O quarto capítulo de Star Trek: Starfleet Academy surpreende ao mostrar a USS Athena enviando sua seção de disco para o combate, o oposto do que fazia a lendária Enterprise-D. O episódio, intitulado “Vox in Excelso”, foi dirigido por Doug Aarniokoski e roteirizado por Gaia Violo e Eric Anthony Glover.
Manobra inesperada da USS Athena
No universo de Jornada nas Estrelas, separar a nave é rotina de emergência. Na Enterprise-D, o disco ficava atrás com civis e crianças, enquanto a parte estelar, equipada com naceles, seguia para a linha de fogo.
A Athena vira essa lógica. A seção de disco parte para a batalha e o anel externo, onde estão os dormitórios dos cadetes, permanece em segurança. A inversão deu mobilidade ao comando da capitã Nahla Ake, que liderou a operação diretamente da ponte principal.
Cenário de guerra sem derramamento de sangue
O episódio revela o impacto de The Burn sobre o Império Klingon. Para evitar novo colapso, o cadete Jay-Den Kraag propôs uma estratégia: simular uma guerra que permitisse aos klingons “conquistar” um planeta vazio e preservar a honra.
Com aval da Frota, Ake comandou uma armada até Faal Alpha. O plano funcionou e o Império aceitou o mundo desabitado como nova capital, sem disparar um único tiro.
Como a operação se desenrolou
- A armada da Federação saltou para Faal Alpha.
- A Athena separou o disco, que entrou em formação de ataque.
- O anel externo manteve distância para proteger centenas de cadetes.
- Os klingons avançaram, mas encontraram “resistência simbólica”.
- Com a honra satisfeita, aceitaram a posse do planeta e recuaram.
Presença ilustre da USS Riker
Entre as naves que apoiaram Ake estava a USS Riker, classe Merian, batizada em homenagem ao capitão William T. Riker. O oficial serviu quinze anos como imediato da Enterprise-D e E, antes de assumir a Titan e, mais tarde, a Zheng He.
O nome de Riker figura no Wall of Heroes da Academia, ao lado de outra lenda: Jonathan Frakes, intérprete do personagem, homenageado com o posto de almirante.
Detalhes técnicos da separação
Ao contrário da Enterprise-D, cujo disco tem apenas impulso, a seção da Athena dispõe de motores de dobra independentes. Isso permitiu saltar para velocidade de curvatura logo após desacoplar, recurso visto pela primeira vez quando a nave chegou à Terra no episódio de estreia.
Imagem: Reprodução
O anel com as naceles envolve o disco durante o pouso em São Francisco, mas pode permanecer em órbita quando a missão exige. Essa flexibilidade reforça o caráter acadêmico da nave, que abriga grande parte dos alojamentos estudantis no anel externo.
Reverberações entre os klingons
A decisão de transferir o Império para Faal Alpha remete à preocupação clássica com a destruição de Qo’noS, discutida há décadas na franquia. O episódio reacende o alarme sobre possíveis catástrofes, tema também tratado no artigo sobre o alerta renovado para Qo’noS.
Principais destaques do episódio
- Inversão da manobra de separação: disco vai à guerra, anel protege cadetes.
- Athena com dobra própria na seção de disco, algo inédito.
- Plano de guerra simbólica evita baixas e garante nova casa aos klingons.
- Participação da USS Riker fortalece laços com “A Nova Geração”.
- Capitã Nahla Ake comanda primeira grande ação da frota na série.
Conexões e legado
A estratégia diplomática adotada ecoa tentativas anteriores de evitar conflitos interestelares na franquia. Em paralelo, o aceno à história da Enterprise-D reforça a tradição de inovação tática que marca Star Trek desde os anos 1960.
Para quem acompanha lançamentos de ficção científica, outras produções recentes, como “The Beauty”, também exploram futuros alternativos e dilemas éticos, mostrando que o gênero segue fértil.
A primeira temporada de Star Trek: Starfleet Academy tem previsão de concluir dez episódios. Novos capítulos chegam sempre às quintas-feiras, com exclusividade no Paramount+.


