
A primeira metade da 4ª temporada de Bridgerton chegou à Netflix e, segundo avaliações iniciais, entrega um romance em clima de conto de fadas para Benedict Bridgerton, ainda que tropece na cena de abertura e em subtramas menos empolgantes. O bloco de quatro episódios recebeu nota 7/10 de veículos especializados, que elogiaram a química do casal central, mas apontaram perda de fôlego em tramas paralelas.
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Benedict assume o centro do palco
Após três anos como coadjuvante, Luke Thompson finalmente protagoniza a série. Pressionado pela mãe, Benedict entra no mercado de casamentos na temporada social de 1820. No primeiro baile, uma festa à fantasia organizada por Violet Bridgerton, ele conhece a misteriosa Lady in Silver.
A desconhecida foge antes de revelar o nome, iniciando a busca do cavalheiro pela identidade da dama. O público descobre logo que se trata de Sophie Baek (Yerin Ha), criada que se infiltrou no evento para viver uma noite digna de Cinderela. Ao bater da meia-noite, Sophie volta a servir na casa da cruel Lady Araminta (Katie Leung).
Clima de Cinderela esbarra no passado libertário do personagem
A escolha de transformar Benedict em “príncipe encantado” foi vista como conveniente demais por parte dos críticos. Na cena do primeiro encontro, o aristocrata solta a frase “Você não é como as outras damas”, trazendo um tom considerado forçado. Para jornalistas, esse momento prolongado contém pouca magia e muito constrangimento, destoando da personalidade livre que o irmão Bridgerton exibiu na temporada anterior.
Mesmo assim, a dinâmica muda quando Benedict encontra a verdadeira Sophie, sem máscaras. A partir daí, a química entre os intérpretes recoloca a série nos trilhos, e o público passa a acompanhar um romance de identidades secretas e barreiras sociais.
- Cenário: Londres, temporada social de 1820.
- Casal principal: Benedict Bridgerton e Sophie Baek.
- Tema central: amor proibido e identidade oculta.
- Nota média da crítica: 7/10.
- Plataforma: Netflix.
Tropes tradicionais, resultados mistos
Desde a estreia, cada temporada aposta em um trope de romance diferente. A Parte 1 combina identidade secreta com amor proibido. Avaliadores apontam que o segundo elemento funciona melhor, graças à barreira de classe que separa Sophie do pretendente.
Já o jogo de esconde-esconde, típico de histórias de baile de máscaras, perde força porque o espectador descobre rapidamente quem é a dama prateada. Isso diminui a tensão que sustentaria a narrativa até a revelação.
Subtramas: brilho para Violet, apagão para Whistledown
Além do casal protagonista, a série dedica tempo a núcleos paralelos. O principal ponto alto é o romance maduro entre Violet Bridgerton e Lord Marcus Anderson (Daniel Francis). A química dos dois amplia a representação de desejo na meia-idade, algo raro em dramas de época.
Por outro lado, a identidade da Lady Whistledown já não é segredo desde a temporada passada, e isso, segundo a crítica, esvaziou a coluna de fofocas. Os textos de Penelope Featherington (Nicola Coughlan) agora carecem de escândalo, frustrando tanto os espectadores quanto a rainha Charlotte.
Imagem: Reprodução
Outra decepção apontada é a postura menos combativa de Eloise Bridgerton (Claudia Jessie). Seus diálogos com Benedict, antes recheados de reflexões sobre papéis sociais, perderam profundidade.
Tramas que ainda prometem
Mesmo com ritmo irregular, alguns eixos deverão ganhar força na segunda metade, prevista para 2026. Entre eles, o casamento de Francesca Bridgerton (Hannah Dodd) com John Stirling (Victor Alli), que inicia uma fase de descobertas sexuais do casal.
- Romance Benedict-Sophie: deve enfrentar o peso das convenções sociais.
- Coluna de Whistledown: pressão da coroa pode forçá-la a voltar ao tom picante.
- Eloise: possível novo rumo após questionar novamente o sistema.
- Violet e Marcus: relação em escalada que desafia regras de recato.
Recepção e nota final
Críticos elogiaram a direção de arte, com destaque para figurinos luxuosos e bailes repletos de coreografias. A ambientação reforça o paralelo com contos de fadas, recurso que, segundo avaliações, encontra eco no arco de Sophie, mas entra em choque com o histórico libertário de Benedict.
Para publicações como as do Gossip Notícias, a produção acerta ao explorar questões de classe por meio da protagonista plebeia, mas ainda precisa ajustar o tempo de tela das subtramas menos envolventes. O veredito de parte da imprensa — disponível em reportagens sobre a série, como a análise da estreia da temporada — resume-se a “bom, mas irregular”.
O saldo da Parte 1, portanto, mantém a reputação da franquia de romance histórico, embora falhe em igualar o impacto emocional das primeiras temporadas. A expectativa é que os quatro episódios restantes consolidem o conto de fadas de Benedict sem descuidar de tramas paralelas que ainda patinam.
Ficha técnica da temporada
- Título original: Bridgerton – Season 4
- Lançamento: 29 de janeiro de 2026 (Parte 1)
- Episódios totais: 8 (4 já disponíveis)
- Classificação indicativa: TV-MA
- Gênero: drama romântico
- Plataforma: Netflix
A Netflix ainda não divulgou a data exata de estreia da Parte 2. Até lá, o público pode rever os quatro capítulos já liberados e conferir como cada romance se prepara para o desfecho.

