Veja a crítica de Justiça Artificial do Gossip Notícias:

Justiça Artificial chegou aos cinemas trazendo uma mistura de ação, suspense e ficção científica, com Chris Pratt no centro de uma história que coloca um homem contra o relógio — e contra o sistema. A premissa é forte: um julgamento acelerado, uma Inteligência Artificial decidindo o destino e uma acusação que parece impossível de reverter.
O resultado é um filme com tensão constante, boas cenas de perseguição e um tema atual, mas que em alguns momentos perde força ao tentar explicar demais — ou “simplificar” assuntos complexos.
A história
No futuro próximo, um detetive é acusado de um crime gravíssimo e precisa provar sua inocência em poucas horas. O problema? O sistema que vai julgá-lo é uma IA avançada, criada para “acabar com erros humanos”.
O filme usa esse conceito para levantar uma pergunta simples e assustadora:
e se a Justiça fosse rápida… mas injusta?
O que o filme acerta
Suspense que funciona
O maior mérito de Justiça Artificial é que ele não perde tempo. O ritmo é ágil, com ameaça constante, sensação de perseguição e decisões urgentes. Mesmo quando você já imagina algumas viradas, o filme mantém o interesse.
Chris Pratt no modo “sobrevivência”
O protagonista é aquele tipo de personagem que você acompanha pela insistência e desespero: ele está cercado, sem controle e precisa agir. Pratt entrega exatamente esse tom: um cara tentando se salvar com inteligência e instinto.
Tema atual: IA e controle social
O roteiro acerta ao trabalhar o medo moderno de algoritmos decidindo vidas, especialmente quando a narrativa mostra como um sistema “perfeito” pode ser manipulado, falhar ou ser usado de forma conveniente.
O que o filme erra
Explica mais do que precisava
Em alguns momentos, o filme quer deixar tudo “certinho” e didático. Isso quebra a tensão, porque o público já entendeu o conceito principal.
Personagens secundários pouco aproveitados
Mesmo com bons nomes no elenco, vários personagens aparecem como ferramentas da trama. Faltou mais tempo e profundidade para alguns conflitos humanos que poderiam deixar o filme mais forte.
A ficção científica é boa… mas não é aprofundada
A ideia da IA na Justiça é excelente, só que o filme prefere a ação do que a discussão. Quem espera um “debate pesado” no estilo Black Mirror pode sentir falta de mais ousadia.
Atuações e química do elenco
Além de Pratt, o filme ganha pontos pelo clima “parceiros em crise” em algumas cenas e pela presença de Kali Reis, que traz firmeza e intensidade quando a história fica mais séria.
Não é o tipo de filme que vive de atuação dramática — ele vive de tensão, urgência e escolhas difíceis.
Direção e ação: o melhor do pacote
A direção se apoia muito em:
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cenas de perseguição e pressão constante
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ambientes urbanos e fechados (que dão claustrofobia)
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trilha/efeitos criando sensação de ameaça
Mesmo quando o roteiro dá uma tropeçada, a condução mantém o filme “de pé”.
O filme é mais ação ou mais sci-fi?
Ele é mais thriller de ação do que sci-fi filosófico.
Pense nele como algo entre:
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Minority Report (vibe do tema)
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Jason Bourne (ritmo e fuga)
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Black Mirror (ideia central — mas menos profundo)
Vale a pena assistir?
✅ Sim, especialmente se você gosta de:
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filmes com urgência e corrida contra o tempo
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suspense futurista com “e se isso fosse real?”
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ação com investigação e paranoia
⚠️ Talvez não seja pra você se procura:
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um sci-fi super complexo e profundo
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histórias com muitos personagens bem construídos
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Veredito
Justiça Artificial (Mercy) é um thriller eficiente que aproveita bem o medo real da tecnologia decidir tudo. O filme tem ritmo, tensão e uma ideia forte, mas escorrega quando tenta explicar demais e não aprofunda personagens que poderiam dar ainda mais impacto.
⭐ Nota: 7,5/10
Um filme ótimo para quem curte ação e suspense moderno com tema de IA.
