A morte de Kat em Backrooms permanece como um dos mistérios mais perturbadores do filme de horror da A24, não porque seja ambígua sobre o que aconteceu, mas porque as implicações do crime vão muito além de um simples assassinato. O terceiro ato do filme elimina a personagem de Lukita Maxwell de forma brutal, deixando pistas que apontam para uma verdade extremamente incômoda sobre a natureza do Backrooms e a própria sanidade de Clark.
Como Kat morre em Backrooms? O que o filme realmente mostra?
Kat é morta no terceiro ato de Backrooms, mas a morte é apresentada através de cortes estratégicos e cenas de câmera encontrada que obscurecem os detalhes exatos. Depois que Bobby é arrastado e brutalmente morto por uma entidade do Backrooms (presumivelmente o Pirata Clark), Kat tenta desesperadamente salvá-lo. Clark persegue Kat por uma sala iluminada em vermelho onde encontra duas entidades Still Life. Depois, a ação se desloca para uma piscina onde Clark coloca a câmera em uma mesa ao ouvir a voz de Kat. Os dois são separados por uma janela de mão única, onde Kat consegue ver Clark, mas ele só vê uma parede de tijolos.
Na cena que se segue, algo invisível levanta a câmera. Kat grita freneticamente pedindo a Clark que se vire. E é exatamente aí que a câmera corta. Quando a narrativa retorna, saltamos para frente no tempo. Kat não está mais viva. Quando a terapeuta de Clark, Dra. Mary Kline, o encontra no Backrooms, ela abre uma geladeira e descobre a cabeça decapitada e em decomposição de Kat guardada lá dentro. Clark diz vagamente que “tentou ajudá-la”, o que sugere que muito mais aconteceu fora das telas.
Quem matou Kat no filme? Pirata Clark é o principal suspeito
Embora nunca seja confirmado categoricamente quem matou Kat, a evidência aponta fortemente para o Pirata Clark como o assassino. O personagem é responsável pela maioria dos horrores que ocorrem no Backrooms, e quando algo invisível levanta a câmera durante o último momento visível de Kat, a silhueta é claramente alta, o que corrobora sua identidade. O Pirata Clark é seletivo em suas vítimas: ele não mata o Clark humano até o clímax, mas elimina Bobby e presumivelmente Kat com eficiência brutal. A Still Life matou Bobby quase imediatamente, então faz sentido que o Pirata Clark tenha sido responsável pela morte de Kat.
Porém, existe um “grande elefante na sala”: por que Clark guardou a cabeça decapitada de Kat na geladeira? Se foi o Pirata Clark quem a matou, essa ação pertence ao Clark humano, o que abre interpretações ainda mais perturbadoras sobre o que realmente aconteceu.
A teoria mais sombria: Clark matou Kat ele mesmo?
Uma possibilidade igualmente aterradora é que Clark matou Kat. Ao final do filme, após um tempo indeterminado no Backrooms, Clark foi completamente transformado pelo ambiente. Ele se tornou uma “casca de seu antigo eu”, completamente insano e absorvido pelos horrores que enfrentou. No clímax, Clark abraçou plenamente a vida no Backrooms e estava determinado a converter Mary para o mesmo estilo de vida de submissão ao lugar.
Se Kat se recusou a aceitar o Backrooms como sua nova realidade — e é bem provável que tenha feito —, Clark pode ter decidido matá-la. Isso explicaria por que ele guardou sua cabeça na geladeira: um troféu do seu “fracasso” em salvá-la ou uma lembrança mórbida de sua incapacidade de converter mais uma pessoa ao seu culto delirante. Essa interpretação transforma a morte de Kat em um ato não apenas de horror sobrenatural, mas de depravação psicológica causada pela exposição prolongada ao Backrooms.
A teoria do canibalismo: o detalhe que ninguém esperava
Existe ainda uma terceira teoria que alguns espectadores levantaram e que é ainda mais perturbadora: spoilers sugerem que Clark aprendeu a comer as entidades Still Life no Backrooms. Se ele realmente adquiriu esse conhecimento, é possível que tenha começado a consumir Kat também. Talvez ele tenha comido grande parte de seus restos mortais, mas não conseguiu tocar em sua cabeça — a parte que mais o conectava à sua humanidade anterior. Assim, guardou-a na geladeira como um recordo final de quem ele costumava ser.
Essa interpretação, embora extremamente gráfica, faz sentido narrativamente. O Backrooms não é apenas um lugar que mata: é um lugar que corrompe e transforma completamente aqueles que nele permanecem. Clark passou por uma jornada de degradação progressiva, começando como alguém tentando escapar e terminando como um ser completamente imbuído da lógica do próprio Backrooms.
Por que a morte de Kat importa para a história de Backrooms?
A morte de Kat não é apenas mais um corpo no caminho de Clark pelo Backrooms. Ela representa o ponto de não retorno para sua humanidade. Bobby morreu como vítima de circunstâncias. Kat morre porque Clark — de uma forma ou de outra — falhou em salvá-la ou ativamente a eliminou. É a marca do seu completo distanciamento da realidade que conhecia e a sua imersão total na lógica caótica do Backrooms. Quando Mary encontra Clark, ele não é mais humano em nenhum sentido que importe. Kat é a evidência viva dessa transformação.
O filme deixa deliberadamente essa ambiguidade no lugar para que os espectadores se debatam com a questão moral mais profunda: em um lugar como o Backrooms, onde a sanidade desaparece e a realidade se torna maleável, qual é a diferença entre ser morto por uma entidade sobrenatural ou por alguém que era seu amigo? A resposta que Backrooms oferece é que não há diferença — ambos são apenas extensões do mesmo horror.
Fonte: thedirect.com