A Morte do Demônio: Em Chamas estreia nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, nos cinemas brasileiros, um dia antes de chegar às telas dos Estados Unidos. Com direção de Sébastien Vaniček, que também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard, o filme estreia em 9 de julho no Brasil, exclusivamente nos cinemas, enquanto nos Estados Unidos a estreia acontece na sexta-feira, dia 10 de julho.
O longa é o sexto filme da saga criada por Sam Raimi, mas funciona como um capítulo independente. É o terceiro filme da série desde o reboot de 2013, e o sexto no total da franquia, com Raimi voltando como produtor ao lado de Rob Tapert. A trama acompanha Alice, vivida por Souheila Yacoub, que após a perda do marido busca conforto na casa isolada dos sogros e vê o reencontro se transformar em uma reunião familiar do inferno quando eles são convertidos em Deadites.
A sequência que está sendo chamada de a mais nojenta da franquia

Um dos pontos mais comentados pela crítica é uma cena dentro de um carro, apontada como o auge do filme. Segundo a crítica do RogerEbert.com, praticamente todo item do veículo — cinto, air-bag, teto solar, encosto de cabeça — vira arma em uma sequência que explora como cada parte de um carro pode se transformar em instrumento de morte, quase justificando sozinha o ingresso.
Para o crítico do High on Films, esse tipo de cena coloca A Morte do Demônio: Em Chamas em um patamar à parte dentro da saga. O filme pode ser o capítulo mais grotesco e perturbador de toda a franquia até aqui, o que não é pouca coisa. Já o ScreenRant reforça que o longa reúne as criaturas demoníacas mais nojentas do terror no capítulo mais grotesco, visceral, brutal, sombrio e criativo já feito na série.
Crítica dividida: elogio de um lado, decepção do outro
Nem todo mundo saiu satisfeito da sessão. O consenso reunido pelo Rotten Tomatoes descreve o filme como um capítulo isolado que tem momentos de humor e movimentos de câmera marcantes, mas que aposta em um tom sério demais e acaba perdendo o espírito de caos sem culpa da franquia.
O RogerEbert.com foi ainda mais duro, apontando uma paleta visual desbotada, edição truncada, trilha sonora fraca e efeitos visuais problemáticos no terceiro ato, que prejudicam um filme que também confunde brutalidade com personalidade. Do outro lado, o Metacritic reúne análises que resumem bem a divisão: não é o Evil Dead mais inteligente, nem o mais engraçado, nem o melhor da franquia, mas é o mais demoníaco de todos, e isso parece certo.
O punhal de Kandarian ganhou um novo visual — e isso incomodou alguns fãs
Outro ponto de atrito entre os fãs mais antigos da saga é uma mudança na mitologia: o clássico punhal usado para matar os Deadites aparece redesenhado. A crítica do site We’ve Got Back Issues nota que pode haver reclamações entre os fãs mais tradicionais sobre esse ajuste no visual da adaga anti-Deadite, além da presença de um cachorro possuído.
A própria Variety observa que a regra para matar as criaturas ficou mais nebulosa nesta versão. Se os demônios agora são mais espíritos do que zumbis, fica a dúvida de como matá-los — há menções ao punhal Kandarian, mas a forma como o físico e o metafísico se conectam no filme permanece bastante confusa.
Depois de Em Chamas, a franquia Morte do Demônio segue viva
Mesmo com a recepção dividida, o futuro da saga já está garantido. A Morte do Demônio ganhará uma nova sequência, e o próximo capítulo já tem nome, segundo o Omelete: a franquia ganhará outro filme previsto para 2027, chamado Evil Dead Wrath.
Isso confirma que a fórmula seguida desde o reboot de 2013 — trocar de diretor a cada filme e manter apenas os produtores como fio condutor — deve continuar. Enquanto o público brasileiro decide de que lado da polêmica vai ficar, uma coisa parece certa: A Morte do Demônio: Em Chamas não deixa ninguém indiferente, seja pelo nojo, seja pela decepção com o roteiro.
Fonte principal: Variety. Informações complementares: Rogerebert, ScreenRant, Rotten Tomatoes, Ingresso, Omelete e Salada de Cinema.