Felipe Araújo fala sobre autismo do filho: “Romper com preconceito”

Cantor alerta pais a buscar de tratamento precoce para autismo

0
Felipe Araújo
Felipe Araújo fala sobre filho autista

 

Felipe Araújo, em entrevista a Quem falou sobre o que fez durante a pandemia e sua convivência com o filho autista.

“Não fiz quase nada (risos). Cozinhei bastante, engordei demais, emagreci agora… Pude ficar em casa e estar junto das pessoas que mais amo por mais tempo. A vida estava uma correria antes da pandemia. Eu estava fazendo mais de 20 shows por mês. Pude ter mais tempo com minha família e amigos”, conta.

 

O filho do cantor, Miguel, de apenas dois anos, fruto do relacionamento com Caroline Marchezi, foi diagnosticado com autismo e por isso Felipe decidiu conversar sobre o assunto com os pais para buscarem orientação.

“A gente pôde buscar esse tratamento, que vai perdurar ainda por muitos anos, bem cedo… O Miguel está tendo um desenvolvimento maravilhoso, então é muito importante a gente abrir os olhos das pessoas e tentar romper com a barreira do preconceito quanto a essa questão. O autismo é o maior amor do mundo ali presente. Ele é a pessoa mais carinhosa que eu já conheci em toda a minha vida. Conversando com Marcos Mion, ele fala a mesma coisa, que é o espectro do amor.”

Além disso, aos poucos, o sertanejo está retomando a rotina de shows e gravou seu primeiro DVD depois da pandemia, no Mineirão, em Belo Horizonte, com a participação dos cantores Dilsinho, Thiaguinho e Turma do Pagode.

“Estou retomando os shows depois de quase dois anos nessa loucura da pandemia, com essas incertezas. Estava meio inseguro para subir ao palco. Tudo na vida é questão de consistência. Graças a Deus a galera no Mineirão me ajudou muito. Ter a participação de tanto amigos e ídolos na gravação desse projeto aqui em BH foi muito importante”, destacou o cantor.

Homenagem

Por fim, em homenagem ao irmão, Cristiano Araújo  e Marília Mendonça, ambos morreram de acidente, o artista cantou a canção “De quem é a culpa”.

“Eu me segure muito para não chorar porque é uma música que mexe muito comigo. Meu irmão me apresentou essa composição da Marília um dia antes dele viajar e a gente não se ver mais. Por isso, essa música me deixava muito emocionado. Não tinha jeito de não fazer essa homenagem. Tenho certeza que eles estão vendo tudo lá de cima.”