Final explicado — O longa brasileiro Salve Geral: Irmandade (State of Fear), lançado em 2026 na Netflix, encerra-se com uma sequência impactante que levanta dúvidas sobre vingança, corrupção policial e a herança de violência na família Ferreira. A seguir, reconstituímos os principais fatos e detalhamos o que a última cena revela sobre Elisa, Cristina e o futuro da Irmandade.
Contexto da trama
Cristina Ferreira, Conselheira da Irmandade, tenta resgatar a sobrinha Elisa depois que a adolescente é levada por dois policiais corruptos. O sequestro detona uma guerra aberta nas ruas de São Paulo: de um lado, membros da facção; de outro, agentes do Estado igualmente envolvidos em extorsão e abusos.
Enquanto isso, no presídio, Ivan — líder encarcerado da organização — articula para evitar sua transferência a um regime de segurança máxima. Ele usa o rapto de Elisa como pretexto para ordenar ataques simultâneos, esperando ser libertado durante o caos.
Por que Elisa é sequestrada?
Elisa é abordada por policiais que, em busca de propina, plantam drogas no carro da jovem. Ao descobrirem que ela é filha de Edson Ferreira, fundador da Irmandade responsável pela morte de diversos policiais, os agentes enxergam chance de vingança pessoal e lucro fácil. Em vez de apresentá-la à Justiça, exigem resgate a Cristina, agravando o conflito histórico entre facção e polícia.
Confronto entre Irmandade e polícia
Cristina tenta negociar pagamento e libertação pacífica, mas Ivan impõe a ofensiva armada. Explosões, bloqueios e tiroteios se espalham pela cidade, atingindo civis como Angela, mãe do policial Borges. Retratada como voz do “cidadão comum”, Angela reage ao descobrir que o filho mantém Elisa em cárcere, obrigando-o a conduzir a refém até o centro para soltá-la.
Papel de Angela
Angela simboliza quem questiona tanto o crime organizado quanto o abuso policial. Contudo, ao tentar salvar Borges, ela acaba colidindo o carro contra Cristina e morre, mostrando como inocentes sucumbem num ambiente dominado por vingança.
O destino de Cristina
Após perseguição numa estação vazia, Borges baleia Cristina no peito. Grave, ela e Elisa procuram abrigo num bloqueio da facção, mas nem os próprios aliados controlam a violência: veículos públicos são incendiados e disparos continuam dos dois lados.
Final explicado
Instantes depois de fingirem-se de mortas para escapar de outro tiroteio, Cristina agoniza. Elisa, tomada pela raiva, vê uma viatura que tenta cruzar a área e, sem verificar quem está dentro, atira diversas vezes. As vítimas são Romero e Dalva, casal de policiais apresentado no início — Dalva havia acabado de dar à luz dentro da van.
Somente depois dos disparos Elisa percebe o choro do bebê. A jovem resgata o recém-nascido e, na cena derradeira, surge carregando a criança enquanto automóveis ardem ao fundo. O quadro sintetiza três pontos:

- Ciclo de violência: Elisa, desejando justiça pela tia, repete o mesmo ato brutal que condenava, matando inocentes.
- Herança familiar: A postura reflete os métodos extremos de Edson e Cristina, sugerindo que a próxima geração pode seguir rota semelhante.
- Possível redenção: Ao salvar o bebê, Elisa mostra resquício de empatia, indicando que ainda há espaço para escolhas diferentes da dos adultos ao seu redor.
Assim, o final não oferece conclusão otimista: expõe uma sociedade em que fronteiras entre lei e crime se confundem, onde cada retaliação alimenta novos atos de barbárie.
Perguntas frequentes
Por que Ivan queria a guerra nas ruas?
O líder preso temia ser transferido para isolamento em penitenciária de segurança máxima e planejou o conflito para ser resgatado durante o caos.
A polícia no filme age legalmente?
Não; diversos agentes se envolvem em extorsão, racismo e execuções sumárias, equiparando-se aos crimes da facção.
Quem mata Cristina?
Cristina é baleada pelo policial Borges durante confronto numa estação de trem.
Elisa sobrevive no final?
Sim. Ela sai ilesa fisicamente, mas carrega o peso de ter matado um casal inocente e fica responsável por um recém-nascido.
O que simboliza o bebê resgatado?
Representa chance de renovação em meio à destruição, embora o ciclo de violência sugira que esse futuro esteja ameaçado.

