Call of Duty chega aos cinemas em 30 de junho de 2028, e a Paramount ainda não confirmou quem vai integrar o elenco. Mas segundo o insider Daniel Richtman, o diretor Peter Berg já está investigando candidatos — e a mais forte aposta segue a sua rotina criativa: Mark Wahlberg. Nos bastidores, a parceria entre os dois funciona como um manual de ação tática; na prática, isso criar uma tensão incômoda entre o que Call of Duty precisa ser e o que Berg historicamente consegue fazer bem.
Resumo rápido
- Data de lançamento: 30 de junho de 2028 (sem confirmação de elenco até agora)
- Diretor: Peter Berg; roteirista: Taylor Sheridan
- Wahlberg sob análise: apenas rumor, não é oficial
- Dilema central: Berg prefere atores americanos com sotaque de Boston; Call of Duty espera personagens britânicos
- Produção começa início de 2027; elenco pode ser anunciado em 2027
Por que essa aposta em Wahlberg revela um problema estrutural
Peter Berg e Mark Wahlberg formam uma dupla de confiança em Hollywood, tendo colaborado em Lone Survivor (2013), Deepwater Horizon (2016), Patriots Day (2016), Mile 22 (2018) e Spenser Confidential (2020). Não é surpresa que Berg o considere novamente. O que IS surpreendente é que Wahlberg provavelmente será oferecido o papel de Capitão John Price, a coluna vertebral de Modern Warfare e um dos personagens mais icônicos da série.

O problema é óbvio: Wahlberg nunca interpretou um personagem britânico em sua carreira, quase exclusivamente jogando americanos com seu sotaque de Boston marcante. Se Berg e a roteirista Taylor Sheridan escolhem levar a adaptação para o universo de Modern Warfare — conforme sugerido por rumores anteriores que indicam uma configuração moderna — eles precisam de britânicos. Price comanda a Task Force 141, uma unidade multinacional ancorada no SAS britânico. Colocar Wahlberg no papel seria uma mudança “major and controversial,” como a própria fonte admite.
A lógica oculta por trás dessa consideração
Fazer Berg dirigir Wahlberg em Call of Duty não é um erro aleatório. É revelador de uma estratégia. Berg é conhecedor de operações especiais — dirigiu Lone Survivor, um filme de combate visceral baseado em fatos reais — e constrói seus filmes ao redor de heróis americanos em zonas de conflito. Berg expressou que se sente “profundamente conectado à comunidade de operações especiais” e quer retratar essa comunidade com “autenticidade completa”, enquanto infunde o filme com “realmente grande escopo”.
Quando Berg trabalha com Wahlberg, o resultado é sempre o mesmo: soldados ou ex-soldados americanos em operações que exigem improviso tático. Nenhum sotaque britânico. Nenhuma hierarquia militar formalizada. Apenas ação americana crua. É um tipo de filme que Berg sabe fazer, e que audiences reconhecem. Mas é também o tipo de filme que pode alienar os fãs de Call of Duty que esperam ver Price, Soap MacTavish e Ghost — os heróis britânicos da série — em tela grande.

A alternativa que evitaria a polêmica
Há uma possibilidade real de que a Paramount escolha contar uma história original no universo de Call of Duty, similar ao que o diretor Zack Cregger está fazendo com Resident Evil. Se isso acontecer, Wahlberg faria sentido. Um ex-soldado americano fictício em uma missão tática moderna? Perfeito para a dupla Berg-Wahlberg. Os fãs que desejam ver uma adaptação fiel a Modern Warfare ficariam decepcionados, mas pelo menos a tensão não seria entre ator e personagem — seria entre visão criativa e expectativa de fonte.
A verdade é que Call of Duty tem material suficiente para múltiplas adaptações. O jogo Modern Warfare segue a Task Force 141, uma unidade multinacional liderada por personagens britânicos como Capitão John Price, Soap MacTavish e Simon “Ghost” Riley. Mas também existe Black Ops, que oferece conspiração, psicologia e ficção científica. Existe até o modo Zombies, com narrativa própria. Berg e Sheridan têm escolhas. O problema é que a escolha mais óbvia — adaptar Modern Warfare, a trilogia aclamada de 2007-2011 que salvou a franquia — entra em conflito direto com quem Berg gosta de colocar na tela.
O que fica em aberto agora
Wahlberg não foi confirmado. Nenhum ator foi confirmado. Não houve anúncios de elenco para o filme de Call of Duty até agora. O que sabemos é que Berg está considerando seus nomes habituais, e que Sheridan (criador de Yellowstone, roteirista de Sicario) vai co-escrever um roteiro que Berg chama de “autêntico” e “de grande escopo.”
Se Wahlberg for escolhido, a Paramount terá que tomar uma decisão: adaptar Modern Warfare com um Capitão Price americano (uma mudança arriscada), ou criar uma história original que justifique um soldado americano como protagonista. Ambas as opções têm custos narrativos. Nenhuma é gratuita.
Enquanto a produção não começa em 2027, o que fica claro é que this casting rumor é menos sobre Wahlberg e mais sobre Berg tentando repetir a fórmula que funciona. O filme de Call of Duty será a prova de que essa fórmula é suficientemente elástica para abraçar uma franquia de guerra que nasceu britânica e global — ou se Berg vai ter que sair da sua zona de conforto para honrar a fonte.
Fonte principal: thedirect.com. Informações complementares: Deadline, GameSpot, Yahoo Entertainment, ComicBookMovie, Adrenaline.com.br, Olhar Digital, Omelete.