O quinto episódio de The Beauty alterna entre o presente, com Cooper tentando frear o avanço da infecção, e um flashback de três anos que explica como Byron tomou o controle absoluto da droga capaz de rejuvenescer e enlouquecer quem a usa.
- Cooper reconhece Jordan mesmo após a transformação estética.
- Nate espalha o vírus em um clube, ampliando o surto.
- Assassino e Jeremy eliminam contaminados para conter a doença.
- Flashback apresenta Ray convidando seis bilionários para testar a fórmula.
- Byron mata os concorrentes e queima a mansão, isolando a tecnologia.
Reencontro de Cooper e Jordan
Ao rastrear novos casos, o agente Cooper reencontra Jordan, agora com aparência totalmente distinta devido ao vírus. Mesmo assim, ele a identifica imediatamente. Jordan admite ter buscado a experiência por vaidade e descreve como o novo visual primeiro a exaltou e depois a transformou em alvo constante de assédio, provocando surtos de violência — um provável efeito colateral da droga.
Embora ainda atraído, Cooper recua temendo ser contaminado. A tensão expõe ciúme e sentimentos reprimidos, mas o agente mantém o foco na investigação.
Propagação do vírus no presente
Paralelamente, Nate contrai a doença após se encontrar com uma trabalhadora do sexo e segue para uma boate, potencialmente infectando diversas pessoas. O Assassino e Jeremy, encarregados de “limpar” a trilha de contaminação, capturam Nate. Durante a tortura, ele revela não saber que estava doente. Concluído o interrogatório, a dupla executa Nate e anota mais quatro alvos ligados a ele.
Para despistar o FBI, o Assassino posiciona o corpo de Nate na cama de Cooper, reproduzindo a assinatura macabra já vista em outros crimes — cenário adornado com padrões artísticos nas paredes e vísceras expostas.
Flashback: o experimento de Ray
Três anos antes, o cientista Ray reúne cinco homens e uma mulher em uma mansão isolada para apresentar “The Beauty”, resultado de seu “projeto Manhattan de longevidade” desenvolvido após ganhar dois prêmios Nobel. O composto, segundo ele, reconstrói o DNA e cura doenças graves, funcionando como um “antídoto às limitações humanas”.
Byron aterrissa de helicóptero depois de discutir com a esposa, que queima um quadro caríssimo e ameaça incendiar a casa inteira — prenúncio do que virá. Na recepção, outro magnata, Axel, questiona como explicar mudanças físicas tão drásticas. Byron sugere cirurgias e afirma que, com dinheiro, é possível comprar montanhas e ilhas para viver longe de olhares curiosos.
Massacre e ascensão de Byron
No clímax do experimento, os seis convidados tomam o remédio e passam por metamorfose instantânea, rejuvenescendo dentro de uma câmara fechada. Aproveitando o confinamento, Byron saca uma arma escondida em sua bagagem — item que Ray tentara apreender — e executa todos os demais participantes, garantindo exclusividade sobre a descoberta.
- Assassina os cinco rivais dentro da câmara.
- Obriga Ray a permanecer vivo como aliado e fabricante.
- Incendeia a mansão para eliminar provas.
- Simula acidente, ocultando o crime das autoridades.
- Financia produção em larga escala da droga para dominar o mercado.
Com Ray subjugado, Byron ergue um império farmacêutico clandestino, controlando distribuição, preço e, consequentemente, a nova epidemia. O histórico sanguinário explica por que, no presente, apenas ele dispõe de recursos para produzir o composto em quantidade e por que o Assassino age como seu executor particular.
Conexões e referências
A combinação de horror corporal e crítica social que sustenta The Beauty ecoa em outras produções recentes que flertam com o grotesco, como a minissérie que já foi apontada como vício instantâneo no Hulu. O tom de desconforto e violência gráfica também dialoga com obras que misturam gênero e comentário social, caso de Rock Springs, longa que divide opinião ao mesclar terror histórico e drama.
Além disso, o episódio reforça o apelo de tramas sobre conspiração e o preço da perfeição estética, tema que tem rendido comparações com séries de ritmo intenso como Vanished, marcada por ação frenética e suspense.
Ao colocar Byron como único detentor da fórmula, o roteiro posiciona o personagem no centro da crise atual vivida pela dupla Cooper e Jordan, deixando claro que as mortes vistas até aqui são apenas o começo de um conflito muito maior.

