Kane Parsons, criador da série viral Backrooms no YouTube e diretor do filme da A24, confirmou em entrevista que os planos para uma sequência sempre estiveram em seu radar — e que o longa de 2024 é apenas o primeiro capítulo de uma história muito maior. O cineasta revelou que a expansão da franquia foi pensada desde 2022, muito antes do sucesso do longa nos cinemas.
Por que Kane Parsons vê o filme como apenas o começo?
Parsons explicou ao Polygon que o filme atual funciona como um primeiro passo narrativo dentro de um universo concebido para múltiplas produções. “Este filme é a primeira parte do que eu gostaria que fossem vários passos narrativos. Em termos de chegar ao que considero o verdadeiro coração da ideia”, afirmou o diretor. A declaração sugere que o cineasta tinha uma visão clara sobre como expandir a franquia antes mesmo do lançamento do primeiro filme.
O que torna essa ambição particularmente interessante é o reconhecimento de Parsons sobre as limitações do formato. Segundo ele, uma única produção não conseguiria explorar todo o escopo do universo que imaginou. “Eu simplesmente não acho que seja possível chegar lá no tempo que você tem em um único filme”, explicou. Isso revela uma estrutura narrativa bem pensada por trás do projeto — não é uma sequência decidida apressadamente por interesse comercial, mas parte de um plano de longo prazo.
Como o diretor chegou à ideia de fazer um longa-metragem?
Interessante notar que o caminho do YouTube para o cinema não foi automático. Parsons admitiu que havia esgotado praticamente todas as possibilidades criativas da série viral. “Fui o mais longe que consegui com a série do YouTube. Fazer um longa-metragem se tornou uma opção”, revelou. Mas por que dar esse passo? Porque a transição oferecia um ritmo narrativo diferente. “Eu achei que seria um caminho muito mais lento para chegar onde estamos agora”, disse o cineasta — sugerindo que o formato cinematográfico permitiria desenvolver ideias que a internet não comportava.
Essa percepção é crucial para entender por que Backrooms: Um Não-Lugar opera de forma tão diferente da série original. O filme não é apenas uma adaptação da web-série, mas uma reinterpretação pensada especificamente para o formato longa-metragem — e essa mudança de estrutura provavelmente influenciará como as sequências são desenvolvidas.
O que muda com a confirmação da sequência?
A declaração de Parsons não apenas confirma que há mais Backrooms vindo, mas reposiciona toda a estratégia da franquia. Diferente de sequências convencionais surgidas do sucesso de bilheteria, esse plano foi gestado desde o início do projeto. Isso significa que a primeira parte foi construída com pistas, arcos abertos e elementos narrativos pensados para conclusão futura — não foi um experimento que virou franquia por acaso.
Para o público e a indústria, isso levanta questões importantes: qual será o intervalo entre os filmes? O universo do Não-Lugar será expandido com novos personagens ou aprofundará a jornada de Clark e Dra. Kline? Parsons manteve essas informações em segredo, mas sua ênfase em “múltiplos passos narrativos” sugere que estamos longe de ver o desenrolar completo dessa história.
O elenco que continua explorando o Não-Lugar
Chiwetel Ejiofor interpreta Clark, o protagonista proprietário de uma loja de móveis que desaparece misteriosamente após encontrar a passagem para os Backrooms. Renate Reinsve atua como Dra. Mary Kline, a terapeuta que entra no local para resgatá-lo. O elenco é completado por Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia, que contribuem para criar o horror psicológico que permeia o longa.
A química entre Ejiofor e Reinsve foi um dos destaques do filme original, funcionando como âncora emocional em meio ao caos visual dos Backrooms. Se uma sequência mantiver esses atores, haveria continuidade natural na narrativa. Caso contrário, novas produções poderiam explorar outras seções do Não-Lugar com personagens diferentes — uma abordagem que alguns franquias de horror adotam com sucesso.
Fonte: observatoriodocinema.com.br