
Quando a polícia encontra um corpo em avançado estado de decomposição perto do Departamento Samwol, “A Arte de Sarah ” inicia um jogo de espelhos sobre quem é vítima, quem é assassina e qual rosto pertence, de fato, a Sarah Kim. Nas oito partes da série sul-coreana, cada pista leva a novas perguntas, culminando em um desfecho que ressignifica todas as identidades apresentadas.
Reconstruindo o caso passo a passo
Detective Park Mu-gyeong assume a investigação assim que o corpo é retirado do esgoto. Ao lado do cadáver, há uma bolsa de luxo. O número de série aponta para Jung Yeo-jin, diretora da grife NOX e amiga íntima de Sarah Kim.
Yeo-jin confirma ter presenteado Sarah com o acessório. Isso leva a polícia a crer que a morta seja a própria estilista. No entanto, desde o início, Mu-gyeong suspeita de algo maior, pois a trajetória profissional de Sarah é marcada por nomes falsos e empregos forjados, lembrando a multiplicidade de personas vistas em A evolução completa das aparições de Batman em live-action.
Quem estava realmente no esgoto?
A autópsia revela que a mulher morta é Kim Mi-jeong, artesã responsável pela confecção das cobiçadas bolsas Boudoir. Mi-jeong havia se tornado confidente de Sarah. Com o tempo, passou a se fazer passar pela estilista em eventos menores e descobriu que a amiga mantinha um império de mentiras para projetar a marca.
Tomada por inveja, a funcionária decide reivindicar o sucesso para si. Durante a festa de lançamento das Boudoir, as duas discutem nos bastidores. Sarah reage com violência, mata Mi-jeong e desfigura o rosto da vítima para impedir qualquer ligação direta com seu ateliê.
As múltiplas máscaras de Sarah
Ao longo dos episódios, Mu-gyeong rastreia vários registros:
- Eun-ha: garçonete que some após um golpe em um restaurante.
- Min-seo: assistente de marketing demitida por falsificar diplomas.
- Ji-woo: estagiária em feira de design que “pega emprestado” ideias alheias.
Cada identidade aproxima Sarah do universo da moda e a torna mais habilidosa em driblar a lei. Porém, a série nunca confirma qual delas corresponde ao seu nome de batismo.
O jogo final com o detetive
No capítulo derradeiro, Sarah reage à perseguição policial. Para preservar a Boudoir e a recente aquisição da NOX, ela assume oficialmente a identidade de Mi-jeong. A manobra garante duas saídas para Mu-gyeong:

- Prendê-la como Mi-jeong, encerrando o caso da morte da falsa Sarah.
- Libertá-la como Sarah, aceitando que a vítima nunca será formalmente identificada.
O detetive escolhe a primeira opção. Sarah é condenada como a própria Mi-jeong. Dentro da cadeia, demonstra satisfação: a marca continua ilesa no mercado de luxo, enquanto seu verdadeiro passado permanece enterrado.
Motivações expostas
O único bem que importava à protagonista era a Boudoir, vista por ela como prolongamento de si mesma. Proteger a reputação da empresa era, portanto, proteger a própria existência. Essa lógica de sacrifício ecoa, em um tema semelhante ao de A Cela dos Milagres, onde o personagem central aceita a punição para salvar algo maior.
Significado do desfecho
Ao trocar de identidade pela última vez, Sarah fecha o ciclo iniciado na primeira fraude mostrada na série. Sua prisão não representa derrota, e sim controle absoluto sobre a narrativa pública. O público, assim como Mu-gyeong, jamais descobre seu nome real – apenas constata a vitória da personagem sobre o próprio enigma.
Veja: outro finais explicados
Perguntas frequentes
- Quem foi encontrado morto no primeiro episódio?
O cadáver pertence a Kim Mi-jeong, artesã que trabalhava para Sarah. - Sarah Kim morre na série?
Não. Ela mata Mi-jeong e assume outra identidade para evitar exposição. - O detetive descobre o nome verdadeiro de Sarah?
Ele ouve a informação em off, mas o público não toma conhecimento. - A Boudoir continua no mercado após o escândalo?
Sim. A marca passa ao controle da NOX e mantém a reputação. - Onde posso assistir A Arte de Sarah?
A produção está disponível na Netflix.
Serviço
Onde assistir: Netflix
Formato: série
Episódios: 8
Duração média: 45 minutos
Direção: Kim Jin-min
Roteiro: Chu Song-yeon
Com isso, “A Arte de Sarah” encerra sua temporada entregando uma protagonista disposta a tudo para manter viva a própria criação, mesmo que isso custe sua liberdade — ou, quem sabe, mais uma de suas muitas faces.