer um disco que você pudesse colocar para tocar e dançar do começo ao fim, algo que o levasse em uma jornada. Perto do final, ele se torna um pouco mais reflexivo, emocional e íntimo.”

A produção do álbum levou um ano e meio, enquanto o curta-metragem foi gravado em Londres, Los Angeles e Nova York durante seis meses. Madonna enfatizou sua filosofia artística: “Não quero fazer música vazia. Quero fazer música que fale sobre alguma coisa. A música de dança faz você mover o corpo e sentir a pulsação. É como se você estivesse se conectando ao universo e a outros seres humanos.”

Onde assistir ao curta-metragem?

O filme está disponível no YouTube a partir de segunda-feira (após sua estreia em Tribeca). Durante o Festival, os presentes tiveram seus celulares trancados em estojos Yondr por até duas horas e meia, garantindo uma experiência cinematográfica imersiva sem distrações — exatamente o tipo de conexão que Madonna defende.

Fonte: rollingstone.com.br

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