Marcelo Serrado fala sobre criação de filhos e a tecnologia

Ator compara seu novo personagem em Ron Bugado, com seu lado paterno

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Marcelo Serrado fala sobre criação de filhos

Marcelo Serrado contou , em entrevista à revista Quem, sobre seu personagem Gerson, um pai que dá um robô de presente ao filho, com a intenção de que ele faça amigos, mas na vida real, o ator se acha um pouco parecido com os filhos.

“Esse pai é um pouco excêntrico e distraído como eu sou. Eu tenho um pouco deste cara que quer agradar o filho. Ele traz aquilo que a gente pensa o tempo todo, em como é que eu posso fazer o meu filho mais feliz. O Gerson, que é o personagem que eu faço, quer que o filho seja feliz com o amigo que ele tem, que não é tão perfeito, mas também é perfeito para o menino”, explica ele.

O ator está animado com Ron Bugado, por poder mostrar um pouco do seu trabalho aos filhos  Catarina, de 16 anos, e dos gêmeos Felipe e Guilherme, de 9 anos, já que eles não assistem novela.

“É sempre um prazer fazer filmes de animação e uma tendência mundial dos atores conhecidos de outros países estarem dublando. Comecei a sentir vontade de fazer quando comecei a levar meus filhos ao cinema. Já tinha feito o Sing. Quando veio esse convite, achei muito bom porque também ficou totalmente encantado pela temática tão atual do filme, que fala sobre amizade e tecnologia. Estou com vários filmes para estrear ou que já estrearam, mas não é para a idade dos meus filhos. Então, a oportunidade deles, que não veem novela por serem muito pequenos, verem o pai é essa. A minha filha mais pré-adolescente também vê pouco. É legal poder levar as crianças ao cinema. Eles falaram: ‘Caraca, pai, vou ver você no filme’.”

Equilíbrio com os filhos

 

Marcelo diz que em sua casa é colocado horários para a tecnologia para que seus filhos não fiquem aprisionados as telas.

“A tela é uma coisa que nos ajuda muito, mas nos aprisiona. Meus filhos têm horário que a gente estipula para ficar na tela. É um horário rígido, ‘deste horário até esse horário você pode ver tela, depois não pode’. Caso contrário pode ser perigoso, a criança pode ficar aprisionada nisso. Ao mesmo tempo, estamos em um novo mundo, os amigos todos estão na tela, se não deixa um pouco, eles ficam de lado nesta questão. Então é uma linha muito tênue para a gente não ser refém dela.”