Medida fortalece a segurança do sistema de pagamentos e amplia a proteção de usuários lesados por golpes e transações não autorizadas.
O que muda no PIX a partir de hoje
O Banco Central colocou em vigor um novo mecanismo de devolução imediata do PIX para usuários vítimas de fraudes, golpes, transferências indevidas ou transações feitas sem autorização.
O objetivo é acelerar o processo de reembolso e reduzir o número de prejuízos causados por criminosos digitais.
Com a mudança, instituições financeiras passam a ter obrigações mais rígidas de investigação e devem agir mais rapidamente quando o cliente relata fraude.
Como funciona o novo mecanismo de devolução do PIX
A partir de agora, quando a vítima informar ao banco que sofreu um golpe, o sistema seguirá esta dinâmica:
1. Pedido de devolução direto no aplicativo
A vítima acessa o aplicativo do banco e solicita a devolução usando a opção “Relatar fraude” ou “Solicitar devolução via Mecanismo Especial”.
O pedido entra em análise imediata.
2. Bloqueio dos valores na conta do recebedor
Assim que o pedido é registrado, o banco do recebedor deve bloquear o valor por até 72 horas, impedindo que o dinheiro seja sacado ou transferido.
Esse bloqueio é obrigatório.
3. Análise acelerada da fraude
Durante o período de bloqueio:
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O banco da vítima analisa o relato
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O banco do recebedor verifica movimentações suspeitas
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O sistema do BC cruza informações
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Pode haver avaliação automática de risco
Se houver indícios concretos de fraude, o banco deve aprovar a devolução.
4. Devolução automática para a vítima
Confirmada a fraude, o sistema estorna o valor diretamente para a conta da vítima.
A devolução pode ocorrer total ou parcial, dependendo do saldo existente no bloqueio.
E se o dinheiro já tiver sido sacado?
Mesmo quando parte do valor já tiver sido movimentado, o banco ainda pode devolver a quantia restante que estiver disponível.
O sistema também prevê responsabilização solidária entre instituições financeiras que facilitam golpes recorrentes.
O que mudou em relação ao modelo anterior
Antes do novo mecanismo:
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A devolução não era obrigatória
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O processo era lento
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Dependia de colaboração entre bancos
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Não havia bloqueio automático dos valores
Agora, com o mecanismo reforçado:
✔ Bloqueio é obrigatório
✔ Prazos são mais curtos
✔ Análise é mais rigorosa
✔ Fraudes reincidentes são rastreadas pelo BC
✔ Clientes recebem resposta mais rápida
Quem pode usar o novo mecanismo?
O novo modelo atende vítimas de:
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Golpes por WhatsApp, Instagram, perfis falsos etc.
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Acesso indevido à conta bancária
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Clonagem de celular
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Engenharia social
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Erro claro de operação por terceiros
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Transferências PIX feitas sem autorização
Quando a devolução pode ser negada
O banco pode recusar o reembolso apenas se:
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Ficar comprovado que não houve fraude
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O cliente agiu com dolo
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Informações fornecidas são inconsistentes
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Não houver saldo bloqueado no recebedor
Ainda assim, todas as etapas precisam ser documentadas.
Impacto para os usuários
O novo mecanismo deve:
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Reduzir perdas financeiras
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Aumentar a confiança no PIX
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Diminuir o número de golpes bem-sucedidos
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Pressionar bancos a agir com mais rigor
O PIX hoje responde por mais de 150 milhões de usuários, e o BC quer manter o sistema seguro mesmo com o aumento de fraudes digitais.