O Poder e a Lei retornou em 4 de fevereiro de 2026 com a 4ª temporada na Netflix e coloca Mickey Haller diante de seu processo mais duro: ele é acusado de assassinar o ex-cliente Sam Scales, encontrado no porta-malas de seu próprio carro.
Para limpar o nome, o advogado precisa provar inocência de dentro da cadeia, enquanto a promotora Dana “Death Row” Berg pressiona por uma condenação exemplar. O resultado é um drama jurídico quase impecável que valoriza o elenco e, principalmente, Manuel Garcia-Rulfo.
O caso que vira a vida de Mickey de cabeça para baixo
A temporada de dez episódios se concentra no homicídio de Sam Scales, um vigarista que já passou pelo banco dos réus de Mickey. Desta vez, o defensor troca o banco traseiro do Lincoln pela cela, obrigado a montar a estratégia ao lado de Lorna, Cisco, Izzy e da filha Hayley.
Mesmo atrás das grades, Mickey não aceita absolvição por falhas processuais: ele quer identificar o verdadeiro autor do crime para recuperar reputação, negócios e liberdade.
- Data de estreia: 4 de fevereiro de 2026
- Episódios: 10
- Rede: Netflix
- Enredo central: Mickey Haller acusado de assassinato
- Base literária: “The Law of Innocence”, de Michael Connelly
Ritmo hesitante, virada certeira
Os três capítulos iniciais avançam lentamente, sensação acentuada pela lembrança do final eletrizante da temporada passada. A narrativa ganha fôlego quando o julgamento começa e, dali em diante, tensiona cada depoimento.
Garcia-Rulfo mantém o nível desde o primeiro minuto, mas o restante do elenco só alcança o mesmo patamar na segunda metade. A promotora Dana justifica o apelido ao manipular provas e emoções, tornando-se a primeira adversária capaz de igualar forças com Mickey.
O envolvimento direto de Izzy — agora acompanhada da namorada — na investigação amplia a participação do círculo próximo de Haller e soluciona a ausência do detetive Bosch, não disponível na série.
Participações que fazem diferença
- Lorna gerencia o escritório e articula a defesa fora do tribunal.
- Cisco rastreia pistas que o acusado não pode seguir dentro da prisão.
- Izzy fornece olhos e ouvidos nas ruas, apesar de não ter formação jurídica.
- Hayley confere apoio emocional crucial nos momentos de colapso do pai.
Manuel Garcia-Rulfo domina a temporada
Conhecido pelo carisma de Mickey Haller, o ator exibe agora fragilidade inédita. A permanência prolongada na cadeia e a passagem pelo isolamento solitário expõem rachaduras no otimismo do personagem.
Garcia-Rulfo entrega um desempenho que faz o medo e a angústia de Mickey transbordarem da tela.
O trabalho já desperta discussões sobre indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro de 2027, algo que a produção ainda não conquistou. Se confirmado, pode abrir portas para novos papéis de protagonista, repetindo trajetórias recentes de nomes que migraram de séries de streaming para grandes produções, como ocorreu com Sophie Turner em “Steal”.
Fidelidade e ajustes ao livro de Michael Connelly
“The Law of Innocence” inspira toda a temporada. A adaptação mantém os principais acontecimentos, corta a pandemia de COVID-19 e altera o nome do responsável pelo assassinato, mas preserva motivo e desfecho.
Muitos diálogos de tribunal foram transportados palavra por palavra do original, o que reforça a autenticidade das estratégias jurídicas. O roteiro, porém, reorganiza a linha do tempo e amplia o espaço para coadjuvantes, recurso semelhante ao visto no recente thriller alemão “Unfamiliar”.

Principais diferenças da série para o livro
- Exclusão do contexto pandêmico.
- Foco maior em Izzy e na dinâmica de bastidores.
- Nome alterado para o verdadeiro culpado, mantendo motivo idêntico.
- Sequência dos eventos ajustada para acelerar o clímax.
Avaliação e expectativas para o futuro
A soma de atuação, fidelidade literária e tensão processual rendeu nota 8/10 na crítica especializada. O resultado é considerado uma das melhores fases do drama jurídico, superando o começo irregular da própria temporada.
Showrunners Dailyn Rodriguez e Ted Humphrey já sinalizaram interesse em avançar para a 5ª temporada, mas detalhes de produção ainda não foram confirmados.
Perguntas frequentes
Quando a 4ª temporada de “O Poder e a Lei” estreou na Netflix?
O lançamento ocorreu em 4 de fevereiro de 2026.
Qual é o enredo principal da nova temporada?
Mickey Haller é acusado de assassinar o ex-cliente Sam Scales e precisa provar a própria inocência enquanto permanece preso.
Quem interpreta a promotora Dana Berg?
O texto original não informa a atriz responsável pela personagem.
A série segue fielmente o livro “The Law of Innocence”?
Sim, mantém eventos centrais e até diálogos, mas remove a pandemia e altera o nome do assassino.
Manuel Garcia-Rulfo pode concorrer a prêmios por esta temporada?
A crítica aponta o desempenho como digno de indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro de 2027.
Já há confirmação oficial da 5ª temporada?
Não; a continuidade depende de decisão futura da Netflix.

