Os dois primeiros filmes de Five Nights at Freddy’s construíram uma base sólida de bilheteria, mas deixaram para trás um problema que nenhuma quantia de animatrônicos bem-feitos poderia disfarçar: um roteiro que críticos ignoravam. Agora, Gary Dauberman, roteirista conhecido por trabalhos em It: A Coisa, A Freira e Annabelle, foi anunciado para escrever o terceiro capítulo, marcando a primeira mudança significativa na arquitetura narrativa da franquia.

Resumo rápido
- Roteirista confirmado: Gary Dauberman, por The Hollywood Reporter
- Diretora: Emma Tammi deve retornar ao comando
- Elenco esperado: Josh Hutcherson, Piper Rubio e Elizabeth Lail devem voltar
- Produção: Scott Cawthon continua como produtor
- Lançamento: Previsto para outono de 2027 (sem data oficial confirmada)
O roteiro como ponto fraco reconhecido
Os filmes anteriores foram financeiramente bem-sucedidos, mas não conquistaram críticos. Dauberman traz a chance de melhorar a qualidade do próximo capítulo. A mudança aponta para uma estratégia clara: a Universal e a Blumhouse não vão repetir a receita anterior, que dependia da nostalgia dos fãs de jogos para mascarar problemas estruturais de narrativa.
Até agora, Scott Cawthon, criador dos games, havia co-escrito o primeiro filme e tido crédito único no segundo. Essa decisão funcionou comercialmente — o primeiro filme arrecadou US$ 297,2 milhões globais e o segundo US$ 239,6 milhões — mas deixou a série vulnerável a críticas por falta de profundidade narrativa.
Gary Dauberman e o legado das adaptações de horror
Dauberman é conhecido por ter assinado os roteiros de It: A Coisa, A Freira, Annabelle, A Hora do Vampiro e Until Dawn: Noite do Terror, entre outros. Seu portfólio representa algo raro no cinema de horror: a capacidade de transformar mitologias complexas em narrativas cinematográficas coesas. Ele escreveu o filme de 2017 que adaptou Stephen King e quebrou recordes de bilheteria, além de ter escrito múltiplas sequências da franquia Annabelle no universo da Conjuração.
Isso importa para Five Nights at Freddy’s porque a franquia original dos games carrega uma mitologia densa — lore que permite múltiplas interpretações, personagens mortos desencarnados em máquinas, serial killers com histórias entrelaçadas. O desafio não é assustar; é fazer a história sustentar o susto.
Uma correção de rumo sem abandono criativo
Emma Tammi permanecerá como diretora, o que sinaliza continuidade visual e tonal. A mudança é de roteiro, não de visão geral. Cawthon segue envolvido como produtor, garantindo que a integridade das referências aos games não seja descartada — apenas melhor estruturada.
Isso é uma aposta dupla: contratar um profissional comprovado em adaptações para equilibrar a participação criativa do criador original. O objetivo é que Dauberman possa usar sua experiência para contar uma história que capture a energia dos jogos enquanto impressiona críticos e público.
O elenco que retorna e o que fica em aberto
É incerto se Josh Hutcherson, Piper Rubio e Elizabeth Lail retornarão, mas muitos são esperados. Matthew Lillard, que interpreta William Afton, também aparece nos créditos em discussões de continuação — embora nenhuma confirmação formal tenha sido feita sobre seu retorno. O final do segundo filme deixou duas linhas abertas: Afton intacto em seu traje de mola e Vanessa possuída pela Marionete, filha de Henry Emily, o que sugere que o terceiro capítulo tem material narrativo pronto para expandir.
O que esperar agora
A contratação de Dauberman sinaliza que a franquia não busca apenas repetir fórmulas de bilheteria. O mercado de horror adaptado em 2026 exigiu esse movimento: sequências precisam validar suas escolhas criativas, não apenas suas contas. Indústria relata que filmagens podem ocorrer no verão de 2026 com lançamento previsto para outono de 2027, embora nenhuma data tenha sido oficializada.
Se Dauberman conseguir fazer em Five Nights at Freddy’s o que fez em It — transformar uma história conhecida em roteiro que impressiona críticos sem frustrar fãs — a franquia pode finalmente sair do limbo: comercialmente bem-sucedida, mas narrativamente questionada. Caso contrário, o terceiro filme carregará a pressão de um experimento que não funcionou.
Fonte principal: observatoriodocinema.com.br. Informações complementares: The Hollywood Reporter, Variety, Bloody Disgusting, Collider, Cinepop.


